Logo Blog
aplikasitogel.xyz hasiltogel.xyz paitogel.xyz
  • Jorge Vieira
  • 10/abr/2015

Flávio Dino diz em entrevista que família Sarney pagava de um lado e recebia do outro

 O governador 
do Maranhão, Flávio Dino, concedeu entrevista ao Portal Brasil 247 e avaliou os
100 primeiros dias de gestão. Dino comentou  a situação herdada dos 50
anos de domínio político do grupo Sarney e explicou como está preparando as
ações que, segundo ele tirarão o Maranhão do domínio de poucos para um governo
de todos.

Confira abaixo a
íntegra da entrevista:

Aos 47 anos de
idade, o governador Flávio Dino, do Maranhão, foi um dos heróis estaduais do
pleito de 2014. Não só conseguiu derrotar a família Sarney em domínios de
estilo coronelismo feudal num dos mais pobres estados brasileiros, mas também
foi o primeiro candidato filiado abertamente a um Partido Comunista a assumir
um governo de Estado. Dias antes da passagem dos primeiros 100 dias sem José
Sarney, figura que dominou a política do Maranhão de forma absoluta a partir de
1965, quando se tornou governador de Estado – três anos antes do próprio Flávio
Dino nascer –, ele recebeu o 247 para a entrevista que você pode ler abaixo.

Líder estudantil
na faculdade de Direito em São Luiz, juiz federal por 14 anos, dedicado à
política há apenas oito, Flávio Dino fala sobre José Sarney e a herança deixada
pelo governo de sua filha, Roseana, que incluía uma reserva de R$ 24 milhões em
caixa contra uma dívida de R$ 1 bilhão. Ele denuncia que as empresas de
comunicação da família Sarney recebiam 78% de toda a publicidade legal do
Estado: “eles pagavam de um lado e recebiam de outro.” Flávio Dino também fala
do rumo de seu governo, definindo-se como um heterodoxo, que está redirecionando
gastos “para qualificar o serviço público” e responder a demanda popular por um
Estado com serviços de qualidade. Aliado leal do governo Dilma Rousseff, acha
que o ajuste econômico precisa ser aprimorado com medidas dirigida aos ganhos
dos mais ricos,  como o imposto sobre grandes fortunas. “Sem essas
medidas, o ajuste ficou desbalanceado,  gerando um mal estar entre quem
votou em Dilma no segundo turno,” diz. Examinando a situação atual, o
governador se diz preocupado em fazer o possível para impedir uma “recessão,
que pode levar a uma depreciação da base de sustentação do governo.” Sua
entrevista:

247 – Como o
Maranhão atravessou os primeiros 100 dias sem a família Sarney?

FLÁVIO DINO – Eu acho que a população está percebendo que não
vamos fazer milagres – nem prometemos isso – mas que estamos caminhando para
cumprir o programa de governo. Costumo dizer que há uma dualidade no Maranhão:
um governo de poucos para poucos e um governo de todos para todos. Essa é a
mudança que precisamos fazer, avançando uma política de universalização de
direitos. O legado nefasto do sarneysismo foi uma política de proteção para
amigos, para famílias de amigos e para eles próprios.

247 – O senhor
venceu as eleições com uma frente que incluiu todos adversários da família
Sarney. É possível governar com tanta gente?

FLÁVIO DINO – Temos um governo formado por dez partidos. Meu
vice é do PSDB, que tem duas secretarias. O PT, que não assumiu minha campanha
abertamente, mas também não fez campanha para o Sarney, também tem duas
secretarias. O convívio entre todos é bom, são aliados e até amigos. É claro
que existe a questão federal, na qual nem todos estão de acordo mas o desmonte
do padrão oligárquico acaba tendo prioridade.

247 – Como esse
padrão oligárquico se traduz na vida de cada dia?

