Blog do Raimundo Garrone – Na luta para manter o mandato, o ainda presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu não poupar nem mesmo correligionários.
Cunha adotou a estratégia de pressão. Quer que o processo de outros políticos investigados na Operação Lava Jato tenham prosseguimento.
O ex-senador Sarney, que manobra nos bastidores para impedir que a filha sofra consequências dos processos que pesam contra ela, manifesta irritação com a atitude adotada por Cunha, segundo revela a coluna Radar Online, da revista Veja. Leia AQUI.
O país atravessa hoje uma das maiores crises política e financeira da história. Os números oficiais indicam que a indústria praticamente parou, o comércio retraiu, o poder de compra do consumidor caiu drasticamente e os estados não conseguem mais sequer pagar salários dos seus servidores.
O quadro é crítico, preocupante e as perspectivas não são nada animadoras para 2016, mas nem por isso o Maranhão, segundo o líder do governo, deputado Rogério Cafeteira (PSC) usou medidas amargas, como demissão, redução ou parcelamento de salário de servidores.
Conversei na tarde de segunda-feira (19) com o deputado Rogério Cafeteira sobre a situação do atual do Estado e ele observou que, apesar da crise que assola o país e das condições em que recebeu o Estado da gestão anterior, o governador Flávio Dino (PCdoB) vem fazendo uma administração além das expectativas.
“Basta ver que nenhum Estado concedeu aumento salarial para qualquer classe, enquanto que no Maranhão o governador concedeu reivindicações históricas dos professores, tais como, progressão funcional dos docentes e gratificação por desempenho de gestão escolar.
Cafeteira adverte que, enquanto os demais estados reclamam da crise, Flávio Dino já concedeu aumento salarial a diversas classe, inclusive para a Polícia Civil, delegados, convocou mais de mil policiais para compor a segurança, prorrogou 9.990 contratos de professores e ainda contratou mais mil docentes.
O parlamentar lembra ainda que, além de contratar novos docentes, o governo reajustou em 15% os salários, quando a lei mandava reajustar em apenas 13%. Para completar o pacote de bondade desenvolve os programas Escola Digna, Mais IDH e Mais Asfalto. Rogério destaca ainda o pagamento de mais de R$ 200 milhões de dívidas herdadas da desastrosa gestão de Ricardo Murad na secretaria de Saúde.
Para o líder do governo, o trabalho incansável do governador para colocar o Maranhão no caminho da dignidade e do desenvolvimento sócio-econômico tem incomodado muito os adversários que passaram cinquenta anos no poder e levaram o Maranhão a ostentar os piores indicadores econômicos e sociais do país.
Quatro municípios da Região dos Cocais realizaram Conferências Municipais do PCdoB para filiar novos membros e lançar pré-candidaturas neste final de semana. O presidente estadual do partido, Márcio Jerry, participou dos atos em Codó, Aldeias Altas, Duque Bacelar e Caxias.
As conferências contaram com participação de deputados estaduais e federais, lideranças políticas e partidárias, empresários e movimentos sociais. Em Codó, o PCdoB lançou a pré-candidatura a prefeito do vereador Pedro Belo com grande festa e participação popular.
Acompanhado de Márcio Jerry, do deputado federal Rubens Júnior (PCdoB) e do prefeito Zito Rolim (PV), Belo enfatizou a busca por uma aliança ampla, nos mesmos moldes da que elegeu, nas últimas eleições, o governador Flávio Dino.
Em Aldeias Altas, a 5ª Conferência Municipal do PCdoB lotou o auditório do Sindicato dos Trabalhadores e contou com a participação do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Humberto Coutinho (PDT), do deputado federal Rubens Júnior (PCdoB), além de lideranças da cidade e de municípios vizinhos.
O evento lançou a pré-candidatura a prefeito de Kedson Lima, em uma coalizão que conta com a ex-prefeita Fernanda Bacelar e o candidato nas eleições de 2012, Magno Júnior.
