
Deputados Bira, Marco Aurélio e Rogério Cafeteira integram a comissão do recesso
A Assembleia Legislativa do Maranhão inicia nesta terça-feira (18) o recesso parlamentar, que se estenderá até o dia 31 de julho. Os deputados retornarão às atividades em 1º de agosto.
Para tratar dos assuntos da Casa durante, a Mesa Diretora nomeou uma comissão composta pelos deputados Rogério Cafeteira (PSB)), Fábio Braga (PMDB), Bira do Pindaré (PSB), Profº Marco Aurélio (PCdoB), Eduardo Braide (PMN), Roberto Costa (PMDB) e Sérgio Frota (PSDB).
A comissão tem por finalidades resolver as questões inadiáveis surgidas durante o recesso parlamentar, apreciar e votar pedidos de licença que derem entrada durante o recesso e atender o que dispõe os incisos II e III do parágrafo 2º, do artigo 32 da Constituição do Estado do Maranhão, que dispõem sobre a realização de audiências públicas com entidades da sociedade civil e receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos das autoridades públicas.
Blog O Informante – O pedido do Ministério Público Estadual para quebrar o sigilo bancário da desembargadora Nelma Sarney, tem a ver com uma informação da ex-gerente do banco Bradesco, Raimunda Célia Moraes de que um depósito de R$ 123 mil teria sido feito pelo deputado estadual e genro da desembargadora Edilázio Júnior. O juiz Clésio Cunha negou o pedido do MP na semana passada.
Em depoimento ao delegado da Polícia Civil, Leonardo Bastian Fagundes, o parlamentar do PV nega que tenha feito “transferência e/ou depósitos bancários de sua conta para a conta da desembargadora”, no banco Bradesco.
O depoimento de Edilázio Júnior tem apenas uma página. O delegado Leonardo Bastian Fagundes ouviu o deputado em 6 de junho do ano passado. Dois meses antes, ele também ouviu a desembargadora Nelma Sarney.
*Carlos Lula
Uma das esquisitices de quem, como eu, tem apreço por livros, é, em muitos casos, ter acesso a conteúdos e matérias que, a princípio, pouco lhe dizem respeito. Quando criança, recordo-me de visitar bibliotecas vastas, a revelar que seus donos de tudo liam, das ciências humanas às exatas. Nunca me imaginei num cenário desses, mas hoje, a vislumbrar minha própria biblioteca, encontro praticamente de tudo um pouco. Nela, inclusive, há um cantinho especial para a matemática.
Digo isso porque voltei à leitura de um belíssimo livro do jornalista e escritor americano Darrell Huff, diante de artigo que apontava um suposto sucateamento da Saúde no estado do Maranhão. Pois bem, o livro chama-se “Como mentir com estatística” e foi lançado nos Estados Unidos em 1954, mas relançado em 2016 no Brasil numa bem acabada edição.
O que o autor faz, de maneira descontraída, simples, e, por vezes, irônica, é chamar a atenção para o fato de que as estatísticas utilizadas numa matéria jornalística, por exemplo, podem estar corretas, mas a forma de obtê-las, interpretá-las, associá-las e até mesmo apresentá-las pode causar grandes distorções. Eis o alerta fundamental de Huff.
Voltemos, então, ao Maranhão. O artigo acima referido parte do pressuposto de que “houve redução nos gastos com a saúde pública no governo Flávio Dino”. Para tanto, sua autora se utiliza de dados públicos da Secretaria de Planejamento do Governo. Segundo ela, as despesas totais com a Saúde estariam caindo drasticamente, de sorte que teríamos hoje menos materiais hospitalares, menos medicamentos, menos atendimentos e internações e até menos cirurgias.
Pois bem. O que o artigo chama de “despesa total” desconsidera o total de despesas empenhadas, levando em conta apenas as liquidadas. Todo o restante deriva daí, dessa “pequena” mudança metodológica. Entretanto, o verdadeiro critério de validação para o cálculo de gastos percentuais com a saúde considera exatamente o valor omitido, ou seja, deve ser ponderado o que foi efetivamente empenhado, e não apenas o valor liquidado. Ao observar os reais números, toda a argumentação do citado artigo cai por terra.
