Políticos de destaque e dirigentes dos partidos que assinaram o pedido de intervenção federal na Segurança Pública do Maranhão, uma clara tentativa do grupo que se articula em torno da oligarquia em provocar constrangimento ao governador Flávio Dino, são acusados de envolvimentos em escândalos de corrupção e seriam os menos indicados e fazerem tal pedido . No MDB, da dupla Roseana/Lobão, o senador enroscado até o pescoço na Operação Lava Jato, seguramente é quem carrega o estandarte do “bloco do colarinho branco”.
Um rápido levantamento sobre o histórico de algumas legendas cujos seus dirigentes insistem em criar factoides, como o pedido de intervenção sem sentido, para tentar arranhar a imagem do governador, mostra que no MDB Roseana e Lobão são protagonistas de inúmeros escândalos. O caso mais famoso de Roseana foi a montanha de nota de cinquenta reais encontrada nos cofres da Lunus, em 2002, empresa da ex-governadora e do marido Jorge Murad.
A mala de dinheiro que o doleiro Alberto Yousseff disse ter entregue a um auxiliar de Roseana como propina pelo pagamento do precatório da empreiteira Constran, assim como suposto desvio de recursos nas enchentes do Maranhão, em 2009, compõem o cenário de acusações contra a filha de Sarney.
O senador Edison Lobão, acusado por vários delatores como beneficiário do esquema de corrupção que sangrou empresas ligadas diretamente ao Ministério de Minas e Energia, caso da Petrobrás e Eletrobras, é voz corrente nos bastidores que vai jogar a vida da tentativa de reeleição para fugir do juiz Sérgio Moro e manter a investigação contra ele no Supremo Tribunal Federal.
O PSDB, outro signatário do pedido de intervenção, seu principal dirigente no Estado, senador Roberto Rocha, responde por captação ilícita de recursos em sua campanha eleitoral de 2014. Rocha carrega com ele a acusação de ter traído o grupo de partidos do o elegeu senador em 2014 e de tramar contra os interesses do Maranhão.
Aliado da oligarquia Sarney, o PSD é comandado no Maranhão pelo ex-secretário da Fazenda no governo Roseana, o investigado Cláudio Trinchão, acusado de comandar esquema na Secretaria de Fazenda do Estado do Maranhão., conhecido como “Máfia da Sefaz” Teve bens bloqueados pela Justiça
Sarney Filho, que lançou sua candidatura do Senado pelo PV é outro que já enfrentou problemas com a Justiça~. Em 2010, Sarney Filho foi atingido pela Lei da Ficha Limpa. Sua candidatura chegou a ser impugnada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) do Maranhão. Ele foi acusado de abuso de poder econômico. No entanto, após recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral, o deputado conseguiu manter o registro de sua candidatura.
O parlamentar, no entanto, em 2009, foi investigado pelo Ministério Público por ter usado sua cota parlamentar de passagens aéreas para viajar com a família para o exterior. Em setembro do ano passado, a CPI da Petrobras recebeu das mãos do deputado Jorge Solla (PT-BA) cópias de documentos da contabilidade extraoficial da Odebrecht, do fim da década de 1980, com registros de pagamento de propina a políticos das obras executadas naquela época. No material, entregue ao delegado Bráulio Cézar Galloni, coordenador-geral da Polícia Fazendária, constava o nome do deputado José Sarney Filho.
Entre as siglas consideradas nanicas, o PHS tem com vice-presidente nacional, Jorge Arturo, o “Rei dos Precatórios”, ligado ao Clã Sarney, e foi acusado de fazer parte do esquema de desvios conhecido como Máfia da Sefaz, que tem como principal artífice o ex-secretário da Fazenda do governo Roseana, Cláudio Trinchão.
O PODEMOS tem como candidata a ex-deputada Maura , que foi condenada em 2016, em primeira instância, à perda do mandato político e a devolver mais de R$ 200 mil reais para os cofres públicos, além de multa de mais de R$ 700 mil reais, por desrespeito ao art 37 da Constituição Federal, usando publicidade institucional, a fim de obter promoção pessoal.
