A vereadora Professora Eva (PSB) subiu à tribuna da Câmara Municipal de São Luís, para cobrar do prefeito Eduardo Braide (PSD) o pagamento dos salários atrasados dos professores das escolas comunitárias do município. “Fui visitar várias escolas e, nessa perspectiva de que a função do vereador é de ir às comunidades, tenho observado alguns aspectos que o poder público e, nós aqui, precisamos cobrar”, disse a parlamentar.
De acordo com a parlamentar, um dos pontos verificados nessas visitas foi o atraso no pagamento dos profissionais da educação das 140 escolas comunitárias da cidade, que não recebem seus salários desde janeiro. Para ela, a escola comunitária é atualmente uma das mais importantes instituições, pois ajudam a manter a Educação no país, visto que acolhe aqueles alunos que não encontram acesso nas redes de ensino municipal e estadual.
Eva destacou que ao cobrar o pagamento dessas escolas, está também defendendo a cidadania. “Quando o aluno fica sem professor ou este vai para a sala de aula desmotivado, pelas dificuldades financeiras, fica difícil exercer a cidadania”, pontuou.
Outro aspecto levantado pela vereadora, foi o fato de não ter testemunhado a cobrança dos colegas sobre a ocorrência desses atrasos, ainda que alguns sejam padrinhos de algumas dessas escolas comunitárias e, mais ainda quando são professores de formação. “Os professores são os que ganham menos, em um país onde esses profissionais são os que cuidam dos berçários, das creches e da educação infantil”, ressaltou.
Por fim, a Professora Eva falou sobre a violência contra a mulher. “Nos estamos na sétima semana de combate ao feminicídio. Pelos números, houve uma redução dessas ocorrências, mas isso se deu pela colaboração de todos que buscam fazer a diferença, como grupos religiosos, promotorias de Justiça, instituições voltadas para a defesa das mulheres, movimentos sociais, líderes comunitários e políticos”.
“Nós começamos a realizar rodas de palestras nas escolas municipais e estaduais, falando para os nossos jovens que o feminicídio só pode ser combatido através de um mecanismo educativo”, ponderou a parlamentar, parabenizando às políticas públicas criadas em defesa das mulheres.
O deputado Rodrigo Lago (PCdoB), em contundente discurso no grande expediente da sessão da Assembleia Legislativa na manhã desta terça-feira (19), cobrou coerência do governador Carlos Brandão (PSB), eleito por uma aliança de centro-esquerda e que tem no presidente Lula um amigo do povo do Maranhão esteja favorecendo porta vozes do bolsonarismo, apoiadores da tentativa de golpe que culminaram com o fatídico 8 janeiro e que pretendia derrubar o governo petista. O parlamentar citou nominalmente a prefeita de Lago da Pedra Maura Jorge e a deputada estadual Mical Damasceno, duas das principais lideranças da extrema direta.
O parlamentar citou, por exemplo, que a deputada Mical fez uma aliança também com o prefeito de Viana e pediu exatamente a Assistência Social, que é por onde tramita o programa Bolsa Família. “É por meio da Assistência Social Municipal, que é a primeira porta para o acesso ao Bolsa Família, o mesmo programa que o presidente dela, o (ex) presidente Jair Bolsonaro, quis acabar, praticamente inviabilizou o programa. Será que é correto isso?”.
Rodrigo Lado disse não cobrar coerência da prefeita Maura Jorge, muito menos da deputada Mical Damasceno com os seus eleitores. “Não quero que elas expliquem, nas suas bases conservadoras, por que na base ela é conservadora e, quando chega a São Luís, chega à Assembleia, e elas resolvem apoiar um governo socialista, um governo amigo e aliado do presidente Lula. Para mim, isso pouco importa, porque eu não dialogo com o público dela, não votei na deputada, não votei na prefeita. Eu cobro, sim, coerência do Governo do Estado”.
Segundo o deputado do PCdoB, o governador Carlos Brandão foi eleito pela esquerda, foi eleito por este caminho, numa frente ampla mais para a esquerda, e é com esta esquerda que está governando, com a ajuda do presidente Lula, e seria muita deslealdade ao presidente Lula receber o bolsonarismo dentro do governo e estruturar, amparar e permitir que esse mesmo bolsonarismo amanhã destrua o presidente Lula.
“Eu perguntei à própria deputada Mical, que já não está mais aqui no plenário, mas pergunto se ela votaria no vice-governador Felipe Camarão na eleição de 26, e ela disse que jamais. E é o óbvio que a deputada Mical Damasceno não votou no governador Carlos Brandão e não votou por um motivo porque a chapa do governador Carlos Brandão era a mesma chapa do PT, era a mesma chapa do presidente Lula, portanto, ela não votou no governador Carlos Brandão e não votará novamente em 2026, mas recebe o amparo, a estruturação do Governo do Estado para fazer a política do bolsonarismo no Maranhão, a mesma política que levará a um enfrentamento do presidente Lula em 2026”.