Os números aqui destacados estão no saite da SEPLAN e são públicos. Em 2014, o Estado gastou R$ 1.894.215.906,11. Já em 2016, R$ 2.015.205.683,12. Ou seja, mesmo num cenário de grave crise econômica, o governo do Maranhão gastou em serviços de saúde em 2016 quase 121 milhões de reais a mais que em 2014, R$ 120.989.777,01 para ser mais exato. Nos últimos dois anos, portanto, não diminuímos; aumentamos o investimento em saúde.
Outro dado que também precisa ser analisado diz respeito à produção da Secretaria.
Para isso, é necessário analisar os números do DATASUS. Neles, mais indicadores, a demonstrar exatamente que os argumentos postos no citado artigo não correspondem à realidade. Se em 2014 foram realizadas 78.207 internações em nossa rede de saúde, em 2015 ocorreram 82.249, e em 2016, 93.732. Um crescimento de 19,85% em apenas dois anos. Já produção ambulatorial saiu de 23.930.174 atendimentos em 2014 para 25.368.797 atendimentos em 2016, crescendo mais de 8%. Uma simples análise de números, portanto, leva à conclusão que o aumento de investimento em saúde nos rendeu o crescimento do número de internações, consultas, cirurgias e procedimentos na nossa rede de saúde nos últimos dois anos.
Poderia falar ainda dos hospitais regionais, da eficiência no uso do recurso público, da abertura de 10 leitos de UTI em Caxias, de 10 leitos de UTI em Pinheiro, de 10 leitos de UTI em Santa Inês, de 8 leitos de UTI em Bacabal, de 8 leitos de UTI na Maternidade Marly Sarney, de 10 leitos de UTI em Imperatriz e na breve abertura de mais 10 leitos de UTI em Balsas, apenas para citar mais um dado, mas o espaço não o permite.
Iniciei com o professor Darrell Huff e pretendo com ele finalizar. Ele adverte, lá pelas tantas, que é bom analisar com bastante atenção fatos e números em jornais, livros, revistas e anúncios antes de aceitar qualquer um deles como correto. Às vezes, diz ele, um olhar cuidadoso melhora o foco, exatamente o que pretendemos aqui demonstrar. Aumentamos o número de unidades, o número de leitos, o número de leitos de UTI, os procedimentos, as cirurgias e internações, eis a realidade. Os dados são públicos e objetivos, mas é preciso adotar a metodologia correta para analisá-los, sob pena de enviesá-los somente para agradar a nossa torcida. Afinal de contas, os números não mentem, mas quem os manipula corre sempre o risco de fazê-lo.
*Secretário de Saúde do Maranhão
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, atendeu parcialmente ao pedido de Suspensão de Segurança impetrado pelo Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA) contra decisão da desembargadora Nelma Sarney, do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (TJ/MA) em favor do escritório João Azedo, no caso que trata do pagamento de diferenças do Fundef.
Blog Marrapá – Conhecido nos arredores da Câmara de São Luís e contumaz detrator dos governos Flávio Dino (PCdoB) e Edivaldo Holanda Jr. (PDT) nas redes sociais, o secretário estadual do PSDC no Maranhão, Alan Kardeck, também recebia dinheiro desviado da saúde estadual. É o que aponta o relatório da Operação Rêmora da Polícia Federal e os depoimentos de Valterleno Reis, apontado como operador do esquema liderado por Antônio Aragão – o doutor Milhão.
De acordo com as investigações da PF, Kardeck recebeu transferências de R$ 9.300,00 de Valterleno. O dirigente também é relacionado no interrogatório do operador, quando este é questionado por investigadores se sabia que parte do dinheiro (R$ 87 mil) sacado dos cofres do IDAC era para pagar pessoas ligadas ao PSDC. A polícia concluiu, baseada nas escutas autorizadas de Aragão, que os recursos desviados pelo instituto eram usados para pagar funcionários da legenda.
Há poucas semanas, Alan Kardeck protagonizava os programas do PSDC, sigla de aluguel fisiologicamente ligada aos interesses do clã Sarney. Foi ele quem assinou, na ocasião da prisão de Aragão, uma nota acusando a PF de armar um flagrante para “tentar manchar a imagem do partido”, mesmo depois de flagrado com R$ 2 mil em espécie entregue por Valterleno na ocasião em que foi deflagrada a Operação Rêmora.

