
A exemplo da tia Bia, Gilberto Aroso é ex-presidiário por crime de improbidade
Certidão eletrônica expedida pelo Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (está ao alcance de qualquer interessado, bastando acessar a internet) confirma o impedimento do ex-prefeito ficha suja de Paço do Lumiar, Gilberto Aroso, participar de pleitos eleitorais por já ter sido condenado em segunda estância e passado alguns dias na cadeia por conta de desvio de recursos públicos.
Segundo a “Certidão Eletrônica de Processo com Transito em Julgado, na sessão do dia 03 de fevereiro de 2010, a tomada de conta dos Fundos Municipais do Gabinete do Prefeito de Paço do Lumiar, exercício financeiro de 2007, sob responsabilidade de Gilberto Aroso, relativo ao processo nº 2512/2008, obteve deliberação irregular de dívida de multa, conforme Acórdão nº 57/2010, publicado no Diário Oficial de Justiça que circulou em 11.03.2010.
Gilberto Aroso, em 26.03.2010, apresentou recurso de reconsideração, mas foi mantida a deliberação anterior de dívida e multa. O ex-prefeito então interpôs um Recurso de Revisão, protocolado em 31 de maio de 2012, que foi analisado e rejeitado, conforme o Acórdão nº 97/2014, com publicação no Diário Oficial Eletrônico que circulou em 03.07.2014, onde é mantida a dívida de multa. O processo transitou a foi julgado em 21.07.2014, sendo considerada irregular a prestação das contas.
Embora seu nome tenha sido homologado em convenção, é fato que o ex-prefeito é um ficha que pretende driblar a justiça para tentar ser candidato, com a ajuda de uma máfia que vem assaltando o município de Paço do Lumiar ao longo de décadas e que agora, via Tribunal de Justiça, tenta conseguir alguns instrumento que lhe permita disputar o pleito subjudice, sem qualquer garantia de que os votos serão validados.
Gilberto é sobrinho de Bia Aroso, ex-prefeita de Paço de Lumiar que saiu da prefeitura direto para uma cela na Superintendência da Polícia Federal por desvio de recursos público, enquanto Gilberto embora esteja em liberdade ainda pode voltar para a cadeia por conta dos mesmos crimes.
A crise econômica brasileira faz vítimas em todos os setores da vida pública e privada. O desmantelamento moral que aos bilhões direcionou recursos públicos para contas particulares, sugando estatais, bancos oficiais e retalhando em postas as instituições do país, atingiu violentamente o funcionalismo público nos estados.
Um estudo publicado por especialistas no jornal “Extra” mostra que os atentados à dignidade e sobrevivência do funcionalismo patrocinaram bem mais que o simples atraso de pagamento, mas também o escalonamento e até o sórdido parcelamento dos salários dos servidores públicos. O nome disso é, sim, ataque à sobrevivência, pois quem recebe salários escalonados, parcelados ou em atraso vive permanentes dificuldades financeiras, não tem como pagar suas contas, cada vez mais altas, está manietado economicamente pelos juros escorchantes do país. E paga impostos que fazem saltar os olhos da cara.
Apenas 12 dos 27 estados brasileiros continuam pagando os vencimentos do funcionalismo no mesmo mês de competência, entre estes 12 o Maranhão. O restante, paga com atraso ou quase nem paga. Oito estados alongam ou mantém os depósitos até os primeiros dias do mês seguinte. Outros sete vivem situações críticas de parcelamento: Amapá, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Piauí, Rio Grande do Sul e Sergipe. Entre estes últimos 15 não está o Maranhão.
Nos casos de Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Sul, os parcelamentos se repetem desde o final do ano passado. Um tormento o trabalhador nunca saber quando nem quanto vai receber de seu salário a cada mês. Há casos de escalonamentos criminosos, como o daqueles que ganham acima de dois mil reais só receberem após o décimo dia do mês vindouro. Um crime. No Rio Grande do Sul, pagamentos já foram divididos em até seis parcelas! Vá se alimentar, vestir, trabalhar e estudar com um barulho desses. No Rio de Janeiro, salários atrasam desde novembro do ano passado e o décimo terceiro foi parcelado em 5 vezes.
