Circulam nos bastidores levantamentos eleitorais que buscam orientar as decisões políticas que antecedem a disputa pelo voto. O mais recente, realizado em Timon, revelou o aspecto mais importante de 2025: nada menos que 84% dos eleitores da cidade ainda não decidiram seu voto.
Este mesmo cenário aparece em todas as pesquisas realizadas até o momento em diferentes municípios, com pequenas variações.
Isto acontece porque os nomes mais conhecidos do estado estão fora do jogo: os ex-governadores Flávio Dino e Roseana Sarney.
Mesmo o atual governador Carlos Brandão é praticamente desconhecido dos maranhenses e seu único peso eleitoral está ligado à troca de favores por apoio de deputados, prefeitos e vereadores.
Esse tipo de levantamento tem sido feito por prefeitos e pré-candidatos a deputado. E tem mostrado que o jogo eleitoral está muito mais indefinido do que setores da média tentam fazer parecer.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, bateu o martelo e decidiu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho mais velho, será o candidato do PL à Presidência da República.
Todo o círculo político de Jair Bolsonaro já foi informado de sua decisão. Com isso, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que tem ganhado protagonismo no cenário político, deve concorrer ao Senado pelo Distrito Federal.
Bolsonaro avalia que Flávio deve ganhar força a partir do momento em que se apresentar como pré-candidato ao Palácio do Planalto. Dessa maneira, o senador deve abraçar uma agenda nacional.
O ex-presidente também avalia que Flávio Bolsonaro terá dois importantes palanques: em São Paulo, com o governador Tarcísio de Freitas, e no Rio de Janeiro, com Cláudio Castro.
Por meio de suas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que assume a pré-candidatura à Presidência da República “com grande responsabilidade”.
“É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação. Eu não posso, e não vou, me conformar ao ver o nosso país caminhar por um tempo de instabilidade, insegurança e desânimo”, declarou Flávio Bolsonaro.
Quem levou a informação a Tarcísio foi o próprio Flávio Bolsonaro. Com isso, o governador de São Paulo deve buscar um novo mandato à frente do Palácio dos Bandeirantes.
O presidente do Partido Comunista do Brasil, deputado federal Márcio Jerry, em postagens nas redes sociais, acusa o governador Carlos Brandão (sem partido) de está por trás da representação em que um auditor aposentado pede a cassação do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) por crime de responsabilidade por haver contestado judicialmente a Lei Municipal Lei nº 7.729/25, que aumentou o seu salário de R$ 25 mil para R$ 38 mil, aprovado pela Câmara Municipal.
“Essa movimentação para tentativa absurda e ilegal de cassação do mandato legítimo do prefeito Braide é dirigida pelo governador Carlos Brandão com o objetivo de gerar tumulto político no período que antecede o prazo para o prefeito renunciar e disputar o governo do Maranhão. Golpinho baixo, bem ao modo das patranhas de Marcus e Carlos”, acusa do dirigente do PCdoB.
Em uma segunda postagem, Jerry considera a atitude bizarra e aponta digitais do governador: “Tem digitais de “gênio” político do gabinete 01 do Palácio dos Leões. Ao prefeito Braide minha total solidariedade diante dessa absurda tentativa de violência política e institucional”.
O prefeito de São Luís também recebeu solidariedade do pré-candidato ao PT ao governo do estado, Felipe Camarão, e do deputado federal do PT Rubens Pereira Junior. Ambos consideram absurdo o pedido de cassação que será apreciado pelos vereadores na sessão da próxima terça-feira, o que levou Braide a convocar a população a se posicionar sobre o processo.
– Agora é hora de saber como o seu vereador vai votar nesse processo: se vai querer me cassar porque eu não aceitei aumentar o meu salário, ou se vai respeitar o voto de mais de quatrocentos mil ludovicenses e me deixar trabalhar -, observou Braide em vídeo postado em sua rede social.
O gesto de parlamentares da oposição em externar solidariedade ao prefeito ameaçado de cassação por se recusar a aumentar o valor o seu salário, que poderia ser visto como um ato de grandeza, revela o cunho político da ação e tentativa de tumultuar o processo eleitoral que se aproxima em que Braide desponta como líder nas pesquisas.
Tácio Lorran, Manuel Marçal – Vice-líder do governo Lula e relator da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Weverton (PDT-MA) comprou uma fazenda em Matões do Norte, município no interior do Maranhão, cujo valor é mais do que o triplo declarado por ele nas eleições de 2022.
