O prefeito Eduardo Braide convocou coletiva de imprensa no segundo dia de greve dos empresários e rodoviários sem apresentar qualquer indicativo que possa por fim ao movimento que vem causando enormes transtornos à população no seu direito de ir e vir.
Se esperava que o prefeito dissesse algo sobre a possibilidade de normalizar os transportes aos mais de setecentos mil usuários diários, mas o que se ouviu foi a mesma falação de greves passadas em que o chefe do Executivo municipal simplesmente lava as mãos para o problema.
Enquanto a população clama pelo retorno do transporte, o prefeito tenta passar toda a responsabilidade para os empresários do Sindicato das Empresas de Transporte e apenas diz que não terá novo aumento de passagem e que o repasse do subsídio aos viciados empresários somente será feito mediante a melhoria do transporte. A greve, no entanto, continua.
O prefeito, em nenhum momento disse o que pretende fazer para permitir o imediato direito de ir e vir da população que precisa dos transporte público para poder trabalhar, observou apenas que vai enviar projeto para a Câmara Municipal visando a revisão do contrato de concessão do transporte público e aumento da validade dos créditos eletrônicos de 1 para 5 anos. Muito pouco para quem precisa os usuários que precisam de solução urgente para por fim à greve.
Como disse o deputado Duarte Júnior “o prefeito de São Luís convoca coletiva de imprensa sobre o transporte, fala muito, não resolve nada e ainda compartilha grave fake news”. O parlamentar disse ainda em sua página no Twitter que está preparando um vídeo com todos os documentos que comprovam que “Braide mente e brinca com o sentimento e esperança das pessoas”.
Enquanto Braide fala em melhorar o sistema de transporte e parece pouco incomodado com a greve, os rodoviários e donos de empresas de transportes continuam de braços cruzados e sem dar o menor sinal de que pretendam normalizar as atividade. Na coletiva, o prefeito disse apenas esperar que a categoria cumpra a decisão judicial de manter pelo menos 70% da frota em circulação.
O deputado estadual Carlos Lula (PSB) cobrou mais transparência da Prefeitura de São Luís sobre a administração do transporte público da capital. Os rodoviários iniciaram uma greve na Grande São Luís, nesta terça-feira (25). A decisão aconteceu após audiência de mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), que terminou sem acordo.
“A Prefeitura não pode ser refém das empresas de transporte, mas para isso ela tem que tomar as medidas necessárias, inclusive enérgicas, para tomar soluções e evitar uma greve como essa. Não temos nenhuma transparência da Prefeitura de São Luís a respeito dos subsídios que ela paga. Se deixou de repassar o subsídio, precisamos saber o que aconteceu, pois não estamos aqui apenas para defender empresários, mas para defender a população”, destacou Carlos Lula.
Os problemas de mobilidade urbana da capital são alvo de críticas do deputado, que expõe as denúncias enviadas constantemente pelos usuários do transporte público, que, mesmo depois do novo aumento tarifário, não observam melhorias no serviço. Por sua vez, os empresários alegam não terem recebido o subsídio prometido pela prefeitura.
“Se o repasse deixou de ser feito porque os ônibus são velhos, pegam fogo ou quebram diariamente, eu concordo. Entretanto, a prefeitura tem que dizer efetivamente onde e como esse dinheiro tem sido gasto e o que se vai fazer com essa situação. Temos um problema real, hoje nós não temos transporte público na cidade”, criticou.
Críticas – No Twitter, vários seguidores do deputado fizeram críticas à gestão municipal diante da recorrente crise do transporte na capital maranhense. Eles lamentaram a situação dos usuários dependentes do serviço. “Tá mais do que na hora de pensar em um transporte coletivo de massa na capital. Ônibus entra em greve, o que resta pra população? Se lamentar, apenas”, escreveu Ana Mesquita.
Carlos Lula também pontuou o prejuízo causado pela má gestão do Poder Executivo Municipal. “Sabemos que não há política de mobilidade urbana em São Luís, pois só são privilegiados asfaltamento e carro, não temos a integração de modais de transporte na cidade e nem ônibus agora. Lamento mais uma vez que a população seja prejudicada, sem poder ir ao trabalho, e lamento ainda mais que a prefeitura não tome as providências para efetivamente resolver esse problema do transporte público”, concluiu o deputado.
O ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino tem agenda de trabalho hoje em São Luís com o governador Carlos Brandão no lançamento do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). O eventos convocado para as 17h na Casa da Mulher Brasileira será o primeiro encontro após uma série de boatos nos bastidores da política local sobre um suposto afastamento dos dois líderes políticos.
