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  • Jorge Vieira
  • 17/jun/2017

Advogado de Murad  consegue libertar presidente do IDAC preso pela PF

Aragão conseguiu sair da cadeia com um habeas corpus

São cada vez mais evidentes as relações entre o ex-secretário de Saúde do Estado, Ricardo Murad, com o presidente do Instituto de Desenvolvimento e Apoio a Cidadania (IDAC), Antônio Aragão (PSDC), preso em flagrante pela Polícia Federal desviando recursos da saúde pública do Maranhão. O advogado Celso Henrique Anchieta de Almeida, lotado no gabinete do deputado Sousa Neto (PROS), genro de Murad, é mais um indicativo do temor do cunhado da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) com a possibilidade de uma delação do acusado, pego com a “mão na massa”.

Por enquanto, o esforço do advogado de Murad resultou na concessão de habeas corpus pelo desembargador Olindo Menezes, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, em favor de Antônio Aragão, Walterlino Silva Reis e Marco Serra dos Santos. Bruno Balby Monteiro continua preso. Os quatro foram preso na operação Rêmora, um desdobramento da operação Sermão aos Peixes que investigou e constatou desvio de recurso público da ordem de R$ 18 milhões da saúde do Maranhão por parte da instituição.

Henrique exerce o cargo de assessor de Técnico Parlamentar Especial na Assembleia Legislativa do Maranhão desde 11 de fevereiro de 2015 e atuou como advogado da SES na gestão de Ricardo Murad. Com o fim do Governo Roseana passou a prestar seus serviços ao gabinete do genro de Ricardo Murad, conforme revela o Diário da Assembleia.

Na avaliação de observadores políticos, o fato de um advogado que trabalha para a família Murad se interessar por Antônio Aragão não deixa de passar um certo temor com a prisão de Aragão, um velho aliado de Fernando Sarney e sua gente. De reles advogado de partido nanico, Antônio Aragão se transformou da noite pro dia num próspero empresário do ramo de saúde. Deu no que deu: uma temporada atrás das grades, com possibilidade de voltar no final do processo ou em caso de cassação da liminar.

Celso Henrique foi advogado da SES na gestão de Murad

  • Jorge Vieira
  • 17/jun/2017

Entenda como o Governo economizou R$ 508 milhões que “sobravam” das terceirizadas da saúde

A área da saúde na gestão da ex-governadora Roseana Sarney funcionava como um governo a parte. Comandada pelo seu cunhado, o todo-poderoso Ricardo Murad, a pasta tinha sistema de comunicação próprio, aluguel de aeronaves específico para os serviços da secretaria – e que serviram à campanha da filha Andrea Murad e do genro Sousa Neto – além de fortes esquemas de corrupção que levaram o ex-secretário a ser denominado chefe de quadrilha pela Polícia Federal.

O ‘Governo de Ricardo Murad’ possuía uma verba astronômica para um sistema montado justamente para o desvio de recursos, como o esquema de terceirização dos serviços por meio do uso de Oscips.

Diante desse cenário, o governo Flávio Dino iniciou o processo de limpeza de esquemas de corrupção e de desperdício do dinheiro público. Com isso, conseguiu em dois anos economizar cerca de R$ 508 milhões os gastos com terceirizadas que administrava as unidades de saúde. E ampliando número de hospitais. Isso foi possível reduzindo o gasto com terceirizadas e aumentando os investimentos próprios, via Emserh, a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares.