FLÁVIO DINO – Vou dar um exemplo a partir dos gastos de
publicidade do governo de Estado. Se você pegar os gastos de publicidade legal,
que são aqueles pequenos anúncios publicados nos jornais, com editais,
concursos, e outros atos oficiais, descobre que 78% eram dirigidos para
empresas da família Sarney.

247 – Setenta e
oito por cento?

FLÁVIO DINO – Sim. Estou falando de um caso. Eles pagavam de
um lado e recebiam do outro. As obras públicas eram dirigidas para empresas
protegidas. Concurso público era uma raridade. Tudo era terceirizado, dirigido
para empresas próximas. Há também um exemplo na área de saúde. Eles gastaram R$
800 milhões com uma Ocipe e uma OS contratadas sem concurso. Nós resolvemos
fazer licitações,  divulgada em jornais do país inteiro. Apareceram 40
interessados. Agora, ficaram sete na disputa. Eles esperneiam, dizem que nosso
edital tem defeitos. Mas não fizeram nem isso.

247 – Na
prática, o que o seu governo tem feito contra essa herança?

FLÁVIO DINO – Uma medida importante envolve a transparência.
No Maranhão, isso é até mais importante do que em outros lugares. No governo
passado, o Portal da Transparência tinha um filtro que só liberava 40% dos
dados. Criamos uma Secretaria da Transparência, fizemos uma Lei Estadual
aprovada pela Assembléia e hoje o cidadão pode acessar tudo.

247 – Tudo?

DINO – Tudo. Também cortamos gastos suntuosos. Eu, por
exemplo, não viajo de avião particular, mas em voos comerciais.

247 – Essa
medida é importante, sem dúvida, mas costuma ter um valor mais simbólico do que
efetivo.

DINO – As despesas com aluguel de aviões e helicópteros
chegavam a R$ 15 milhões por ano. Não é pouca coisa. Também cortamos
terceirizações, que comprometiam grande parte das despesas do Estado. A
administração da penitenciária de Pedrinhas (alvo de diversos escândalos
recentes) custava R$ 10 milhões por ano. Cortamos. O Detran também era
terceirizado, custando mais de dez milhões de reais por ano.

247Ao tomar posse com tantas perspectivas de
mudança, não havia o risco de paralisar o Estado?

DINO – Nosso primeiro cuidado foi evitar um apagão.
Recebemos um estado com uma dívida de R$1 bilhão e apenas R$ 24 milhões em
caixa. Tivemos que reescalonar tudo. Estávamos preocupados com o risco de
sabotagem e boicote, o que sofri, apesar de tudo. Precisamos até aprovar uma
lei definindo um padrão de transição republicana. Contratamos auditores, para
elevar os controles do Estado. Além disso, temos tomado algumas medidas
emergenciais. Nosso foco principal foi Educação: contratamos 1 000 professores
e fizemos promoções na carreira, que estavam represadas há muito tempo. Demos
um aumento de 15% nos salários e decidimos começar um programa de campanha, a
Escola Digna. São escolas municipais, de taipa, palha e barro, que serão reformadas
com ajuda do governo estadual. Mas também fizemos um investimento em segurança,
para contratar mais 1 000 policiais, através de um concurso que está na fase
final. Estamos começando a investir nos 35 municípios de IDH mais baixo do
Estado, no ensino profissionalizante. No fim do ano, pagaremos o Bolsa
Família-Escola, que será uma espécie do 13º do Bolsa Família.

247 – Como se
poderia definir os rumos  do governo?

DINO – Estamos redirecionando gastos. Nossa grande obra
será a qualificação do serviço público.

247 – Como o
senhor está fazendo isso?