Além da corrupção e da incompetência imanente, houve casos de leniência com os reajustes, quase sempre por razões eleitorais e esses estados agora estão pagando o preço. Houve governos que aumentaram afolha de pagamento em até 70 %.
E, sendo o Maranhão, famosamente, por razões que não cabem no tamanho desse editorial, o estado mais pobre do Brasil, é de se perguntar porque isso não acontece aqui. E, quem quiser que pense outra coisa, mas parece-nos que a aplicação virtuosa dos recursos públicos, a honestidade com o dinheiro do povo, o corte de privilégios e o fim da corrupção que até 2014 não saía das páginas dos jornais do mundo, pelo governo Flávio Dino, está permitindo ao Maranhão enfrentar a crise sem sacrificar a vida do servidor público estadual.

Advogado Marlon Reis
A campanha ainda nem começou e a principal adversária do prefeito Edivaldo Holanda Júnior já recorre ao tapetão, embora com um fundamento jurídico mais fraco que “caldo de piaba”, para tentar estancar a sangria registrada nas últimas pesquisas sobre a preferência do eleitorado da capital.
Despencando na opinião pública e isolada politicamente por conta de sua ambição pessoal e não cumprir a palavra empenhada, a candidata do PPS, Eliziane Gama, viu no ex-juiz e agora advogado da Rede Sustentabilidade e coordenador de sua campanha, Marlon Reis, o antidoto para tentar evitar o crescimento do prefeito. Mas ele decepcionou e frustou até mesmo a candidata para quem advoga.
Durante o final de semana, o ex-juiz Marlon Reis, agora transformado em cabo eleitoral, espalhou nos meios políticos que iria detonar uma “bomba” com poder de cassar o mandato de Edivaldo e impedir sua candidatura, mas o arsenal o que apresentou não passa de um treque, desses usado por criança nas festas juninas.
Para um ex-juiz criador da Lei da Ficha Limpa é no mínimo estranho querer que os textos de matérias produzidas pela assessoria de comunicação da Prefeitura não cite o nome do prefeito e ainda faça companhia ao ex-prefeito João Castelo (PSDB), um político que responde a vários processos na Justiça por improbidade administrativa.
Sem ter como justificar suas companhias, a única saída do advogado Marlon Reis foi afirmar em entrevista à Rádio Difusora que “política se faz com partidos e não com nomes”. É no mínimo contraditório uma ex-juiz que defende a retirada de políticos corruptos da vida pública dividir palanque com político com contas rejeitadas e condenado por improbidade.

Weverton participou da convenção do PDT que homologou Rosângela em Imperatriz
No último fim de semana, o deputado federal Weverton Rocha (PDT) fez uma verdadeira maratona de visitas pelo estado, prestigiando diversas convenções partidárias, antes do retorno aos trabalhos no Congresso Nacional.
Na região dos Cocais, Weverton participou da convenção municipal que lançou a coligação em apoio à reeleição do prefeito de Timon, Luciano Leitoa (PSB). Mais de 10 mil pessoas prestigiaram o evento, que contou a presença do governador Flávio Dino (PCdoB).
Na manhã de sábado (30/07), o parlamentar esteve em São Luís, na convenção do PDT, que oficializou a candidatura do prefeito Edivaldo Holanda Júnior à reeleição. O ato político contou com a participação dos presidentes das 14 legendas coligadas e ainda de filiados, militantes, simpatizantes, lideranças políticas e religiosas, e comunidade em geral.
Também no sábado, Weverton participou de convenções municipais na Região do Munim. Ele prestigiou a convenção do PCdoB em Rosário, que anunciou a chapa da oposição com Willame Anceles (PCdoB) como candidato a prefeito e D’Coco dos Pescadores (PDT) como vice-prefeito. No mesmo dia, o deputado participou de convenção municipal do PDT na cidade de Icatu, que lançou Zezinho Matos e o vereador Marquinhos, como candidato a prefeito e vice-prefeito respectivamente. Ambos são do PDT. O parlamentar ainda esteve na cidade de Axixá. A ex-prefeita Sônia Campos foi definida como candidata a prefeita pelo PDT.