Com a economia, o dinheiro que “sobrou”, em relação a gestão anterior, possibilitou o atual governo:

– Construir 5 grandes hospitais macrorregionais (Pinheiro, Imperatriz, Santa Inês, Bacabal e Caxias);
– Inaugurar a primeira UTI Materna da rede estadual de saúde do Maranhão no Hospital e Maternidade Marly Sarney;
– Inaugurar o Centro para assistência a pessoas com Transtorno do Espectro do Autista (TEA);
– Expandir os serviços de oncologia em Imperatriz;
– Reformar a Casa de Veraneio para implantação da Casa de apoio do Projeto Ninar;
– Reformar e modernizar vários hospitais pelo Maranhão, a exemplo do Socorrão de Presidente Dutra, unidades de Carutapera e Cururupu;
– Construir a Casa da Gestante em Imperatriz;
– Apoiar o custeio de UPAS e outras unidades de saúde por todo o estado;
– Além de outras dezenas de investimentos;

A economia a que se refere o Governo do Estado empregou de forma correta os recursos existentes e expandiu, e muito, os serviços de saúde em todas as regiões do Maranhão. Bem diferente do que acontecia no passado…

  • Jorge Vieira
  • 17/jun/2017

Trânsito na Forquilha ganha mais fluidez com liberação de cruzamento

Mais uma etapa da obra da Forquilha – parceria entre a Prefeitura e Governo do Estado – foi concluída nesta sexta-feira (16) com a liberação do cruzamento para fluxo de veículos após a implantação da sinalização semafórica pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT). Neste primeiro momento, a sinalização funcionará em caráter experimental podendo acontecer ajustes, caso necessário, segundo informou o secretário, Canindé Barros.

Ao falar sobre a conclusão de mais esta etapa da obra o secretário de Estado de Infraestrutura, Clayton Noleto disse que a intervenção na Forquilha é uma importante obra para melhoria da mobilidade naquele trecho. “Estamos trabalhando, em parceria com a Prefeitura, para que o mais breve possível a população possa usufruir desse serviço. A sinalização é uma parte crucial desta obra estruturante que vai transformar a área sanando problemas históricos, principalmente transtornos causados pelos engarrafamentos, promovendo a melhor fluidez no trânsito na localidade”, enfatizou Clayton Noleto.

Os semáforos instalados ao longo da via, segundo explicou o secretário Canindé Barros, estão sincronizados, criando o que se chama de “onda verde”, que permite a fluidez do trânsito de forma que os veículos sigam sem ficar parados em vários semáforos já que quando um sinal abre todos os demais estarão abertos. “É mais uma etapa da obra que estamos concluíndo. Prefeitura e Governo têm pressa em entregar essa que é uma das intervenções mais importantes para a melhoria do trânsito nesta área com impacto positivo em mais de 20 bairros”, disse Canindé Barros.

MOBILIDADE

Mesmo ainda não estando totalmente concluída, a intervenção na Forquilha já trouxe mais mobilidade a uma das áreas de maior fluxo de veículos da capital, segundo motoristas e comerciantes que conhecem bem o trânsito no local. “Aqui já está uma beleza para o que era antes. O trânsito está bem mais rápido e acredito que com a conclusão da obra terá fim o caos que era este trecho da Jerônimo de Albuquerque”, disse Abimael Pereira Fonseca que transita todos os dias pela via.

Valdir Alves, dono de uma oficina de lanternagem e pintura localizada próximo ao antigo retorno da Forquilha, também está otimista com a obra. “Trabalho aqui há 16 anos e o que sempre se viu foi um trânsito muito difícil. Agora acreditamos que vai melhorar com essa intervenção”, disse. “Precisava ser feito alguma coisa para melhorar o trânsito aqui e acreditamos que essa obra vai tornar a via mais rápida e segura”, completou o moto taxista, Nestor Conrado Filho, que trabalha em um ponto próximo à oficina do senhor Valdir Alves.

SOBRE A OBRA

A obra está em fase de conclusão, com mais de 90% dos serviços concluídos. Toda a parte de drenagem profunda está pronta, assim como os novos retornos, a divisão do fluxo de veículos, novo asfalto, construção de calçadas, meios-fios e sarjetas.

Também já foram realizadas intervenções para drenagem e pavimentação da Avenida Guajajaras e das rodovias MA-201 e MA-202, mais conhecidas como Estrada de Ribamar e Estrada da Maioba, respectivamente.