Outros dois nanicos que fazem oposição ao governo e seu dirigentes têm contas a acertar com a justiça são PRTB e PSDC. O primeiro é dirigido por Márcio Coutinho, advogado pessoal de Lobão, envolvido com o escândalo da Petrobrás. Foi denunciado por não ter pago dívida de R$ 26 mil referente a uma compra de concreto. Foi apontado, pela Procuradoria Geral da República, como elo em esquema que envolve o senador Lobão, no caso da holding Diamond Mountain. Já o PSDC teve seu ex-presidente, Aragão do IDAC, preso em Operação da Polícia Federal, acusado de desviar mais de R$ 100 milhões da Secretaria de Saúde, em esquema com o ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad. O atual presidente, Pastor Bel, foi envolvido em caso de corrupção ao ter usado verba indenizatória para comemorar o revellion em Fortaleza.
Um levantamento realizado pela LCA Consultores – a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) –e divulgado pelo jornal Valor Econômico dando conta de que a extrema pobreza aumentou em todo o Brasil não pode ser levado para âmbito comparativo por conta das mudanças no processo de aferição.
De acordo com os dados, o número de miseráveis no Brasil aumentou em 1,5 milhão. Na grande São Paulo, por exemplo, a extrema pobreza aumentou em 35%. Números absurdos do ponto de vista lógico, mesmo o país passando pela maior recessão da sua história.
No Maranhão, a mídia ligada à oligarquia Sarney tem explorado o assunto sem explicar que a coleta desses números mudou e está abrangendo um número maior de habitantes. Seria, por exemplo, como se os dados fossem coletados anteriormente com uma população de 2 milhões de pessoas e agora para 4 milhões. Óbvio que o aumento foi elevado em todo o país, sobretudo nas capitais.
A única certeza sobre a extrema pobreza que todo o Brasil tem é de que a herança deixada por mais de quatro décadas de regime oligárquico foi o Maranhão ser o estado mais pobre e miserável do país. Esse dado aí todos os levantamentos já constataram diversas vezes.
Ricardo Galhardo – enviado especial, O Estado de S. Paulo
Estadão – Depois de 28 anos domiciliado eleitoralmente no Amapá, o ex-presidente José Sarney transferiu o título de eleitor de volta para o Maranhão, sua terra natal e berço político. Sarney alega motivos pessoais para o retorno, mas, segundo amigos e colaboradores, o ex-presidente só fala em duas coisas: evitar o esfacelamento de seu clã e tirar a qualquer custo do Palácio dos Leões o governador Flávio Dino (PC do B), eleito em 2014 depois de 40 anos de domínio quase ininterrupto do sarneyzismo no Estado.
“O que Sarney pensa é em voltar ao poder no Maranhão. Nem é tanto pelo poder em si, mas por uma maneira de dar a volta por cima, de no final não ser um homem derrotado, marginalizado”, disse o presidente da Academia Maranhense de Letras (AML), Benedito Buzar, um dos amigos mais próximos do ex-presidente. “Dino tem agido com uma agressividade terrível contra os Sarney”, completou.

Comemoração do aniversario do ex-presidente Jose Sarney – FOTO ESTADAO
Com 88 anos recém completados, Sarney mantém diariamente um espaço em sua agenda para receber os políticos locais. Três líderes de partidos da base de Dino disseram, sob anonimato, ter recebido propostas do ex-presidente para apoiar a pré-candidatura de Roseana Sarney (MDB) ao governo.
Apesar da atividade política intensa, o ex-presidente tem colhido fracassos na tentativa de minar a ampla aliança que dá sustentação a Dino. Articulações para trazer o DEM, PP, PRB até agora falharam. As manobras para filiar a ex-governadora ao DEM e o filho Zequinha (PV) ao PSD também fracassaram. “A falta de um cargo atrapalha”, disse Buzar.