Para concluir, Rodrigo Lago disse que aprendeu na vida que algo tem que ser recíproco. “Do mesmo jeito que não brigam dois quando um não quer, não são dois amigos também quando um não quer. A gente pode guardar as pessoas no recíproco movimento realmente verdadeiro de ambas as partes e é isso que eu estou aqui advertindo o governo, ou seja, que o caminho que está sendo escolhido é um caminho errado e que precisa de um freio de arrumação para corrigir esses rumos”.
Se alguém tinha dúvida sobre a participação do PT na aliança que dará sustentação política à candidatura do deputado federal Duarte Junior (PSB) a prefeito de São Luís, a presidente nacional do partido, deputada federal Gleisi Hoffman se encarregou de tirar em pronunciamento na abertura do Encontro Estadual, nesta segunda-feira (18) na Assembleia Legislativa.
Sem dar margem para qualquer outra interpretação, Gleisi foi direta na questão ao afirmar que Duarte será o próximo prefeito da capital, maior colégio eleitoral do estado e considerada menina dos olhos de dirigentes partidários e lideranças políticas com interesses eleitorais.
“Nosso companheiro, próximo prefeito de São Luís, Duarte Júnior, que não está aqui, mas sabe que nós estamos junto com ele na caminhada para elegê-lo prefeito de São Luís”, afirmou a dirigente do PT.
A declaração da presidente, ao que tudo indica, abre a possibilidade real do PT vê realizada uma de suas principais aspirações: compor a chapa majoritária indicando o candidato a vice-prefeito; inclusive já tem pretendentes que travam atualmente uma disputa interna pela indicação.
Integrante da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), o PT e mais uma legenda a declarar oficialmente apoio a Duarte e deve voltar agora para o debate interno sobre quem poderá representar a legenda na chapa majoritária, caso seja entregue ao PT a missão de apresentar o vice.
Diante da confirmação do apoio do PT a Duarte, candidato que tem como principal articulador da aliança o governador Carlos Brandão, o partido forte na briga pela indicação do candidato a vice e o nome mais forte atualmente é do deputado estadual Zé Inácio, tendo como principal concorrente a diretora-geral do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema), Cricielle Muniz.
Por meio das redes sociais, Duarte agradeceu à presidente pelo reconhecimento e pela confirmação do apoio do PT à sua pré-candidatura a prefeito de São Luís. “Juntos com o presidente Lula, vamos construir uma cidade mais humana, moderna e com oportunidades para todos! Bora resolver!”, ressaltou.
Com a oficialização de mais um partido, Duarte agora já tem o PSB, a Federação PT/PV/PCdoB, PSDB/Cidadania, o Avante e o PRD confirmados na frente ampla que ele vem construindo para disputar a Prefeitura de São Luís.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou pela primeira vez sobre as revelações da trama golpista fracassada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) relatada por ex-comandantes das Forças Aramadas e tornada pública pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, na última sexta-feira (15).
O comentário foi feito durante reunião ministerial que acontece nesta segunda-feira (18)
Segundo o presidente, Bolsonaro “nunca se preocupou com políticas públicas e em melhorar a economia. Ele só se preocupava em propagar mentiras e acirrar o ódio e a divisão”.
“Se antes se falava em tentativa de golpe, hoje nós sabemos, por depoimentos, que havia um plano para derrubar a democracia. E, só não deu certo porque, além de comandantes que não aceitaram essa proposta, o presidente anterior é um covardão”, observou Lula.
A disputa pelo comando da Prefeituras de São Luís a partir de primeiro de janeiro de 2025 passa a contar com mais um pré-candidato com aval do partido para concorrer às eleições de outubro próximo: Wellington do Curso trocou o PSC pelo Novo com o compromisso de representar a legenda na sucessão municipal.
Em entrevista nesta manhã de segunda-feira (18) ao programa Bom Dia Mirante, quadro Bastidores, Wellington afirmou que ingressou na legenda com todas as garantias jurídicas de que será candidato a prefeito de São Luís, se juntando assim aos pré-candidatos que já possuem aval de seus respectivos partidos para concorrer, por enquanto Eduardo Braide (PSD), Duarte Junior (PSB), primeiro e segundo colocados, respectivamente, nas pesquisas já divulgadas até agora.
Após agradecer aos dirigentes nacionais e estaduais que autorizaram sua filiação com o compromisso de concorrer à prefeitura, Do Curso disse: passei no teste e hoje tenho a confiança do partido, a garantir do partido e garantia jurídica que eu necessito para disputar a prefeitura de São Luís”.
No rol das possibilidades encontram-se uma série de pretendentes, mas sem ter ainda a garantia de que terão seus nomes nas urnas eletrônicas; são os caso de Neto Evangelista (União Brasil), Yglésio Moisés (ainda tenta se desvincular do PSB sem perder o mandato), Fábio Câmara (PDT), além dos representantes da estrema esquerda, que normalmente usam o período das campanhas para marcar posição.