As alterações modificam o trânsito da região num entorno de aproximadamente 15 mil metros quadrados. Além das obras na Forquilha, outras importantes intervenções foram executadas para desafogar o trânsito na região. Entre elas estão as melhorias das condições de tráfego nas ruas dos bairros Forquilhinha e Cohab, que dão acesso à Avenida Jerônimo de Albuquerque, como Rua do Livramento, Rua 01, Avenida 08 e Rua 04, que já receberam serviços de drenagem e asfaltamento.

A mudança da geometria do tráfego na Forquilha integra o pacote dos projetos de intervenções apresentado pela Prefeitura de São Luís ao Governo do Estado que consiste na retirada de todas as rotatórias existentes na cidade, transformando-as em cruzamentos semafóricos. As mudanças previstas nesta parceria preveem obras desde a entrada da cidade, no Tirirical, até a Cohab.

  • Jorge Vieira
  • 17/jun/2017

Em entrevista a revista, Joesley chama Temer de “chefe da quadrilha”

Joesley Batista entregou Temer: “Chefe de quadrilha”

UOL – O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, em entrevista concedida à revista “Época” desta semana, afirma que o presidente Michel Temer (PMDB) é “o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa” do país. Josley também confirma que pagou pelo silêncio na prisão de Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, apontado como o principal operador de propina do ex-presidente da Câmara, e que o ex-ministro Geddel Vieira Lima era o “mensageiro” do presidente que o procurava para garantir que este silêncio seria mantido.

Na entrevista, publicada nesta sexta-feira (16), Joesley detalha a relação com Michel Temer, que, segundo ele, “nunca foi uma relação de amizade” e sim “institucional”. Ele diz que Temer o via “como um empresário que poderia financiar as campanhas dele e fazer esquemas que renderiam propina”.

A relação, que teve início por meio de Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento nos governos Lula e Dilma, segundo ele, era direta, com trocas de mensagens de celular e encontros privados. Em 2010, pouco depois do início desta relação, Temer teria pedido dinheiro para campanha. “[O presidente] não é um cara cerimonioso com dinheiro”, afirmou.

Josley conta que os pedidos de Temer eram sempre ligados a favores pessoais. E que ele não explicava a razão dos pedidos.

“Tem políticos que acreditam que, pelo simples fato do cargo que ele está ocupando, já o habilita a você ficar devendo favores a ele. Já o habilita a pedir algo a você de maneira que seja quase uma obrigação você fazer. Temer é assim”, disse.

O empresário confirma o empréstimo de um jato para uma viagem particular de Temer e a briga por dinheiro dentro do PMDB na campanha de 2014, relatada por Ricardo Saud, empresário da JBS e que também colabora com delações premiadas no âmbito da Operação Lava Jato.

“O PT mandou dar um dinheiro para os senadores do PMDB. Acho que R$ 35 milhões. O Temer e o Eduardo descobriram e deu uma briga danada”, relembra.

Segundo o empresário, os peemedebistas pediram, após a celeuma, R$ 15 milhões. “Demos o dinheiro”, disse Joesley, afirmando que foi aí que Temer voltou à presidência do PMDB.

Relação de Michel Temer com Eduardo Cunha

De acordo com Joesley, Cunha se referia a Temer como seu superior hierárquico. “Tudo que o Eduardo conseguia resolver sozinho, ele resolvia. Quando ficava difícil, levava para o Temer. Essa era a hierarquia”. O empresário aponta, porém, Lucio Funaro como o primeiro a participar das negociações. “Funcionava assim: primeiro vinha o Lúcio. O que ele não consegui resolver ele pedia para o Eduardo. Se o Eduardo não conseguia resolver, envolvia o Michel”.

Quando se tratava de acertos de “esquema mais estrutural”, Temer pedia para falar com Cunha. De acordo com Joesley, Temer se envolvia diretamente quando se tratava de pequenos favores pessoais ou “em disputas internas, como a de 2014”.

O empresário afirma que o grupo tinha influência “no FI-FGTS, na Caixa, na Agricultura, todos órgãos onde tínhamos interesses”, e que temia que eles “encampassem” o Ministério da Agricultura.