DINO – Em grande parte, estamos tirando recursos de um
custeio que não fazia sentido, como aqueles casos que mencionei, para investir
na melhoria do serviço público. Também é custeio, mas na direção acertada. Essa
é a resposta para um problema que, de uma forma ou de outra, aparece no país
inteiro, mas que talvez seja mais agudo no Maranhão. Estamos falando daquilo
que o (prefeito de São Paulo Fernando ) Haddad chamou do universo que fica da
porta da rua para fora. Dentro de casa, a  vida dos brasileiros melhorou
muito. Mas do lado de fora, quase nada funciona. Você não universaliza direitos
apenas construindo prédios, comprando equipamentos. Precisa de gente que saiba
fazer seu serviço, que não sacrifique a população, como sempre acontece.

247 – Esse visão
não é o muito comum nos manuais de  administração pública…

DINO – Estamos fazendo, explicitamente, uma política
heterodoxa.

247 – Por que?

DINO – A visão convencional diz que você não pode tirar
recursos do investimento para o custeio. E nós estamos fazendo isso. Queremos
criar condições para atender a demanda da população. Se queremos bons
professores, temos de ter bons salários. Além de redirecionar gastos, vamos
atingir um pouco os investimentos, para garantir essa melhora no serviço
público.

247 – Qual é a
equação?

DINO – Nosso orçamento tem uma previsão de
aproximadamente R$ 300 milhões em recursos próprios para investimentos. Creio
que vamos fazer a metade disso para poder direcionar mais dinheiro para outras
prioridades. Tem uma lógica política aí, pois vamos atender a maioria da
população. Por outro lado, também podemos obter recursos, inclusive empréstimos
externos,  que podem compensar esse redirecionamento.

247 – No plano
federal, como o senhor avalia as denúncias da Operação Lava Jato?

DINO – Nesse ponto, vivemos um paradoxo. O ministério
público e de certa maneira o Supremo Tribunal Federal só conquistaram uma
situação de independência no governo Lula e no governo Dilma. Foram os dois que
fizeram indicações e tiveram uma preocupação correta, que permitiu a realização
de todas as grandes investigações. Antes disso, nada era investigado, tudo era
engavetado e arquivado. Era o tempo do (Geraldo) Brindeiro. Mas isso não é
percebido pela população, o que deixa o governo em situação de refém e mesmo de
vítima de processo que ele mesmo criou. Eu acho que houve aí  uma falha de
comunicação. A independência institucional do Brasil não chegou de disco-voador
nem é obra de um grupo de iluminados. É uma construção histórica, na qual os
méritos cabem aos partidos de esquerda, que desde a Constituinte se mobilizaram
nessa direção, embora isso não seja reconhecido.

247 – E o ajuste
econômico do governo federal?

DINO – Grande parte da deterioração da situação
política vem do distanciamento da base social que se mobilizou no segundo
turno. Se era para fazer um ajuste fiscal, seria preciso acrescentar outros
ingredientes, como imposto sobre grandes fortunas, a taxação progressiva das
heranças, sem falar no setor financeiro, que continua com ganhos
estratosféricos. Essas medidas não só fariam um ajuste melhor e mais
consistente, do ponto de vista econômico, mas também dariam uma resposta
política para a base do governo.  A falta dessas medidas acabou corroendo
o apoio político. O ajuste ficou desbalanceado, gerando uma situação mal
resolvida junto as pessoas que votaram na Dilma.

247 – Como o
senhor analisa o conjunto da economia?

DINO – Estou preocupado com a dose do ajuste. Ao
levantar os juros, o governo está aplicando um receituário clássico para
debelar a inflação. Uma recessão é terrível na Europa. Mas é muito mais do que
terrível no Brasil. Na Europa, nos Estados Unidos, existem instituições que
permitem a sociedade suportar uma recessão, ao menos por algum tempo — e nós
estamos vendo na Grécia, na Espanha, até esse prazo está se esgotando. Mas no
Brasil, país com carências muito grandes, será sempre muito pior. Então é
preciso ter cuidado.

247 – Qual é o
debate? 