Na solenidade, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o Governo do Maranhão, entregará equipamentos e serviços para o fortalecimento da Segurança. O evento é de natureza institucional, porém servirá também para mostrar o bom relacionamento do Governo Federal com o Governo do Maranhão e dos dois líderes políticos que caminham juntos desde as eleições de 2014 e são responsáveis pelos novos rumos que tomaram o Estado.
Desde o carnaval uma suposta crise envolvendo Dino e Brandão ronda os bastidores da política local, porém os dois nunca deram demonstração de afastamento ou que estariam se distanciando. O encontro de trabalho desta quarta-feira (26) seguido de coletiva deverá por fim as especulações.
O deputado federal Duarte Júnior responsabiliza diretamente o prefeito de São Luís Eduardo Braide pela greve de ônibus que está causando transtornos à população e enorme prejuízo à economia da cidade. Na avalição do parlamentar que enfrentou Braide no segundo turno da eleição de 2020, “não há nada pior do que um prefeito omisso”.
Segundo Duarte, o perfil isolado e avesso ao diálogo do prefeito de São Luís gera caos na cidade, sofrimento para os consumidores do transporte público e estagnação da economia. “Lamentável! Já vamos para a 3ª greve em menos de três anos de gestão”
O parlamentar observou que na campanha, Braide prometeu três novos terminais, renovar a frota, acabar com demissão dos cobradores, aumento no valor da passagem e com as greves, mas que no mandato não consegue fazer nada, pois todos os problemas são por culpa dos empresários.
O procurador-geral de justiça, Eduardo Nicolau, foi recebido em audiência, nesta terça-feira,25, em Brasília, pelo ministro da Justiça, Flávio Dino. Na pauta do encontro, solicitado pelo chefe do MPMA, foram discutidas parcerias entre o Ministério Público Brasileiro e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Entre outros temas, foi debatida a proposta de inclusão do Ministério Público como instituição que deve receber, durante situações de crises em estabelecimentos de ensino, a indicação de representante das plataformas de redes sociais. A questão está disposta em uma portaria do Ministério da Justiça que visa a responsabilização das plataformas digitais na veiculação de conteúdos com apologia à violência nas escolas.
Também participaram do encontro pelo MPMA os promotores de justiça Luiz Muniz, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), e José Márcio Maia Alves, diretor da Secretaria para Assuntos Institucionais.
Estiveram presentes ainda o secretário nacional de Segurança Pública, Tadeu Alencar, o procurador-geral de justiça do MP de São Paulo, Mário Sarrubbo, e a coordenadora do Gabinete de Segurança e Inteligência (GSI), do MP de Minas Gerais, Vanessa Fusco.
O presidente licenciado da Câmara Municipal de São Luís e secretário da Cultura do Estado, vereador Paulo Victor, atribuiu à gestão municipal os problemas causados à população com mais esta greve de ônibus na cidade.
“São Luís mais uma vez sem ônibus nas ruas. Prejuízo enorme para a população. A inércia e ineficácia da prefeitura no que diz respeito ao transporte público atrapalham a economia e o direito de ir e vir das pessoas. A passagem aumenta, mas os problemas continuam. Lamentável”, disse Paulo Victor.
A greve decretada nesta terça-feira é decorrente do não cumprimento de acordo entre patrões e empregados e do Sindicato das Empresas de Transporte (SET) com a Prefeitura de São Luís. O movimento iniciou nesta terça-feira pegando a população de surpresa, que nesta briga envolvendo as três parte é a mais prejudicada no seu direito de ir e vir.
Apesar da decisão do desembargador federal do Trabalho, Francisco de Carvalho Neto, que terminou ainda na noite de segunda-feira (24) que o SET e os rodoviários colocassem 70% da frota em circulação, o que se viu hoje foi 100% dos ônibus recolhidos nas garagens.
O Sindicato das Empresas de Transporte alegam que não cumpre o que foi acertados com os rodoviários porque o prefeitura não fez o repasse do subsídio prometido e a prefeitura diz que não repassou porque não melhoria no transporte conforme acordado. E diante desse jogo de empurra que está sofrendo a população e a economia da cidade.

Revista Fórum – O presidente Lula (PT) discursou e participou nesta terça-feira (25) no parlamento português da comemoração do 49º aniversário da Revolução dos Cravos, que se deu no dia 25 de abril de 1974, data em que a ditadura de Portugal foi deposta.