Quando Cunha foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, os “achaques” ficaram mais constantes. O empresário relata pedidos de propina do peemedebista em troca de “abafamentos” de CPIs que pudessem ser prejudiciais ao empresário. Josley disse, contudo, que não pagava esses achaques.

“Eduardo sempre deixava claro que o fortalecimento dele era o fortalecimento do grupo da Câmara e do próprio Michel”, disse.

“Mais perigosa organização criminosa desse país. Liderada pelo presidente”

Joesley, ao apontar Temer como o “chefe da quadrilha”, cita como integrantes da “organização criminosa” os peemedebistas Eduardo Cunha, Eduardo Henrique Alves (ambos já presos), Geddel Vieira Lima e Moreira Franco.

“Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida”. Para Joesley, “eles não têm limites”.

Silêncio de Cunha e Funaro na cadeia

Na entrevista, Joesley também detalha como virou “refém de dois presidiários”, referindo-se aos pagamentos que realizou “em dinheiro vivo” a mensageiros de Eduardo Cunha e Lucio Funaro, para que estes não delatassem os esquemas de corrupção que os envolviam e que também implicavam o empresário.

“O presidente estava preocupado. Quem estava incumbido de manter Eduardo e Lúcio calmos era eu”, diz Joesley, ressaltando, ainda, que era Geddel Vieira Lima quem atuava em nome de Temer para garantir que esse “sistema” fosse mantido.

“Depois que o Eduardo foi preso, mantive a interlocução desses assuntos via Geddel. O presidente sabia de tudo. Eu informava o presidente por meio do Geddel”, afirma.

Crise

A delação premiada de Joesley Batista e outros executivos da JBS detonou a maior crise do governo Temer desde que o presidente assumiu o cargo. Joesley gravou uma conversa com o presidente no Palácio do Jaburu, em março deste ano, e entregou o áudio para a Procuradoria-Geral da República. Na conversa, ele fala sobre o suborno a agentes do poder judiciário, cita questões no BNDES e relata que “estou bem com o Eduardo”, o que a PGR entendeu como sendo uma sinalização de que o empresário continuava pagando mesadas a Cunha, com aval do presidente, para evitar uma delação do ex-deputado.

Temer nega que soubesse de qualquer pagamento a Cunha e Funaro, alega que o áudio foi editado e diz que foi alvo de uma armação de Joesley, que estava em vias de assinar o acordo com a PGR.

 

  • Jorge Vieira
  • 16/jun/2017

Deputados maranhenses da base de Temer não realizaram nenhuma proposta parlamentar este ano

Do portal Página 2

O portal Página 2, com exclusividade, apresenta dados colhidos pela reportagem sobre a situação parlamentar da bancada maranhense no Congresso Nacional. Em um levantamento feito no portal da Câmara dos Deputados e atualizado no último dia 09 de junho de 2017, com base nos primeiros meses deste ano, revela que deputados maranhenses da base aliada do presidente Michel Temer (PMDB) ainda não realizaram nenhuma proposição parlamentar.

Lideram com nenhuma proposição na Câmara Federal, os deputados Alberto Filho (PMDB), Aluísio Mendes (PTN), João Marcelo de Souza (PMDB) e Juscelino Filho (DEM). Neste caso, a escala foi contada de zero a 10 e mostrou em primeiro lugar, com boas pontuações, os deputados Rubens Pereira Júnior (PCdoB), com 11 proposições, Hildo Rocha (PMDB), com 10, e Weverton Rocha (PDT), com 9, respectivamente.

Em quantidade de discursos, a situação piora. André Fufuca (PP) e Juscelino Filho realizaram apenas 1 discurso cada, seguidos por Waldir Maranhão com apenas 2 discursos num total de 70 já realizados até a data de atualização do levantamento. Com maior número de falas na tribuna parlamentar federal, Hildo Rocha aparece em primeiro lugar com 59 discursos, seguido por Rubens Jr com 41, e Weverton Rocha com 27;

Na relação de projetos relatados, João Marcelo aparece novamente na lista com nenhum projeto ao lado de André Fufuca e Luana Costa (PSB). Nos primeiros lugares nesta categoria que vai de 0 a 45 projetos relatados, Hildo Rocha aparece novamente em primeiro, com 40 propostas, seguido por Rubens Jr, com 13, e Juscelino Filho com 7.