DINO – Existe um debate histórico, que todos conhecem,
sobre política econômica. Uns perguntam o que é pior: conviver com inflação
alta ou com desemprego alto? Sou da opinião de que, no Brasil, uma pequena
inflação é mais suportável do que o desemprego alto. Mas tenho receio de que se
crie uma visão hegemônica de que a inflação é o mal maior e que nós podemos
conviver com uma recessão como se estivéssemos na Europa. Isso pode levar a uma
depreciação muito grande da sustentação do governo. Nós vivemos uma situação de
crise internacional, que já se reflete no Brasil e no meu Estado também. Uma
das maiores empresas instaladas no Maranhão, a Alcoa, está desativando sua terceira
e última linha de produção do alumínio. Não está fazendo isso em função de
algum problema brasileiro. É um sinal do impacto da crise global, que não
permite sustentar esse investimento em nosso país. O problema é que se no
Brasil não tiver uma atividade interna para compensar essas perdas que vem de
fora, poderemos avançar rapidamente para uma situação muito grave.

247 –  O
que está acontecendo no plano interno?

DINO – Nos últimos meses, mudaram os fluxos de
pagamento do Minha Casa, Minha Vida, e isso está levando empresários a
suspender investimentos, ao menos em meu Estado. Quem contratava 500
trabalhadores agora contrata 100. Conversando com a presidente, ela me disse
que é uma situação conjuntural, que estará normalizada até junho. Mas não é
apenas isso. Vários governos estaduais — inclusive do Maranhão – tem tentado
operações de crédito em organismos internacionais, como o Banco Mundial, que
poderiam trazer investimentos ao país e garantir um certo nível de atividade.
Mas elas estão parados em Brasília. O Maranhão está dentro do limite de
endividamento, já tem um projeto aprovado, mas ele não é liberado sem aval
federal. Estamos falando de investimentos grandes, importantes, mas que podem
levar um ou dois anos para gerar os primeiros frutos – quando forem aprovados.
Estamos numa situação que tem saída? Claro que tem. Mas precisamos compreender
que o custo da governabilidade será cada vez mais alto quando a popularidade
estiver baixa – e vice-versa. Por isso eu acredito que são três coisas que
precisam ser feitas. As medidas do ajuste precisam ser complementadas para não
passar a noção de que só um lado está pagando a conta. E explicar a atuação
contra a corrupção. E é preciso ser cauteloso com o risco de uma recessão.

 

  • Jorge Vieira
  • 10/abr/2015

Vereadora quer garantir preservação de área verde no Itaqui-Bacanga

Uma proposta audaciosa para o eixo Itaqui-Bacanga foi aprovada na Câmara Municipal de São Luís (CMSL),
a partir de um requerimento apresentado pela vereadora Eidimar Gomes (PSDB).

No documento, a parlamentar tucana solicita do prefeito Edivaldo Holanda Júnior
(PTC), providências para que a Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria
Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), possa criar mecanismo em defesa da
preservação de área verde naquela região.

Segundo a vereadora, a
iniciativa tem por objetivo preservar uma área de nascente fluvial, com
existência de peixes, aves, animais, plantas raras, onde também serve
de abrigo para inúmeras espécies de animais.

— Esta área, não é só importante para
as diversas plantas e animais, mas para toda a região do Itaqui-Bacanga, pois é
um local de Preservação Ambiental, que infelizmente está se tornando um lixão,
por falta de políticas públicas, para conservar o local, — informa a
parlamentar em sua justificativa.

Eidimar
afirma que sua preposição atende a uma reivindicação dos moradores da
região do Itaqui-Bacanga. Ela garante que a preservação da área verde vai
garantir mais qualidade de vida para as famílias daquela localidade.

— O requerimento que fizemos atende à
reivindicação dos moradores desta área situados entre a Vila Dom Luís e o Posto
Bacanga e certamente de todos aqueles que circulam pelo trecho, onde se faz
necessário a colocação imediata de uma placa indicativa  para inibia as
ações que possa devastar o lugar, — declarou.

