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  • Jorge Vieira
  • 14/mar/2014

Governadora Roseana Sarney descarta Arnaldo Melo

Azedou de vez as relações
entre os palácios dos Leões e Manoel Bequimão. As insinuações da governadora
Roseana Sarney de que deve ficar até o final do mandato para terminar as obras
iniciadas em sua administração já começa provocar o afastamento do presidente
da Assembleia Legislativa da pré-campanha do candidato Luís Fernando.
As declarações, feita na tarde
de ontem na Rádio Mirante AM, foram interpretadas nos bastidores do Poder
Legislativo como mais uma forma de pressionar Arnaldo Melo aceitar o jogo que
está sendo imposto pela governadora: a eleição indireta de Luís Fernando, caso ela renuncie
ao mandato para disputar o Senado Federal.
Rejeitado em sua legítima pretensão
de substituí-la no comando do estado por nove meses, Arnaldo Melo furou o
compromisso que teria com Fernando Silva na última quarta-feira, quando seriam
assinados uma série de ordem de serviços de pavimentação de estradas no Sertão Maranhense, região onde Melo possui suas bases eleitorais.
O presidente da Assembleia
simplesmente não apareceu e nem mandou justificativa, certamente contrariado com
a rejeição do seu nome pela governadora, que resolveu nem recebê-lo mais em
Palácio, em decorrência da “rebeldia”.
Em conversa informal com
profissionais de imprensa esta semana, Arnaldo chegou a anunciar que seria a “bola
da vez”, o que teria irritado Roseana, que deseja impor Luís Fernando a qualquer
custo para ver se ele, no cargo, consegue reverter o quadro altamente
desfavorável. Atualmente, o pré-candidato, embora esteja em campanha a quase um
ano, não consegue chegar sequer ao patamar de 15% de intenção de votos.  
Diante da decisão de Arnaldo
não abrir mão de assumir pelo restante do mandato, Roseana ligou para a Rádio
Mirante na tarde de ontem para anunciar que deve ficar, deixando claro que o
grupo a qual lidera não tem plano para o presidente da Assembleia e que, se ele
insistir em ser governador além dos trinta dias que a constituição lhe
assegura,  acontecerá o que o ex-deputado
Joaquim Haickel previu em artigo: “ficará sem mel e sem cabaça”, ou seja, além
de não assumir o governo, ainda perderá a presidência da Casa, no caso de uma improvável
vitória de Fernando.

  • Jorge Vieira
  • 14/mar/2014

Fixado prazo para estados contarem com defensores públicos

O deputado federal Domingos Dutra (SDD/MA) votou a favor para aprovação da
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 247/13, que fixa prazo de oito anos à
União, aos estados e ao Distrito Federal para que todas as unidades
jurisdicionais contem com defensores públicos.
A PEC foi aprovada pelo Plenário da Câmara dos
Deputados, em segundo turno, com 424 votos favoráveis.
A matéria ainda deve ser votada pelo Senado.
Para o deputado Domingos Dutra, o acesso à justiça
tem que ser um indicador de qualidade de vida. “O cidadão precisa de educação,
de saúde, de renda e de justiça. O nosso País não será justo se nós não
conseguirmos condições objetivas para que os mais pobres possam ter acesso à
justiça. Esta é uma decisão que faz avançar este País rumo à cidadania”,
garantiu o deputado em discurso proferido na Tribuna da Câmara dos Deputados,
em Brasília, durante a votação.
Essa aprovação é muito importante para os
maranhenses, pois de acordo com Dutra, o Maranhão tem 217 Municípios, mas só há
comarca em 117.  “Uma situação como esta, sem comarca, sem juiz, sem
Ministério Público, sem Defensoria Pública, é o caminho aberto para a barbárie,
para se fazer justiça com as próprias mãos”, destacou o deputado.
De acordo com o texto, o número de defensores
deverá ser proporcional à demanda efetiva pelo serviço e à respectiva
população. Durante o prazo de oito anos, os defensores deverão trabalhar,
prioritariamente, nas regiões com maiores índices de exclusão social e de
adensamento populacional.
A proposta também amplia a definição de Defensoria
Pública na Constituição, classificando-a como instituição permanente e
instrumento do regime democrático.