A coluna teve acesso à escritura que registra a compra e venda de uma parte da fazenda, no valor de R$ 7 milhões, em setembro de 2024. A área negociada é de 837 hectares. A compra foi realizada pela DJ Agropecuária, Comércio e Prestação de Serviços Ltda, que pertence ao senador. O documento diz ainda que a quitação ocorreu por meio de transferência bancária. Só de ITBI, imposto pago na transmissão de bens imóveis, Weverton pagou mais R$ 140 mil.
O restante da fazenda será escriturada conforme os pagamentos forem realizados.

Nas eleições de 2022, quando disputou o governo do Maranhão, Weverton declarou ter um patrimônio de R$ 4,2 milhões, incluindo R$ 500 mil em espécie. A fazenda, portanto, custou 257% a mais que todos os bens do político.
Em nota, Weverton afirmou que “todas as minhas atividades econômicas e empresariais estão, e estarão, devidamente declaradas nas minhas declarações anuais de renda ou das empresas das quais faço parte, dentro da lógica financeira e legalidade fiscal”.
Em abril deste ano, sete meses depois de concluir a compra de uma parte da fazenda, o senador adquiriu novo bem: um apartamento de R$ 1,2 milhão no Jardim Paulista, bairro nobre de São Paulo. O imóvel tem área de 250 metros quadrados e foi comprado em três parcelas, sendo uma inicial de R$ 300 mil e outras duas de R$ 450 mil, de acordo com a escritura.
Como senador, Weverton tem salário de R$ 46.366,19 brutos, o equivalente a R$ 29.170,24 líquidos.
No papel, a DJ Agropecuária é administrada por Rodrigo Martins Correa, de 40 anos, contador que também era responsável pelas empresas do Careca do INSS. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo Metrópoles.
Rodrigo Correa também é um dos donos da Voga, firma suspeita de operar empresas usadas para lavar dinheiro da Farra do INSS.
Matões do Norte, onde fica a fazenda de Weverton, é a quarta cidade mais pobre do país, considerando o Produto Interno Bruto (PIB) per capita do município, de R$ 5.737,04. Tem cerca de 18 mil habitantes e fica no interior do Maranhão, a 147 km de São Luís.
O valor da fazenda de Weverton é maior do que todo o orçamento gasto por Matões do Norte com saúde ao longo de 2024. No ano passado, o município gastou R$ 13,8 milhões com o setor, segundo dados do Tesouro Nacional. (Metrópoles)
O ministro do STF Flávio Dino afirmou nesta quinta-feira (4) que o país vive um momento inédito de pressões sobre a Suprema Corte, marcado por um volume jamais registrado de pedidos de impeachment contra seus integrantes. As declarações foram dadas durante participação no Fórum Jota, em Brasília.
Dino destacou que o maior alvo das tentativas de afastamento é Alexandre de Moraes, a quem definiu como vítima de perseguição e chantagem.
Ao comentar a decisão individual de Gilmar Mendes — que reforça a proteção dos ministros contra eventuais aberturas de processos de impeachment e será submetida ao plenário na próxima semana — Dino disse que não anteciparia seu voto, mas ressaltou que o contexto atual foge completamente à normalidade institucional. “Temos 81 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. Isso jamais aconteceu antes no Brasil e isso jamais aconteceu em qualquer país do planeta Terra”, afirmou.
Segundo o ministro, a medida de Gilmar trata de uma questão jurídica relevante e só ganhou forma diante da quantidade incomum de representações no Senado. “Espero que esse julgamento sirva como estímulo ao Congresso Nacional para legislar sobre o assunto”, declarou. Para ele, o tema central não é o equilíbrio entre Poderes, mas a distorção desse princípio quando há abusos. “A questão central [do julgamento] não são freios e contrapesos, mas sim a deturpação disso, quando há excessos. Os 81 pedidos são um óbvio excesso. Basta lembrar que o campeão é apenas um ministro: Alexandre de Moraes. Então, ou se cuida de um serial killer ou se cuida de alguém que está sendo vítima de uma espécie de perseguição, de uma chantagem”, acrescentou.
A tensão ganhou força após Gilmar Mendes suspender trechos da Lei do Impeachment que tratam do afastamento de ministros, em decisão liminar divulgada na quarta-feira (3). A iniciativa provocou reação imediata no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), divulgou nota defendendo as prerrogativas do Legislativo e sugerindo até mudanças constitucionais caso necessário.
O episódio amplia os atritos entre os Poderes na reta final do ano legislativo, em um ambiente já marcado por debates sobre a possibilidade de composições futuras no Senado que viabilizem o impeachment de ministros do STF. Nos últimos anos, esse movimento tem sido impulsionado sobretudo por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado e preso no processo sobre a trama golpista.