SAIBA MAIS

O eixo Itaqui-Bacanga é formado pelos
bairros: Ana Jansen, América do Norte, Ariri, Anjo da Guarda, Alto da
Esperança, Cajueiro, Cidade Nova, Fumacê, Gancharia, Gapara, Itaqui, Jambeiro,
Mauro Fecury I, Mauro Fecury II, Maracanã, Piancó, Piçarra, Residencial
Paraíso, Porto Grande, Proab (Anjo da Guarda), Residencial Resende, Rio dos
Cachorros, Sá Viana, São Benedito, São Raimundo, Vila Bacanga, Vila Cerâmica,
Vila Dom Luís, Vila Embratel, Vila Isabel, Vila Nova, Vila São João, Vila São
Luís, Vila Verde, entre outros.

  • Jorge Vieira
  • 10/abr/2015

Presidente do PSDB afirma que filiação de Luís Fernando acontecerá dia 28

Carlos Brandão confirma filiação de Luís Fernando para o dia 25 de abril

Agora é pra valer. O presidente
estadual do PSDB, vice-governador Carlos Brandão, disse nesta manhã de
sexta-feira a um grupo de jornalistas que a filiação do ex-secretário de
Infraestrutura do Estado, Luís Fernando Silva, está confirmada para o dia 25 de
abril.

A solenidade de filiação contará com
a presença do governador Flávio Dino, mas o presidente nacional dos tucanos,
senador Aécio Neves, devidos aos problemas conjunturais (o partido faz oposição
ao governo da presidente Dilma), deixará para vir ao Maranhão em outra
oportunidade.

Junto com Luís Fernando, segundo
Brandão, assinará ficha de filiação a ex-deputada Vianey Bringel e um grupo de
lideranças políticas que possuem afinidade com os tucanos.   

  • Jorge Vieira
  • 10/abr/2015

Divulgado resultado final do processo seletivo para médicos peritos

O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Gestão e
Previdência (Segep), divulgou o resultado final do Processo Seletivo
Simplificado para contratação de médicos peritos. A lista com o nome dos
classificados foi publicada no Diário Oficial do dia 8 deste mês.

Com os novos profissionais, o Maranhão terá um aumento de 500% no número
de médicos atuando na Previdência Social voltada para servidores do Estado, que
atenderão de maneira descentralizada em São Luís, Imperatriz, Caxias, Bacabal e
Balsas. O reforço do efetivo está alinhado com a política de melhoria dos
serviços públicos promovida pelo governador Flávio Dino.

A superintendente de Perícias Médicas do Estado, Áurea Murad, ressalta
que com a contratação dos novos médicos, os servidores contarão com maior
celeridade nos serviços prestados. Ela lembrou que desde novembro do ano
passado o setor está atuando com número defasado de profissionais.

“Com a contratação de novos médicos, a ampliação do serviço dará mais
celeridade ao nosso trabalho, fazendo com que o servidor seja atendido sem
demora. A descentralização do serviço dará mais conforto aos servidores do
interior, que não precisarão mais se deslocar por quilômetros para serem
atendidos aqui na capital”, destacou a superintendente.

A convocação dos aprovados será realizada pela Secretaria de Gestão e
Previdência conforme a necessidade.

  • Jorge Vieira
  • 10/abr/2015

Governo Flávio Dino completa cem dias com 72% de aprovação

O governo
da mudança completa os primeiros cem dias com 72% de aprovação e um conjunto de
ações que visam promover o desenvolvimento social e econômico do Estado. O
resultado de tudo que já foi feito neste início de administração e o que virá
pela frente foi apresentado pelo governador Flávio Dino, nesta manhã de
sexta-feira (10), durante entrevista coletiva no Palácio Henrique de La
Roque, nas presenças do prefeito Edivaldo Holanda, deputados, secretários e lideranças políticas.