  • Jorge Vieira
  • 13/mar/2014

Oposição define candidatura única de Roberto Rocha ao Senado

O
vice-prefeito Roberto Rocha (foto) será candidato único ao Senado Federal pela
 aliança de oposição que apoiará a candidatura do presidente da Embratur,
Flávio Dino, ao governo do estado. O anúncio foi feito no início da noite desta
quinta-feira em coletiva de imprensa, num hotel da orla, com a presença de
representantes de todos os partidos que já declararam participação na coligação.
A
confirmação de Rocha como candidato da oposição  foi feito após a costura
de um acordo que resultou na desistência de Domingos Dutra da corrida para o
Senado, deixando o campo livre para Roberto Rocha iniciar a pré-campanha com o
candidato único da coligação que será encabeçada por Dino. 
Dutra e Roberto Rocha reivindicavam o direito de disputar a cadeira com
o apoio de todos os partidos de oposição que apoiam Flávio Dino, mas chegaram a
um acordo e resolveram por fim a qualquer possibilidade de ruptura na oposição
por entenderem que a situação poderia gerar uma divisão e favorecer  a
candidatura do grupo Sarney, provavelmente a governadora Roseana Sarney.
Os dois líderes oposicionistas se reuniram esta
semana em Brasília e, após avaliar os diversos cenários da disputa pelo Senado
resolveram unir força em torno de uma única candidatura.
“Tenho um objetivo na vida que é
ver o Maranhão diferente deste que temos hoje. Um objetivo de anos e por isso
sempre fiz gestos para que isso fosse possível”, disse Dutra.
Sobre a decisão de abdicar da
disputa pela vaga no Senado, Dutra disse que entende ser esse o melhor caminho
para que a oposição continue unida, situação necessária para que haja um
resultado positivo nas urnas em outubro.
“Somente unidos é que podemos
vencer nas eleições deste ano’, afirmou.
Roberto Rocha, que em 2013
conseguiu unificar o PSB em torno de sua pré-candidatura, disse que mais um
passo foi dado rumo a vitória nas eleições deste ano e que a união da oposição
é o caminho mais garantido para esse resultado.
“Agradeço ao Dutra por este
gesto. Um gesto que nos deixa mais próximo para chegarmos a uma vitória em
2014. Porque somente contribuirá com nossos adversários se não nos unirmos
nessa caminhada e não é isso que queremos”, disse Rocha.

  • Jorge Vieira
  • 13/mar/2014

Comitiva de Morros visita Flávio Dino e articula ação no município

Lideranças políticas do município de
Morros visitaram o pré-candidato ao governo do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB),
para articular o movimento Diálogos pelo Maranhão que acontecerá no próximo
sábado na cidade e discutir um novo modelo de desenvolvimento para o município,
pautado na parceria entre todas as esferas de governo e na sustentabilidade.
A visita contou com a presença do
presidente da Câmara de Vereadores, Paraíba Filho (PT), o vereador Heraldo (PV)
e o presidente municipal do PT, Paraíba. A comitiva aproveitou o momento de
articulações políticas para relatar preocupações com a sustentabilidade do
município.
“O rio é uma fonte de renda para os
moradores de nossa cidade, mas é importante que ao mesmo tempo não seja
esquecida a sustentabilidade, a preservação dos nossos rios,” disse o vereador
Paraíba Júnior.
Flávio Dino demonstrou sensibilidade à
causa da sustentabilidade e destacou a importância do rio Una na promoção do
turismo regional. “Para que ele continue sendo um ponto turístico da região do
Munim, é necessário além de esforço dos governos, que haja compromisso com a
sustentabilidade,” afirmou ao destacar a importância da geração de emprego e
renda a partir do turismo no local.

  • Jorge Vieira
  • 13/mar/2014

Edivaldo vai realizar maior obra de mobilidade urbana das últimas décadas em São Luís

Edivaldo e Dilma asseguram construção de corredor de transporte de São Luís
O prefeito Edivaldo Holanda Júnior garantiu nesta quinta-feira (13) investimento no valor de R$ 480 milhões junto ao governo federal para a implantação do corredor de transportes de São Luís. O anúncio foi feito pela presidenta Dilma Rousseff, em Brasília, ao divulgar os projetos contemplados no PAC 2 (Mobilidade Urbana).