  • Jorge Vieira
  • 16/jun/2017

Doleiro admite à Polícia Federal operar caixa 2 do PMDB

Em negociação. Preso há quase um ano, o doleiro Lúcio Bolonha Funaro prestou depoimento à Polícia Federal na última quarta-feira; ele tenta firmar acordo de delação – André Coelho / Agência O Globo / 4-7-2016

O Globo — Em depoimento prestado na quarta-feira à Polícia Federal, o doleiro Lúcio Bolonha Funaro reconheceu ter operado caixa dois do PMDB e fez acusações ao presidente Michel Temer. Segundo uma pessoa com acesso ao interrogatório, o doleiro sustentou que Temer, que presidiu o PMDB de 2001 a 2016, tinha conhecimento de doações ilícitas de campanha feitas à legenda. A fonte, porém, não detalhou o grau de conhecimento de Temer sobre essas doações.

Procurada pelo GLOBO, a assessoria do presidente Michel Temer negou em nota ter tido conhecimento de financiamento ilegal de campanha para a sigla. “O presidente Michel Temer somente tinha conhecimento de doações legais ao partido”, informa a nota.

Ao longo de quatro horas, o doleiro falou também sobre como funcionavam nomeações a cargos públicos articuladas pelo PMDB e associadas a desvios de recursos. Apontado como aliado do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em esquemas de corrupção, Funaro está preso há quase um ano. Nas últimas semanas, ele contratou um advogado especialista em delação premiada. Apesar dos contatos com o Ministério Público Federal (MPF), não há informações de que o acordo tenha sido fechado.

Ainda na audiência desta quarta-feira, Funaro negou, no entanto, que ele ou seus familiares tenham recebido recursos da J&F, holding que controla a JBS, para se manter calado. O doleiro atribui o recebimento de recursos dos irmãos Batista, donos da multinacional, a três contratos legais que mantinham com ele para prestação de serviços em operações de mercado.

Segundo o doleiro, a mala com R$ 400 mil em dinheiro vivo recebidos por sua irmã, Roberta Funaro, que chegou a ser presa na Operação Patmos, deflagrada a partir das delações da JBS, também é parte do pagamento por serviços prestados de forma lícita. As investigações, no entanto, apontam que o dinheiro seria para comprar o silêncio de Funaro na cadeia.

A Procuradoria-Geral da República sustenta, a partir de uma gravação feita por Joesley Batista, que o presidente Temer deu aval para que o empresário continuasse comprando o silêncio de Funaro e de Eduardo Cunha. O presidente contesta a versão. A gravação está sendo periciada pela Polícia Federal.

Assim como Funaro, Eduardo Cunha também negou, em depoimento prestado na quarta-feira em Curitiba, onde está preso, ter recebido dinheiro da JBS para ficar calado. Segundo o advogado Rodrigo Sanchez Ríos, que acompanhou a oitiva do ex-deputado, Cunha afirmou que seu silêncio nunca esteve à venda. Ele foi condenado a 15 anos de prisão pelo juiz Sergio Moro por colaborar no esquema de corrupção da Petrobras.

Funaro é réu na Operação Lava-Jato e está preso desde julho do ano passado. A denúncia sustenta que o doleiro operava um esquema de corrupção que cobrava propina de empresas interessadas em obter empréstimos do FI-FGTS (Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), feudo controlado pelo PMDB.

RESERVA POR DESRESPEITO A ACORDO ANTERIOR

Investigações apontam ainda Funaro como suspeito de ter intermediado um repasse de R$ 4 milhões da Odebrecht para um grupo de políticos do PMDB mais próximos ao presidente Temer. A avaliação é de que uma delação de Funaro pode complicar a defesa de Temer, que passou à condição de investigado por autorização do Supremo Tribunal Federal.