No domingo (31/07), Weverton participou de convenções municipais em três cidades da Região Tocantina. A primeira foi Imperatriz, onde foram confirmadas as candidaturas de Rosângela Curado (PDT) e professor Adonilson (PCdoB), respectivamente, para prefeita e vice-prefeito da cidade. A coligação é composta por 18 partidos.
Em seguida, Davinópolis. Lá foi homologada a candidatura do pedetista Zé Pequeno à prefeitura. O encerramento da maratona foi no município de Amarante. O PDT local homologou a candidatura de Joice Marinho para prefeita.
O advogado da pré-candidata Eliziane Gama (PPS), Marlon Reis, frustrou as expectativas ao anunciar uma “bomba” e apresentar apenas um “traque”. Conforme já havia adiantado o blog do Jorge Vieira, o ex-juiz autor da Lei da Ficha Limpa protocolou nesta tarde de segunda-feira (01) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral Com Representação por Conduta Vedada contra o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).
Na verdade uma verdadeira cortina de fumaça, pois o advogado Reis, sem encontrar qualquer fato que maculasse a imagem do prefeito como homem público de conduta ilibada, questiona apenas um suposto desvio de finalidade da publicidade institucionais da prefeitura e pede que o prefeito seja declarado inelegível por oito anos. Pende ainda a cassação do registro de candidatura e multa.
“Houve desvio de finalidade e prejuízo financeiro para a administração pública. Agência São Luís, da Secom, cujo o foco foi transformado, gerando conteúdo para a página do município e para a imprensa. Está eleição já fica contaminada, desequilibrada. De maneira alguma a Lei permite uso da publicidade institucional para beneficiar alguém”, diz Marlon Reis.
No meio políticos, no entanto, a Ação de Marlon Reis é vista apenas como mais um ato de desespero da candidata que ele defende e que despenca na preferência do eleitorado a cada pesquisa.


Júlio Pinheiro deve ser indicado vice de Edivaldo
O martelo ainda não foi batido, mas tudo indica que o candidato a vice na chapa do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), deverá ser o presidente do Sindicato dos Professores, Júlio Pinheiro (PCdoB).
O senador Roberto Rocha tentou impor o nome do filho, vereador Roberto Rocha Júnior, como vice, para o PSB integrar a coligação, mas a proposta foi rejeitada pelos demais partidos que já fazem parte da aliança.
A cúpula dirigente do PT, por sua vez, tentou fazer o mesmo com ex-presidente da OAB-MA, Mário Macieira, mas a indicação não foi bem assimilada por conta do envolvimento do PT com corrupção, devendo o PCdoB fazer a indicação do filiado.
Todas as conversações de bastidores levam a Júlio Pinheiro, embora ainda não seja questão fechada na coligação, mas uma coisa já está decidida: o filho do senador e o ex-presidente da OAB-MA não serão companheiros de chapa de Edivaldo.
Após duas semanas de folga por conta do recesso parlamentar, a Assembleia Legislativa do Maranhão retorna os trabalhos nesta segunda-feira (1º) sem projetos de relevância ou interesse urgente do Governo Flávio Dino a serem analisados.
Antes dos parlamentares saírem de férias em julho, todas as matérias de interesse do Poder Executivo foram deliberadas, ficando para quando retornar apenas proposições dos deputados que deverão serem votadas ao longo das sessões.
Por se tratar de um período de campanha eleitoral, quando todos os deputados procurarão construir base no interior do Estado já visando 2018, tudo indica que após o recesso regimental haverá o chamado “recesso branco” para que os parlamentares possam participar da sucessão como candidatos ou apoiar seus aliados.
É o caso de São Luís onde os deputados Eduardo Braide (PMN) e Wellington do Curso (PP), também conhecido como “Wellington Safadão” são candidatos a prefeito. Francisca Primo é outra parlamentar que vai tenta se eleger em Buriticupu, Levi Ponte em Chapadinha, entre outros que vão tentar um mandatos nos executivos municipais.
A Câmara Municipal de São Luís também reinicia suas atividades e tudo indica que também haverá recesso branco, já que, com exceção de Rose Sales, Fábio Câmara, José Joaquim e Helena Duailibe, todos os demais são candidatos à reeleição.