O jornal Folha de S.Paulo destacou neste domingo (16) o forte crescimento na movimentação de grãos no Porto do Itaqui, no Maranhão. A coluna Mercado Aberto compara o desempenho do Itaqui com os dois maiores portos do país: Santos (SP) e Paranaguá (PR).
Enquanto os grãos exportados por esses dois portos tiveram pequenas quedas no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, o Itaqui teve alta de 38% no volume de operações de soja.
O jornal ouve Ted Lago, presidente da Emap, que gerencia o porto de Itaqui: “Já é mais que no ano passado inteiro. Geralmente, os embarques vão até novembro, mas deveremos ter movimentação sem parar até a próxima safra”.
O Porto de Itaqui tem recebido investimentos vultosos. O Programa de Atração de Investimentos do Governo do Maranhão inclui recursos de R$ 1,5 bilhão para ampliação da infraestrutura do Porto do Itaqui.
A cada edição, a Feirinha da Prefeitura de São Luís se consolida como um espaço turístico, gastronômico e cultural da capital maranhense. Neste domingo (16) não foi diferente, o público voltou a lotar a Praça Benedito Leite, no centro histórico da cidade. O Boi de Morros foi a grande atração cultural da feirinha, aplaudido pelo público presente, entre este um significativo grupo de turistas. Além das atrações culturais os visitantes puderam ainda adquirir produtos da agricultura familiar, saborear pratos típicos, visitar espaço de exposição e comercialização de livros e do artesanato maranhense.
Débora Mormont veio da Inglaterra conhecer o Maranhão. “Gosto muito de conhecer cidades históricas, e São Luís tem muita cultura. Cheguei ontem e estou adorando, vim passear aqui no reviver, ouvi a música e resolvi ficar, aproveitei pra lanchar e conhecer mais sobre esse lugar”, disse a advogada durante visita a Feirinha.
“É a primeira vez que venho na Feirinha e estou achando espetacular, representando uma boa parte da nossa cultura. É importante incentivar esse tipo de movimento na capital, e indico para as pessoas que acordem cedo no domingo para virem apreciar esse cartão postal da cidade, que tá maravilhoso e aproveitar toda a culinária e cultura do nosso Estado”, disse o também advogado Carlos Araújo.
O prefeito Edivaldo esteve no local acompanhado da esposa, Camila Holanda e dos pais Edivaldo Holanda e Vânia Jalila Atta de Freitas Braga. Também presentes no evento o deputado federal Weverton Rocha e o presidente da Federação das Indústria do Maranhão (Fiema), Edilson Baldez.
Ao falar do sucesso da iniciativa o prefeito destacou que a feirinha se consolidada como um importante espaço de comercialização dos produtos da agricultura familiar, do artesanato maranhense e divulgação e difusão da cultura maranhense. “É uma ação importante que soma-se a outras que estamos colocado em prática no sentido de revitalizar o Centro Histórico de São Luís, como o Férias Culturais que também tem atraído grande público para esta região. A população gostou da iniciativa e o que estamos vendo a cada domingo, com o aumento do público, é o sentimento de pertencimento da população deste espaço”, disse Edivaldo.
As crianças também ganharam mais uma opção de lazer com as oficinas de desenho oferecida nas instalações da Associação Comercial do Estado do Maranhão, um dos parceiros do projeto. “Espero que esse seja um projeto permante, pois pretendo voltar mais vezes com a família, achamos excelente, disse o servidor público federal, Bispo Neto, que visitou o espaço pela primeria vez neste domingo.
Nas próximas edições, a Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semapa) vai aplicar questionário com objetivo de levantar o ranking das barracas com maior frequência de público entre os pontos de comercialização. Segundo o secretário Ivaldo Rodrigues, a pesquisa vai aferir o desempenho dos emprendedores envolvidos no evento semanalmente organizado pela Prefeitura de São Luís.
“Vamos fazer um levantamento do nível de satisfação do público presente aos domingos bem como da comercialização e produtos. Isso é importante já que estamos desenvolvendo um projeto de produção de renda”, explica Ivaldo Rodrigues.