Os recursos previstos para a obra são R$ 240 milhões do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 240 milhões em financiamento do FGTS com carência de cinco anos e pagamento em 30 anos pelo governo municipal.

O corredor de transportes ligará os bairros do São Francisco a Cohab e terá faixas exclusivas para ônibus. “Este é apenas o primeiro de uma série de projetos a serem executados em parceria com o governo federal. A conquista de hoje reafirma a confiança da presidenta Dilma na nossa administração, com a certeza de que estes recursos serão rigorosamente aplicados em benefício da população de São Luís”, afirmou Edivaldo.

  • Jorge Vieira
  • 13/mar/2014

Terceirização da Caema: governo faz dívida para o próximo gestor, afirma Bira

O debate sobre o processo licitatório de
privatização/terceirização da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão
(CAEMA) no valor de R$ 175 milhões, pelo prazo de 5 anos permeou os debates da
Assembleia Legislativa, na manhã desta quinta-feira (13).
Para o deputado estadual Bira do Pindaré (PSB), o
Governo do Maranhão está fazendo uma dívida que será paga pelo próximo gestor.
O parlamentar criticou este processo de terceirização da CAEMA e lembrou a
experiência desastrosa da terceirização do Sistema Penitenciário.
O exemplo da terceirização da penitenciária de
Pedrinhas foi um desastre, alijou e desvalorizou os servidores e expôs o horror
da crise da segurança pública do Maranhão para todo o Brasil. Para Bira a
terceirização do Sistema de Saúde é outro escândalo, pois a maioria dos
servidores é terceirizado e terceirizar a CAEMA é criar mais um cabide de
emprego às vésperas de uma eleição.
O socialista entende que toda terceirização
desvaloriza a mão de obra dos servidores. Bira acredita que os funcionários da
CAEMA ficarão ociosos, não vão ter mais valor, não vão servir para nada, porque
somente os indicados politicamente da empresa contratada faram os serviços,
tudo como cabo eleitoral contratado para trabalhar dentro da empresa.
Os funcionários da CAEMA estão reunidos em
Assembleia e tem uma forte tendência a não aceitar este processo de
terceirização no serviço da CAEMA. O parlamentar lembrou as diversas promessas
de resolução dos problemas de abastecimento e de esgotamento sanitário
proferidas pelo Governo do Estado, ainda no ano de 2013.
“Eu sou contra a terceirização. A terceirização é
uma forma de precarizar a mão de obra, de desvalorizar os funcionários da CAEMA
e enganar a população, porque não vai ter melhoria de serviço nenhum, o que vai
ter lá é um monte de pessoas indicadas politicamente para resolver os problemas
eleitorais de um e de outro agora na próxima eleição”, destacou Bira.
Bira sugeriu que o presidente da CAEMA e o
Secretário de Estado de Saúde venham à Assembleia Legislativa para discutir com
os parlamentares os pormenores da terceirização. “Eu não tenho dúvida que a
terceirização do serviço da CAEMA vai ser precarização de trabalho,
desvalorização da mão de obra dos servidores e mais uma forma de enganar o povo
do estado do Maranhão”, considerou o Deputado.

  • Jorge Vieira
  • 13/mar/2014

Prefeito e 15 vereadores são acionados por improbidade administrativa em Santa Inês