Uma eventual delação de Funaro, porém, é avaliada com cuidado pelos procuradores. Investigado no processo do mensalão, o doleiro fechou colaboração com o Ministério Público Federal e acabou se livrando de punições. Mas quebrou um dos termos do acordo, que era não voltar a praticar crime doloso.

O entorno do presidente Michel Temer também receia que Cunha resolva fazer delação e possa implicar o presidente. Segundo interlocutores do ex-deputado, no entanto, Cunha ainda avalia os próximos passos e não pretende tomar decisão enquanto não tiver acesso à íntegra dos documentos do inquérito aberto a partir da delação da JBS. Ele teme que sua situação se complique.

Cunha pode ser implicado numa eventual delação de Funaro. No mesmo depoimento que negou ter o silêncio comprado, o ex-deputado foi interpelado com 47 das 82 perguntas formuladas pela PF ao presidente Temer no inquérito que investiga se ele cometeu crime de corrupção, obstrução à Justiça e organização criminosa.

O ex-deputado respondeu 23 questionamentos, segundo o advogado, que não estavam relacionados ao processo sobre cobrança de propina para facilitar empréstimos do FGTS. Isso porque, em relação a esse tema específico, conforme a defesa, é mais fácil responder nos autos. O presidente Temer se negou a responder as perguntas da PF. (Por Renata Mariz)

  • Jorge Vieira
  • 15/jun/2017

Emserh gerencia 70% das unidades estaduais de saúde e tem garantido resultados positivos na rede de atendimento, diz secretário

Secretário de Saúde Carlos Lula

Estabelecer um novo conceito e padrão de qualidade para a saúde do Maranhão tem sido uma das frentes da gestão estadual. Para isso, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, tem buscado reduzir a atuação de empresas terceirizadas e concentrado a gestão das unidades na Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), que vem realizando um trabalho que beneficia o usuário do sistema público de saúde.

“A Emserh, além de uma iniciativa pioneira e bem sucedida do Governo, representa para a saúde estadual maior compromisso com a coisa pública, considerando sua natureza. Mais do que isso: ela traz, desde a sua concepção, uma política de gestão que tem foco no usuário, que privilegia a qualificação dos profissionais e a humanização do atendimento, além de procedimentos técnicos bem executados”, disse o secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula.

A empresa atualmente agrega a gestão de 70% das unidades de saúde do estado. Entre elas, estão algumas que são referências em serviços especializados como o Hospital de Câncer do Maranhão, o Hospital Presidente Vargas, o Hospital Macrorregional de Coroatá, o Hospital Geral de Grajaú, o Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde (CER) do Olho D’Água, entre outras.  Tendo efetivamente iniciado em 2015 a gestão de quatro unidades, a Emserh é responsável hoje pelos serviços de saúde ofertados em 44 unidades, espalhadas pela capital e interior do Maranhão. E para primar pela qualidade da prestação desses serviços, realiza um trabalho de Gestão de Qualidade que tem como meta padronizar os processos em todas elas.

De acordo a superintendente de Assistência à Saúde da SES, Jamilly Pontes, o estabelecimento dos padrões e protocolos a serem seguidos, tem garantido, à 70% das unidades, qualidade. “Com a Emserh, a gente está trabalhando para deixar nossas unidades em um nível de atualização muito bom, usando protocolos muito atuais e uma equipe que está sempre em contínuo aperfeiçoamento. Isso pra gente é um padrão muito bom e dá uma segurança, porque além de treinar, eles ensinam a trabalhar os indicadores e metas, para que seja possível fazer uma avaliação do serviço”, explicou.