Duque Bacelar e Coelho Neto
A Conferência Municipal do PCdoB de Duque Bacelar marcou o lançamento da candidatura do vice-prefeito, George Oliveira, ao chefe do executivo. O evento contou com a participação dos deputados estaduais Fábio Macedo (PDT) e Fábio Braga (PRTB) e do prefeito Flávio Furtado (PDT), além de lideranças políticas municipais e regionais.
Márcio Jerry destacou que o PCdoB marchará unido rumo à vitória de George Oliveira e a manutenção da administração que tem sido exercida pelo prefeito Flávio Furtado. “Em Duque Bacelar temos um aliado de muitas conquistas. E mais vitórias haverão de vir”, ressaltou.
Em Coelho Neto, o PCdoB realizou a 2ª Conferência Municipal com a presença de vários presidentes de partidos, prefeitos da região, vereadores e dos deputados Fábio Macedo e Fábio Braga. O evento marcou o discurso de união da oposição em prol do lançamento de um candidato único.
A Conferência lançou o pré-candidato do partido, Cláudio Furtado, à prefeitura de Coelho Neto. Em seu discurso, Furtado enfatizou que a cidade sofre tirania similar a que sofria o Maranhão até as últimas eleições e, assim como aconteceu na esfera estadual, é preciso haver união da oposição.
“Vimos que é possível e temos a força de transformação. É por isso que eu estou com essa luta. Estou para fazer o enfrentamento. Unidos nós podemos ser vencedores. Temos que acreditar nisto. Nós estamos aqui para compor. Vou lutar com todas as minhas forças para que esse candidato saia do PCdoB. Mas não descarto a possibilidade de ouvi-los e seguir um companheiro nesta luta”, frisou Furtado.
Com a extinção do mundo cão que antes existia no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, o Bonde dos 40 está vendo sua capacidade de cooptação de presos enfraquecer e por isso mobiliza seus membros a realizarem uma greve de fome, nesta segunda-feira (19), uma vez que a atual segurança do presídio impede que seja debelada uma rebelião.
Sem ter como causar maior tumulto, a única saída para a bandidagem espernear é fazer a greve de fome. Diferente dos anos anteriores, a atual administração do presídio tem lutado para garantir melhorias na unidade prisional jogando por terra queixas que eram recorrentes no passado.
Uma das propostas mais importantes para combater o ambiente de insalubridade do Complexo é a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). A solicitação já foi feita à Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) e serão investidos mais de R$ 5 milhões na obra, além das ações emergenciais adotadas para contornar o problema.
Outro exemplo que demonstra a dignidade com que são tratados os presos é que a mesma comida que é oferecida aos internos é consumida pelos policiais militares que trabalham na unidade. Não foram raras as vezes em que os gestores das unidades comeram a mesma refeição diante dos presos como forma de mostrar a qualidade do alimento.
A retomada das obras do Hospital Regional de Viana foi o principal assunto da reunião em que o secretário estadual de Saúde, Marcos Pacheco, recebeu o prefeito daquele município, Francisco Gomes, e o deputado licenciado Weverton Rocha. No encontro, o gestor da Saúde assegurou que a conclusão do hospital é uma prioridade, por sua localização estratégica.
Chico Gomes lembrou que começou a lutar pela construção do Hospital Regional de Viana quando ainda era deputado estadual, pela necessidade dos moradores daquela cidade e de outros 13 municípios que ali buscam assistência médica e hospitalar. “O secretário Marcos Pacheco está sensibilizado quanto a importância do hospital, e assegurou que ele será concluído para garantir melhor atendimento às pessoas que hoje precisam ir para São Luís”, ressaltou o prefeito.
O Hospital Regional de Viana terá 40 leitos de internação e centro cirúrgico em um município em que é grande o número de pacientes politraumatizados, a maioria vítimas de acidentes de moto. “Essas pessoas acabam indo para São Luís, superlotando ainda mais os Socorrões”, acrescentou o prefeito.
Chico Gomes informou ainda que o hospital está sendo construído na área do residencial Frei Serafim, obra do programa Minha Casa, Minha Vida, onde o governador Flávio Dino também já prometeu construir uma escola de tempo integral.