Do lado de fora do parlamento português, deputados e militantes do Chega, partido de extrema direita de Portugal, protestavam contra a presença de Lula. Dentro da casa legislativa também houve protesto de alguns parlamentares extremistas, no entanto, o presidente brasileiro não se intimidou e enfrentou a turba fascista.
“A democracia no Brasil viveu recentemente momentos de grave ameaça. Saudosos do autoritarismo tentaram atrasar nosso relógio em 50 anos e reverter as liberdades que conquistamos desde a transição democrática. Os ataques foram constantes. Os irmãos portugueses assistiram a tudo, preocupados com a possibilidade de que o Brasil desse as costas ao mundo […] A notícia que lhes trago é que as forças democráticas brasileiras demonstraram sua solidez e resiliência”, disse Lula.
Em seguida, Lula falou sobre o recrudescimento do fascismo. “O mundo tem enfrentado múltiplas crises nas últimas duas décadas. Temos visto o recrudescimento de ideologias extremistas, impulsionadas pela ditadura dos algoritmos. Elas reduzem o espaço para o diálogo e a empatia, propagam o ódio e constrangem a expressão de nossa humanidade”.
Posteriormente, Lula rebateu diretamente aqueles que o atacaram no parlamento português. “Aqui na Europa, políticos demagogos que dizem não serem políticos, negam os benefícios conquistados no continente em décadas de paz, cooperação e desenvolvimento dentro da União Europeia. Eu considero a integração resultante da União Europeia um patrimônio democrático da humanidade. E eu vi no Brasil, a consequência trágica que sempre acontece quando se nega a política, se nega o diálogo”.
Lula enaltece a Revolução dos Cravos
Em outro momento de seu discurso, Lula versou sobre o significado histórico da Revolução dos Cravos, que pôs fim à ditadura em Portugal. “Retorno aqui ao exemplo do 25 de Abril. A Revolução dos Cravos não marca apenas o começo da jornada de Portugal rumo à liberdade e à democracia. Marca também o fim da trajetória de Portugal como potência colonial. O 25 de Abril nos mostra que uma potência militar que enfrenta um povo em luta pela liberdade jamais poderá vencê-lo. Poderá, no máximo, prolongar o conflito indefinidamente e assim tornar mais custoso o inevitável acerto de contas com sua própria população”.
Lula voltou a criticar a guerra como solução para qualquer espécie de conflito e novamente defendeu o processo de paz entre a Rússia e a Ucrânia. “Quem acredita em soluções militares para os problemas atuais luta contra os ventos da História. Nenhuma solução de qualquer conflito, nacional ou internacional, será duradoura se não for baseada no diálogo e na negociação política. O Brasil compreende a apreensão causada pelo retorno da guerra à Europa. Condenamos a violação da integridade territorial da Ucrânia. Acreditamos em uma ordem internacional fundada no respeito ao Direito Internacional e na preservação das soberanias nacionais”.
“É preciso admitir que a guerra não poderá seguir indefinidamente. A cada dia que os combates prosseguem, aumenta o sofrimento humano, a perda de vidas, a destruição de lares. As crises alimentar e energética são problemas de todo o mundo. Todos nós fomos afetados, de alguma forma, pelas consequências da guerra. É preciso falar da paz. Para chegar a esse objetivo, é indispensável trilhar o caminho pelo diálogo e pela diplomacia”, prosseguiu Lula.
Após o término de seu discurso, Lula foi aplaudido de pé pelos presentes.
Quem é André Ventura, responsável pelo ato contra Lula
O protesto da extrema direita de Portugal foi organizado pelo deputado André Ventura, do Chega, sigla fascista portuguesa.
Nos dias que antecederam o discurso de Lula no parlamento português, Ventura deu uma série de declarações agressivas contra Lula.
Cabe destacar que André Ventura é muito próximo de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com quem já esteve reunido.
“Ridículo”
Em conversa com a imprensa, após deixar a solenidade, o presidente Lula desdenhou dos protestos da extrema direita de Portugal e a classificou como “uma cena de ridículo” e afirmou que isso “é o que acontece quando as pessoas não têm coisas boas para fazer”.
Lula também afirmou que tal ato “não deveria ter acontecido durante evento de homenagem à revolução” e destacou que aqueles que protagonizaram a vergonhosa cena, “quando voltarem para a casa vão pensar: que papelão nós fizemos”.