Segundo a gerente da Gestão de Qualidade da Emserh, Ana Carolina Marques, o pontapé para alcançar o nível de qualidade que é exigido hoje pela Rede é iniciado com os diagnósticos produzidos pela equipe. “Quando a gente entra em uma unidade, a gente faz um relatório de diagnóstico e a diagnostica como um todo: se tem falta de pessoas, de equipamentos, se tem deficiência nos processos. A partir disso, a gente divide isso tudo e sinaliza para os setores competentes. Como passo seguinte, iniciamos a reestruturação dessa unidade, agindo em várias frentes, cada setor dentro de sua competência”, explicou

Por meio da implementação de rotinas e protocolos padronizados, a Emserh tem conseguido ter controle da produtividade das unidades e da economia que esses processos tem gerado para a saúde do Maranhão. Um exemplo concreto que é reflexo deste trabalho é o estabelecimento de processos dentro das farmácias das unidades.

Mais economia

Além de estarem melhor organizadas e controladas – apenas o farmacêutico tem acesso às medicações, não sendo mais permitido retirada de material por qualquer profissional da unidade -, é executado em todas as farmácias um processo chamado lista de medicamentos para remanejamento, que somente no Hospital Regional de Caxias Dr. Everaldo Ferreira Aragão, em Caxias, no período de setembro a novembro de 2016, gerou uma economia de R$ 17.990,00 no gasto com itens de farmácia.

O processo consiste em identificar os medicamentos que estão próximos da data de vencimento em cada farmácia das unidades administradas pela Emserh. Após a identificação, a gestão de qualidade repassa a lista para o setor de Gestão Hospitalar, que faz a compra de medicamentos para que seja identificado em quais unidades são necessários medicamentos para uso urgente e o remanejamento é realizado, tornando a compra em caráter de urgência desnecessária.

A gestão do abastecimento das farmácias promove economia com os gastos da saúde. Processos similares a esse já garantiram uma economia de 15 a 20% por unidade de saúde administrada, traduzida numa economia mensal de dez milhões de reais aos cofres públicos.

No Hospital Macrorregional de Presidente Dutra que, anteriormente era administrado pelo Instituto Cidadania e Natureza (ICN), as mudanças com implantação da Gestão de Qualidade da Emserh foram substanciais.

“Conseguimos trocar poltronas e colchões, o que aumentou o número de leitos disponibilizados aos pacientes, colocamos mais um respirador na sala de reanimação, sem contar as mudanças de organização que facilitam o dia a dia da unidade: organização de medicação seguindo um padrão, organização do posto, tudo identificado com etiqueta, sinalização de salas, entre outros”, explicou Ana Carolina Marques.

Outro procedimento implantado inicialmente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da capital e depois estendido para todas as unidades administradas pela empresa foi a padronização das recepções, conforme o estabelecido pelo Protocolo de Manchester, normativa definida e obrigatória pelo Ministério da Saúde (MS).
Os pacientes são classificados e identificados de acordo com a gravidade da situação que chegam ao hospital, o que agiliza o atendimento e facilita para que qualquer profissional da unidade identifique a condição daquele paciente.

“Hoje, também temos em todas as unidades a adesivação, que é um protocolo de segurança do paciente, onde há a identificação desde o acompanhante, a identificação do paciente, a identificação do paciente no leito com pulseira. São exigências do Ministérios que precisam ser seguidas, que as unidades não tinham e quando foram incorporadas à Emserh passaram a ter”, comentou, Ana Carolina Marques.

O retorno positivo da Gestão de Qualidade da Emserh tem inspirado a Rede a, inclusive, implementar alguns dos protocolos em unidades geridas por outros institutos. “O modelo que a Emserh hoje oferece para nós é o case que queremos usar futuramente em todas as unidades da Rede. A empresa está sendo referência até quando se pensa numa base para se ter de treinamento com os outros institutos, porque os resultados têm sido bem positivos quantitativa e qualitativamente”, avaliou a superintendente de Assistência à Saúde da SES, Jamilly Pontes.

Junto à Rede, a Emserh tem participação efetiva no processo de democratização da saúde que está sendo implantado. A ação reforça o compromisso do Governo do Maranhão com a gestão da saúde, com o constante acompanhamento do trabalho desenvolvido na saúde pública estadual e, sobretudo, compromisso com o usuário, demonstrando que é possível executar um atendimento de saúde público e satisfatório.

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