Simbólico. A família nega que o patriarca esteja envolvido diretamente nas articulações. “Não tenho visto muito esforço dele neste sentido”, disse o neto Adriano Sarney, deputado estadual pelo PV. Para ele, o significado do retorno de Sarney para o Maranhão é mais simbólico do que prático. “Mas meu avô sempre diz que a política só tem a porta de entrada”, afirmou Adriano.
Na terça-feira, quando fez aniversário, o ex-presidente disse a amigos que pretende sair do luxuoso apartamento avaliado em R$ 4 milhões onde mora, no bairro Ponta d’Areia, e voltar para a antiga casa da família na praia do Calhau. Sarney reclama que a vida em condomínio, com portarias e elevadores, dificulta os contatos políticos, ao contrário da casa avarandada do Calhau, onde o portão está sempre aberto. Segundo amigos e aliados, há muitos anos Sarney não passava tanto tempo em São Luís.
Na quarta-feira foi para Nova York onde deve acompanhar as cirurgias no joelho da mulher, a ex-primeira-dama dona Marly, de 85 anos. O casal foi acompanhado de filhos e netos no jatinho particular do empresário Mauro Fecury, dono da Ceuma, uma das maiores universidades privadas do país.
O próximo passo, segundo amigos, é abandonar de vez Brasília, onde mantém uma casa, para se estabelecer apenas em São Luís. O que impede é a política. A ligação de Sarney com o poder federal é, hoje, mais do que nunca, uma das principais fontes de poder do clã.
As comemorações pelo Dia do Trabalhador, 1º de maio, este ano serão diferentes em Paço do Lumiar. O prefeito Domingos Dutra (PCdoB) realizará uma grande caminhada, às 9h, para entregar as 31 ruas pavimentadas no Maiobão este ano pela Prefeitura de Paço do Lumiar com recursos próprios. A concentração ocorrerá a partir das 8h30, próximo ao Colégio Domingos Vieira Filho, na Avenida 13 do Maiobão.
A ação rigoroso do inverno continua causando destruição nos municípios da Baixada Maranhense. As fortes chuvas que caíram nas últimas 24 horas provocaram alagamentos e desabrigaram famílias em Santa Helena. A cheia do Rio Turi invadiu ruas da cidade e danificou o cais da Beira Rio. Prefeito Zezildo visitou áreas atingidas e procurou autoridades para ajudar.




Reportagem da Folha de S.Paulo deste sábado (28) mostra a transformação pelo qual passou o sistema penitenciário do Maranhão desde 2015. O jornal fala sobre as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs), modelo adotado pelo Governo do Maranhão em parte do sistema.
São prisões humanizadas nas quais os presos fazem todos os serviços gerais, com um custo dois terços menor que em presídios comuns.
A Folha conta que as Apacs têm limite de 200 internos por unidade e índice de reincidência criminal de 20%, contra 85% do modelo tradicional. “As Apacs vêm se mostrando uma alternativa em meio ao caos de penitenciárias superlotadas e dominadas por facções”, diz a reportagem.
“É o caso do Maranhão, após uma série de rebeliões e massacre de Pedrinhas, penitenciária de segurança máxima da capital entre 2013 e 2016. Seis Apacs já estão em funcionamento no estado e outras duas devem ser abertas em breve”, acrescenta o texto.
“A primeira Apac em uma capital foi justamente a de São Luís, que nasceu dentro daquele contexto grave com decapitações de presos em Pedrinhas”, diz à Folha Valdeci Ferreira, presidente da Fraternidade Brasileira de assistência aos Condenados (Fbac).
A reportagem ressalta que um preso na Apac custa em média R$ 1.000, por mês, contra R$ 3.500 no sistema comum.
“Há mais de cinco anos eu não realizava uma consulta médica. Nós, homens, relutamos muito para ir a médicos, o que acaba acarretando problemas futuros à nossa saúde. Por isso aproveitei a presença do mutirão de serviços da Prefeitura aqui em nosso bairro e fiz logo diversas consultas que estava precisando”, relatou o pedreiro Daniel Reis, 61 anos, uma das primeiras pessoas a ser atendidas na culminância do Programa Todos por São, realizado neste sábado (28), na Vila Ariri, nova comunidade da região Itaqui-Bacanga a receber o projeto que é executado pela Prefeitura de São Luís.