Fonte: Jornal Pequeno
Blog Marrapá – Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Este parece ser o lema do vereador Fábio Câmara, que anda se achando a grande liderança do PMDB local.
Em entrevista ao panfletário “O Estado do Maranhão”, o paladino da boa política fala em “luta de massas contra uso da máquina”, prometendo combater a parceria entre Governo e Prefeitura em favor de São Luís.
Entre outros disparates, o vereador diz dissimuladamente que a “influência do governador Flávio Dino sob Edivaldo Junior faz com que a Prefeitura de São Luís não consiga avançar com seus projetos”. Como?
Possivelmente “influenciado” pela sede de poder da aliada Eliziane Gama, Câmara parece ignorar que é justamente a parceria entre os governos estadual e municipal que está viabilizando um novo momento administrativo na capital após anos de perseguição da oligarquia Sarney aos ludovicenses.
O êxito dessa parceria é reconhecido inclusive pela cúpula do PMDB do Maranhão, que aceita até coligar com Edivaldo, mesmo que para isso tenha que abrir mão de indicar o vice na chapa de reeleição.
Mas quem é mesmo Fábio Câmara para falar em uso de máquina pública?
Limpador de banheiros da sede do PMDB, como ele mesmo gosta de destacar, Fábio chegou à Câmara de São Luís depois de se esbaldar na máquina pública do Palácio dos Leões para se eleger vereador.
Patrono da indicação de milhares de cargos nos hospitais da rede pública na capital, ele ganhou notoriedade com o apoio decisivo de Ricardo Murad – outro especialista em mover a máquina pública em favor dos próprios interesses.
O jornalista Roberto Kenard gosta de lembrar que “Fábio Câmara era aquele sujeito que pagava centenas de contas de luz e água nas lotéricas em 2010 para beneficiar a candidatura de Roseana Sarney”.
O episódio ganhou as capas dos jornais de todo o Brasil e por muito pouco o ex-morador do Lira não acabou preso pela Polícia Federal.
Na eleição seguinte, ele remontou o esquema na Madre Deus, Belira, Codozinho, Coreia de Baixo e outras comunidades carentes de São Luís. Desta vez em favor do próprio nome.
Saiu das urnas com modestos seis mil votos, queimado pelas suspeitas, à época, do seu envolvimento com o assassinato do jornalista Décio Sá.
Ou seja: Toda vez em que fala em uso de máquina pública, o apenas “rapaz latino americano” discursa com conhecimento de causa.
Fernando Baiano confirmou que Edison Lobão aconselhou executivo de empresas a resolver problema com presidente Eduardo Cunha. Estadão – O lobista ligado ao PMDB Fernando Soares, o Baiano, confirmou em sua delação premiada que o então ministro de Minas e Energia e atual senador Edison Lobão (PMDB-MA) ajudou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na suposta pressão para o deputado receber propina de empresas contratadas pela Petrobrás. Em seu depoimento, o lobista contou que o então ministro, numa conversa, aconselhou o executivo Júlio Camargo, que representava os estaleiros Samsung e a Mitsui, a resolver sua questão com Cunha. A recomendação seria uma forma de evitar que o deputado, na cobrança de pagamentos, retaliasse as empresas usando requerimentos de informação sobre seus contratos. O depoimento de Baiano reforça acusações do executivo Júlio Camargo, que, também em regime de delação premiada, citou o mesmo episódio envolvendo Lobão em suas declarações aos investigadores da Operação Lava Jato. Os trechos constam da denúncia já oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Cunha por corrupção e lavagem de dinheiro. Conforme o lobista do PMDB, dois deputados aliados de Cunha conseguiram aprovar na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, em 2011, requerimentos de informações sobre contratos da Petrobrás com a Samsung e a Mitsui. Um dos requerimentos era endereçado ao Ministério de Minas e Energia, à época comandado por Lobão. Baiano confirmou que a manobra dos deputados, avalizada por Cunha, serviria para pressionar Camargo a pagar “dívida” de US$ 16 