Antes da fala de Dino no evento, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também comentou a liminar de Gilmar Mendes, atribuindo sua repercussão ao cenário de polarização política. Ele criticou interferências entre Poderes e frisou a importância da autonomia institucional. “Você tem um certo movimento de posicionamento, principalmente no Senado, acerca da possibilidade de se realizar o impedimento de ministros da Suprema Corte”, afirmou.
A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, nesta quarta-feira (3), a Medida Provisória nº 513/2025, enviada pelo Governo do Estado, que cria novos cargos na administração pública. A MP foi aprovada por 31 votos a 8, mas recebeu duras críticas do deputado estadual Carlos Lula (PSB), que votou contra o texto e classificou a proposta como uma “fraude oficializada” pelo Executivo.
Durante a sessão, Lula afirmou que a Medida Provisória encaminhada ao Parlamento criava apenas cinco cargos, mas decretos governamentais publicados posteriormente transformaram esses cinco cargos em 120 cargos comissionados, número 24 vezes maior do que o apresentado oficialmente à Assembleia.
“O Poder Executivo nunca manda o impacto administrativo e financeiro em seus projetos. Isso bastaria para a medida ser rejeitada”, declarou o parlamentar, destacando que a Constituição exige a apresentação prévia desses dados para qualquer criação de despesa permanente.
Segundo Carlos Lula, o governo agiu de maneira premeditada ao utilizar decretos para multiplicar os cargos. “Ele transforma simplesmente cinco cargos isolados em 120 cargos em comissão. É isso que estamos aprovando hoje”, denunciou.
O deputado também afirmou que a medida tem finalidade eleitoral e criticou o uso político da máquina pública. “Não foram cinco cargos criados, foram 120. É a pior política que há, politicagem rasteira, pequena, para tentar eleger o sobrinho. É um tapa na cara da sociedade”, afirmou Lula, em referência à pré-candidatura de Orleans Brandão.
O parlamentar anunciou que irá judicializar o caso e cobrar a responsabilização do Executivo. “A medida provisória é inconstitucional e imoral. O governador não tem coragem de mandar a criação de 120 cargos para esta Casa e se utiliza de estrutura fraudulenta. Eu farei questão de ir à Justiça mais uma vez”, assegurou.
Apesar das críticas, a MP 513/2025 foi aprovada pela maioria governista e segue agora para sanção.
A votação amplia o embate político entre o governo estadual e parlamentares da oposição, que têm denunciado o aumento de cargos comissionados, falta de transparência orçamentária e manobras administrativas que ferem a legalidade e comprometem a gestão pública do Maranhão.
O vereador André Campos (PP) fez nesta quarta-feira (3) seu último discurso na tribuna da Câmara Municipal de São Luís antes de se licenciar do mandato para assumir a presidência da Agência Executiva Metropolitana (AGEM), cargo para o qual foi nomeado pelo governador Carlos Brandão. O anúncio oficial havia sido feito na segunda-feira passada, com a confirmação da publicação no Diário Oficial.
Com a licença do parlamentar para integrar o Poder Executivo, a titularidade do mandato será exercida por Anderson Borges, primeiro suplente, do Partido Progressistas. O jovem Anderson Borges deve assumir o mandato nas próximas horas. Ele chega ao parlamento municipal após excelente desempenho nas urnas para quem testou pela primeira sua capacidade como liderança do partido sendo merecedor da confiança dos 3.800 eleitores que lhe confiaram o voto.
Aliado do ministro do Esporte, André Fufuca, Anderson Borges chega ao parlamento pela primeira vez disposto a contribuir com projetos que visem a melhoria da qualidade de vida da população de São Luís
No discurso de despedida, André Campos relembrou os últimos meses de mandato e a realização pessoal de ocupar uma cadeira no Legislativo Municipal. Destacou ainda sua trajetória de 12 anos na gestão pública, passando pelo Detran, Secretaria de Juventude, Fundação Nacional da Saúde e Administração Municipal, enfatizando a transparência de sua atuação. “Tem sido um período de muito trabalho e responsabilidade”, afirmou.
O vereador também ressaltou o convite do governador Carlos Brandão como um “novo chamado” e afirmou que atuará na AGEM com o compromisso de acelerar projetos estruturantes e fortalecer a parceria com o Parlamento. “Todos os vereadores serão atendidos pela Agência Metropolitana, independentemente de posição política. Vamos trabalhar juntos por São Luís”, disse.