Eleito pelo PSC, legenda que não alcançou o código de barreira, ficou sem direito a fundo partidário, fundo eleitoral, tempo de televisão e acabou se fundindo com o Podemos, Wellington do Curso encontrou no Novo, partido de direita, acolhida para mais uma tentativa de comandar a capital, o maior colégio eleitoral do estado.
Em sua entrevista à TV Mirante, o parlamentar, ao ser apresentado como integrante da base do governador Carlos Brandão, corrigiu a informação e afirmou sua condição de oposição aos governos estadual e municipal.
Os deputados Iracema Vale (PSB), Zé Inácio (PT), Jota Pinto (Podemos), Antônio Pereira (PSB), João Batista Segundo (Republicanos), Roberto Costa (MDB), Júlio Mendonça (PCdoB), Fernando Braide (PSD) e Ricardo Saidel (Republicanos) participaram, nesta sexta-feira (15), da abertura do Fórum Transição Justa e Segurança Energética, no Hotel Blue Tree Towers, no Calhau.
O objetivo do evento é debater a transição energética responsável, que não exclui os menos favorecidos da equação, além de temas relacionados à garantia do fornecimento energético, autossuficiência na produção de petróleo e gás no país e perspectivas de atuação na Margem Equatorial brasileira.
Promovido pela Petrobras em parceria com o Consórcio Amazônia Legal, o evento contou com a presença, dentre outras autoridades, do governador Carlos Brandão (PSB); do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates; do diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Joelson Mendes; do governador de Roraima, Antonio Denarium (PP); do governador em exercício do Piauí, Temistócles Filho, e do presidente do Consórcio e governador do Pará, Helder Barbalho.
O deputado Roberto Costa destacou a importância de o Maranhão sediar o Fórum Transição Justa e Segurança Energética, que inaugura o debate com a sociedade sobre a perspectiva de exploração da Margem Equatorial, cuja área abarca parte do Maranhão, principalmente a região dos Lençóis Maranhenses.
“O Maranhão, por meio do governador Carlos Brandão, tem um papel importante de liderança nesse processo junto à Petrobras. É um projeto importante que pode gerar muitos dividendos e recursos importantes para o desenvolvimento do Maranhão”, acentuou.
Para o deputado Ricardo Seidel, o Maranhão é um estado muito beneficiado em recursos naturais, sendo a Margem Equatorial, que inclui Barreirinhas, uma região muito importante e estratégica para o futuro da população maranhense em razão do potencial de riquezas que possui.
“A exploração do petróleo na Margem Equatorial maranhense vai alavancar o desenvolvimento do Maranhão, pois vai gerar emprego e renda e contribuir para a melhoria da qualidade de vida de nossa população”, acrescentou.
O governador Carlos Brandão disse que a exploração da Margem Equatorial é de suma importância para o desenvolvimento dos estados do Norte e Nordeste e, principalmente, para o Maranhão. “Temos que trazer essa discussão da Margem Equatorial para discussão com a população com muita responsabilidade, respeito e com compromisso com a preservação ambiental.” acrescentou. Esse evento é um marco na história da margem equatorial. Vamos fazer o bom debate e apresentar nosso projeto de exploração da Margem Equatorial ao presidente Lula”, frisou.
Jean Paul Prates, presidente da Petrobras, disse que a Petrobras tem o respeito ao meio ambiente como balizador de sua atuação e que vai fazer a transição energética justa, ou seja, sem deixar ninguém para trás, nem a geração atual e nem as futuras.
“Estamos aqui para passar a limpo a Margem Equatorial. Queremos dialogar com todos os atores na busca da construção de alternativas que assegurem o melhor aproveitamento da Margem Equatorial de forma a compatibilizar exploração com preservação ambiental. Somos uma empresa com expertise nessa área”, afirmou Prates.
Por sua vez, o governador Helder Barbalho disse que o Consórcio vai mediar o diálogo para a construção de uma proposta sustentável de exploração da Margem Equatorial e defendeu que a Petrobras cumpra com o papel estratégico de liderar a transição energética e ecológica brasileira.
“Estamos prontos para mediar o diálogo sobre as alternativas sustentáveis de exploração da Margem Equatorial. Essa companhia precisar ter um papel pró-ativo nesse processo de tornar a exploração da Margem Equatorial uma oportunidade de desenvolvimento sustentável para o Brasil e, sobretudo, para a Amazônia”, afirmou.
Debates e palestras sobre transição energética justa, Margem Equatorial brasileira e autossuficiência na produção de Petróleo são destaques no Fórum Transição Justa e Segurança Energética, além de apresentações de trabalhos acadêmicos e de entidades públicas e privadas.
O ponto alto da programação será a palestra da gerente geral de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), Roberta Mendes, com o tema “Geração de conhecimento, preservação e conservação da floresta e de ambientes sensíveis”. Ela abordara também o histórico de pesquisas científicas da Petrobras na Margem Equatorial.
Consórcio Amazônia Legal – O Consórcio Amazônia Legal é uma organização formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Tem como objetivo acelerar o desenvolvimento da Amazônia Legal de forma integrada, cooperativa e sustentável até 2030, considerando as oportunidades e os desafios regionais.