milhões com o lobista, referente e propina. Desse total, US$ 5 milhões teriam sido repassados ao presidente da Câmara justamente por ele ter conseguido, por meio dos requerimentos, “obrigar” Camargo a saldar o débito. Baiano afirma que, ao saber do requerimento de Cunha na Câmara, Camargo “se demonstrava bastante assustado”. Antes, ele não dava sinais de querer fazer os pagamentos, atrasados desde 2008. Mas, com a possibilidade de ter as contas dos contratos expostas, “mostrava claramente que queria resolver o problema”. Camargo teria dito a Baiano que procurou o então ministro de Minas e Energia, que o aconselhou a resolver a questão diretamente com o lobista do PMDB. Na delação, Baiano disse acreditar que “Eduardo Cunha, ou alguém a seu mando”, conversou com Edison Lobão para que ele fizesse a recomendação a Camargo. O ex-ministro é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é suspeito de ter recebido pelo menos R$ 1 milhão no esquema de corrupção da Petrobrás revelado pela Lava Jato. Pressão. Segundo a delação de Baiano, Camargo devia ao lobista do PMDB parte da comissão de US$ 35 milhões referente à contratação de dois navios-sonda pela Petrobrás. Desse total, US$ 19 milhões foram pagos entre 2006 e 2008, mas o restante só foi saldado depois da pressão de Cunha. Os requerimentos foram apresentados pelos deputados Sérgio Brito (PSD-BA) e Solange Almeida (PMDB-RJ), atual prefeita do município fluminense de Rio Bonito e que também é investigada na Lava Jato. Os trechos da delação de Baiano também revelam detalhes de como ele teria conhecido Eduardo Cunha. O lobista contou aos investigadores que foi apresentado ao peemedebista em 2009 durante um café da manhã em um hotel de luxo no Rio de Janeiro. Baiano se apresentou como representante de empresas espanholas que tinham negócios com a Petrobrás. O doleiro sabia que Cunha era um político influente e resolveu “estreitar relações” com o deputado para fazer lobby. Ele esperava que Cunha o ajudasse a obter contratos em obras civis e portuárias no Rio de Janeiro. Os dois se teriam se reencontrado em Brasília no mesmo ano. O local da reunião teria sido no próprio gabinete de Cunha na Câmara. O deputado teria dito que o ajudaria a conseguir contratos e prometido apresentá-lo às “pessoas necessárias”. Doações Outros encontros como esse teriam se repetido em Brasília e no Rio nos anos seguintes. Em uma dessas ocasiões, em 2010, Cunha teria perguntado ao lobista se as tais empresas espanholas não tinham interesse em fazer doações para a campanha dele. Era ano eleitoral, e ele queria se reeleger deputado federal. Baiano não conseguiu garantia de que as empresas espanholas topassem financiar a campanha de Cunha. Mas o lobista sugeriu o seguinte: se Cunha o ajudasse a pressionar Camargo, outro lobista, a pagar a velha dívida de US$16 milhões, Cunha ficaria com 20% do valor. Se tudo saísse como Baiano planejava, ele receberia o dinheiro prometido, pagaria a quem devia dentro da estatal (incluindo o então diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa) por causa da operação com Camargo e ainda sobrava uma parte para a campanha de Cunha. O deputado federal acabou reeleito em 2010, supostamente sem o dinheiro da propina. Camargo continuava “enrolando” Baiano. O político, então, teria elevado o tom da pressão contra o executivo, conseguindo os US$ 5 milhões. Conforme mostrou o Estado, parte da propina foi paga ao presidente da Câmara em horas de voo. O advogado de Lobão, Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, negou que o ex-ministro tenha dado conselho para que fosse paga propina a Cunha. “Isso nunca ocorreu. O ministro não tinha nenhuma relação de intimidade com Camargo, jamais falaria para ele adotar uma ação desse porte”, disse. Kakay lembrou que a versão sobre seu cliente já havia sido apresentada na delação do próprio Carmargo. “O empresário efetivamente foi recebido por Lobão, mas essa conversa jamais ocorreu”, acrescentou.