A
doação em procedimento irregular de um terreno de 15 mil m2 para a
construção de um parque aquático, em Santa Inês, motivou o Ministério Público
do Maranhão a ajuizar Ação Civil Pública de improbidade administrativa, na
terça-feira (11) contra o prefeito Ribamar Alves (foto) e mais 15 vereadores que
aprovaram o projeto, além da empresa Valparaíso Complexo Turístico Ltda.
Foram
acionados os vereadores José Franklin Skeff Seba, Vera Lúcia Soares Lima,
Victor Thagore Leite Moraes, Ademar Machado de Sousa, Akson Sousa Lopes,
Aldoniro Carlos Alencar Muniz, Antonio Pereira Silva, Carla Tatiana Silva
Sousa, Creusa Ribeiro Brito, João Batista Santos de Melo, João Batista Tavares,
Manoel Pereira Machado Neto, Orlando Araújo Mendes, Otacilia Cristina Costa
Rios e Claudinner Uchoa Mendes Araújo.
A
titular da 1ª Promotoria de Justiça de Santa Inês, Flávia Valéria Nava Silva,
pediu à Justiça que reconheça a inconstitucionalidade da Lei Municipal nº
51/2013, anulando a doação do bem municipal à empresa Valparaíso Complexo
Turístico Ltda. Também foi pedida a condenação dos acusados por improbidade
administrativa, ressarcimento integral do dano no valor do bem doado, após a
aferição técnica, além da perda da função pública dos demandados e suspensão
dos direitos políticos de três a cinco anos.
Ao
investigar a doação, o Ministério Público descobriu que a empresa informou ao
Município de Santa Inês, em 26 de setembro de 2013, a intenção de montar uma
filial do Valparaíso Aqua Park. Por isso, a empresa requereu a doação de um
terreno “em bom acesso e sem quaisquer restrições para a construção de
torres com até 18 m de altura destinadas aos equipamentos toboáguas, sem
obstáculos, ainda, para a perfuração de poços artesianos, essenciais para esse
tipo de negócio”.
No
mesmo dia da solicitação, a assessoria jurídica do Município manifestou que não
haveria impedimento legal para a doação, sendo expedido parecer, com a minuta
de lei pronta e com despacho para encaminhamento da Câmara Municipal assinados
pelo prefeito Ribamar Alves. “A pressa na remessa do projeto de lei, por parte
do prefeito, aponta para a violação do princípio da impessoalidade, em claro
intuito de beneficiar a empresa requerente”, afirma a promotora de justiça
Flávia Nava.
SEM
AVALIAÇÃO PRÉVIA
O
MPMA também questiona a aprovação do projeto, na Câmara Municipal, no dia 1º de
novembro, desrespeitando os ditames legais e constitucionais, pois não havia
avaliação prévia para justificar a aprovação. Dos 17 vereadores presentes,
apenas dois votaram contra a aprovação do projeto. Outra irregularidade foi cometiDa
pelo presidente da Câmara,  José Franklin Skeff Seba, que não submeteu o
projeto de lei à apreciação das comissões e não requisitou mais informações
para instruir o processo de votação no legislativo municipal.
“Nenhuma
cautela foi adotada tanto por parte do Município de Santa Inês, quanto pelos
vereadores na apreciação do projeto, uma vez que sequer foi realizado um estudo
jurídico e social para aferir se a empresa beneficiária da doação é adequada a
receber o terreno. Tal procedimento fere os princípios constitucionais da
impessoalidade, publicidade e moralidade”, questiona a titular da  1ª
Promotoria de Justiça de Santa Inês.
Na
avaliação da promotora, a administração municipal agiu com “desleixo e
favoritismo”, ao deixar de juntar uma avaliação prévia do valor do imóvel.
A lei de licitações proíbe a doação de um bem imóvel a pessoa jurídica. Nesse
caso, a única previsão legal seria a venda do terreno, após licitação e ampla
concorrência. “A doação é um prejuízo à coletividade, que deixa de ter
acesso a recursos e áreas para instalação de praças, equipamentos públicos,
escolas, postos de saúde, entre outros”.
Além
disso, segundo o MPMA, todas essas questões passaram despercebidas pelos
vereadores, que deveriam paralisar o  projeto em suas comissões para que
as justificativas necessárias fossem apresentadas. “Os vereadores têm o
dever legal de agir em prol da defesa do patrimônio público municipal. Porém,
eles não manifestaram quaisquer esclarecimentos adicionais a fim de resguardar
a supremacia do interesse público.  Ao contrário, foi privilegiado o
interesse de uma empresa particular”, questiona a promotora.
Caso
sejam condenados, os vereadores e o prefeito serão obrigados a pagar multa
civil de até 100 vezes o valor da remuneração recebida nos respectivos cargos e
impedidos de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos
fiscais pelo prazo de cinco anos.

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