Segundo
pesquisa do Instituto Exata junto a um universo de 1.400 pessoas em todas as
regiões do Estado, divulgada nesta manhã, apenas 21 por cento dos entrevistados
disseram que não aprovam o novo modelo de gestão
adotado pelo governo de esquerda, que tem como prioridade elevar o Índice de
Desenvolvimento Humano e reduzir as desigualdades. Outros 8% não souberam
responder.
A pesquisa constatou, no entanto, que 76% dos entrevistados consideram
bom o desempenho do governador Flávio Dino, contra apenas 16% que acham que ele
não estaria tendo bom desempenho. A sondagem feita pelo Exata revela ainda que,
para os entrevistados, a principal qualidade do governador, é ser esforçado e
batalhador (10%), sério (9%) e honesto (8%).

O Instituto quis saber ainda
o desempenho da gestão atual em relação ao governo passado e o resultado indica
que 54% da população acha que a administração Flávio Dino está sendo melhor do
que a da sua antecessora.  

  • Jorge Vieira
  • 10/abr/2015

Maranhão define ações prioritárias para segurança com articulação dos três poderes

O estado do Maranhão terá ações integradas dos poderes Executivo,
Legislativo e Judiciário, com apoio do Ministério Público e da sociedade civil
no combate aos crimes violentos letais intencionais (CVLI), combate à corrupção
e tráfico de drogas. A força conjunta dos diversos poderes foi definida, na
manhã desta quinta-feira (9), durante reunião do Gabinete de Gestão Integrada
(GGI), presidida pelo governador Flávio Dino, no Palácio dos Leões.

O GGI é regido por portaria emitida pelo Ministério da Justiça e tem o
objetivo de promover a paz e articular ações de combate à violência e prevenção
ao crime. Durante a reunião, o governador Flávio Dino destacou a importância de
combater os três tipos de crimes (combate a violência, corrupção e tráfico),
que são a principal base da criminalidade no estado.

Ele destacou a maior eficiência a partir das ações entre os três
poderes, com apoio da sociedade civil e do Ministério Público. “Estamos aqui em
uma instância deliberativa. Vamos transformar dados em ações para dar soluções
para os problemas de segurança no Maranhão”, declarou o governador, ao comentar
os dados apresentados na reunião.

O desembargador Raimundo Barros apresentou dados do judiciário
maranhense sobre os julgamentos no estado e declarou que a instituição está à
disposição para o combate a impunidade. “Todos os poderes aqui representados
estão trazendo informações concretas sobre a realidade da segurança no estado,
pra que possamos qualificar esses dados e traçar ações para reduzir os índices
de violência no Maranhão. As ações integradas agregam mais agilidade a esse
processo”, afirmou.

Em relação ao combate às drogas, foi realizada uma explanação por
integrantes da Comunidade Terapêutica do Maranhão, que presta assistência a
usuários de drogas que tentam abandonar o vício. A discussão foi enriquecida
pelo depoimento de um ex-usuário de crack, que há dois anos abandonou o vício,
a partir do apoio da Comunidade Terapêutica do Maranhão.

O problema se alastrou pelo Maranhão ao longo dos últimos anos,
principalmente entre a população jovem, com idade entre 18 e 30 anos.
Proporcionalmente ao aumento do número de usuários, aumenta também os números
da violência.

O secretário-executivo do Gabinete de Gestão Integrada, Nilvan Vieira da
Silva ressaltou o planejamento das ações. “Vamos trabalhar no combate às drogas
e as apresentações deixaram claro que o combate de prevenção é muito eficiente
para a redução do tráfico e da violência proveniente dessa prática. A mensagem
de ordem agora é planejar para executar”, disse.

Outra questão levantada na reunião foi o sistema penitenciário do
Maranhão, que já nos primeiros meses da atual gestão apresenta resultados
positivos. “Apresentamos hoje os números desta gestão que comprovam que a
administração penitenciária no Maranhão está tendo avanços, principalmente
graças às ações integradas. Vamos continuar trabalhando para melhorar esses
indicadores”, frisou o secretário de Administração Penitenciária, Murilo
Andrade.

O inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Noberto, destacou que
discutir ações de segurança integrando todas as esferas de poder vai trazer
muitos benefícios para a população maranhense. “A integração de todos os
poderes em prol da segurança é o caminho certo. Quem sai ganhando com esse
trabalho integrado é a sociedade”, declarou.

  • Jorge Vieira
  • 9/abr/2015

Petrolão: Eliziane convoca Erenice Guerra, mas poupa Lobão e Roseana

 Site do
Ucho Haddad

Dois pesos – Quando o UCHO.INFO afirmou que a nova CPI da
Petrobras era desnecessária e serviria para atender aos interesses
político-eleitorais dos integrantes da comissão, muitos foram o que nos
dedicaram críticas, mas é preciso acompanhar com atenção todos os passos do
colegiado.

No momento em que a política nacional experimenta um elevado
nível de descrédito, o mínimo que os parlamentares deveriam fazer, em nome do
País e dos cidadãos, é agir com coerência, mercadoria cada vez mais em falta no
Parlamento brasileiro.

Com as eleições municipais de 2016 já despontando no calendário
político do País, as CPIs são o palco dos sonhos de nove entre dez
parlamentares, que aproveitam os holofotes da imprensa para ganhar doses extras
de visibilidade.

Deputada federal pelo PPS do Maranhão e de olho na prefeitura de
São Luís, capital do estado, Eliziane Gama parece que desconhece o significado
da palavra coerência. E se conhece está agindo de forma nada republicana.
Integrante da CPI da Petrobras, onde vem atuando à sombra de um binômio que mescla
desenvoltura parlamentar com ambição política, Eliziane apresentou requerimento
de convocação de Erenice Guerra, ex-chefe da Casa Civil, que integrou o
Conselho Fiscal da companhia petrolífera entre 2006 e 2008.

Conhecido nas esferas do poder como pessoa de confiança da
presidente Dilma Rousseff e ligada ao mensaleiro condenado José Dirceu, Erenice
foi alertada em 2007 por um advogado da Petrobras, Claudismar Zupirolli, sobre
o fato de o Tribunal de Contas da União (TCU) ter, à época, aumentado o rigor sobre
a companhia por uso abusivo de decreto presidencial que permite gastos sem
licitação.

De acordo com notícias veiculadas na imprensa, o advogado enviou
e-mail em que, em dado trecho, informava à então assessora de Dilma sobre um
“voa barata” entre os gestores da Petrobras, que estavam “com medo do
recrudescimento do tribunal em cima deles”, por causa das contratações sem
licitação.

O alerta dado à Erenice coincide com o período citado pelo
ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, como sendo o início da institucionalização
da cobrança de propina na Petrobras. De acordo com Barusco, a corrupção foi
sistêmica e institucionalizada, a partir de 2004.

A incoerência de Eliziane Gama não está em querer convocar a
ex-ministra-chefe da Casa Civil, mas, sim, na não convocação de Edison Lobão,
senador e ex-ministro de Minas e Energia, e Roseana Sarney, ex-governadora do
Maranhão. Lobão e Roseana tiveram os nomes inseridos na fatídica lista do
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e são alvo de inquérito aberto no
Supremo Tribunal Federal por suposto envolvimento no Petrolão, o maior
escândalo de corrupção da história.

Como mencionado anteriormente, Eliziane Gama é candidata à
prefeitura da capital maranhense e para manter seu projeto político em marcha
não pode ter na contramão a peçonha dos clãs Lobão e Sarney. Ou seja, Eliziane
Gama está disposta a investigar a roubalheira na Petrobras, desde que seu
projeto político não sofra qualquer solavanco.

1 1.842 1.843 1.844 1.845 1.846 2.782

Buscar

aplikasitogel.xyz hasiltogel.xyz paitogel.xyz