É para pessoas como o Daniel Reis e tantas outras que necessitam da presença mais próxima do poder público que o Todos por São Luís se destina. Em sua 61ª edição, o programa já atendeu mais de meio milhão de pessoas com ações em diversas áreas como saúde, assistência social, segurança alimentar, arte, educação, esporte e lazer, entre outras. Mais de 430 bairros da capital já foram contemplados com ações do projeto que tem como coordenadora geral a primeira-dama Camila Holanda.
“A cada realização do Todos por São Luís temos a oportunidade de estar mais perto das pessoas, olhar em seus olhos e ouvir seus anseios, porque esse é o objetivo primordial desse projeto tão importante e que tem a marca da gestão do prefeito Edivaldo, que busca sempre cuidar com carinho das pessoas e valorizar a vida comunitária”, afirmou Camila Holanda.
A caravana itinerante de serviços sociais desenvolvidos pelo Programa Todos por São Luís contemplou pela 13ª vez comunidade da área Itaqui-Bacanga, uma das regiões mais populosas da capital maranhense. Na culminância do programa na Vila Ariri, a população teve acesso a atendimentos de saúde como consultas com clínico geral, oftalmologista, pediatra, ginecologista, ortopedista, nutricionista, dentista, além de atendimento de saúde bucal, aferição da pressão arterial, teste rápido de HIV e aconselhamento, distribuição de preservativos, orientação sobre tuberculose, cadastro para cartão do SUS, farmácia básica, vacinação humana e animal, entre outras ações.
SERVIÇOS
A ação na Vila Ariri contou, ainda, com o suporte do Consultório Volante do Programa Saúde para Todos para a realização de exames preventivos ginecológicos, atendimento odontológico, entre outros serviços de saúde.
Além dos serviços de saúde preventiva, os moradores da Vila Ariri e bairros adjacentes também receberam atendimento social do Cras e Creas, no qual obtêm informações sobre Cadastro Único, recadastramento do NIS e orientações sobre o Bolsa Família; do Espaço do Empreendedor, para formalização de pequenos negócios; além do atendimento do Seja Digital, para aquisição do kit de conversão da TV analógica para o sistema digital, entre outras ações.
Outros espaços bastante frequentados do mutirão foram os de embelezamento, onde os visitantes puderam realizar cortes de cabelo, limpeza de pele, maquiagem, entre outros serviços na área.
A dona de casa Alexsandra Torres Rodrigues, 22 anos, chegou cedo ao local para participar da ação. “A gente passa o tempo todo envolvida com os trabalhos domésticos que, quando temos uma oportunidade como essa, não podemos perder”, disse ela, sorrindo, enquanto recebia os cuidados no setor de embelezamento do mutirão. Antes, ela levou o filho Alenylson, 3 anos, ao consultório odontológico do mutirão, onde o garoto fez aplicação de flúor e limpeza nos dentes.
A também dona de casa, Gracilene Arouche dos Santos, 34 anos, levou o filho ao pediatra. “Por diversos motivos, sejam eles pela correria diária, a jornada intensa de trabalho ou falta de dinheiro mesmo, deixamos de nos cuidar e de dar a atenção devida à saúde de nossos filhos. O mutirão realizado pela Prefeitura nos proporciona essa oportunidade, pois além de facilitar o atendimento, vem até nossa comunidade”, relatou.
Já a pequena Yasmim Pinheiro Silva, 8 anos, só queria brincar no estande de arte infantil montado no espaço. Feliz, ela mostra o desenho que começava a pintar. “Adoro desenhar e pintar, por isso sempre que vou ao mutirão fico nesse espaço que é o meu preferido”, contou a menina.
OFICINAS
Durante a semana, a programa desenvolveu na comunidade capacitações por meio de diversos cursos e oficinas, como panificação, culinária regional, confecção de artesanatos, chaveiros, porta-toalhas, elaboração de bombons regionais, salgados, sorvete, entre outras oficinas.