por Cristiane Jungblut

A pré-candidata da Rede à Presidência, Marina Silva, em evento em Brasília 05/07/2018 – Foto – Adriano Machado / REUTERS
O Globo — Pré-candidatos à Presidência e dirigentes partidários manifestaram preocupação com a insegurança jurídica no país ao comentarem a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a batalha judicial no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF–4) em torno de sua prisão. Os pré-candidatos do Podemos, Alvaro Dias, e do PSL, Jair Bolsonaro, criticaram ainda o desembargador Rogério Favreto, que determinou a soltura de Lula durante plantão na presidência do TRF-4, por sua ligação com o PT. A decisão acabou suspensa em definitivo pelo presidente do TRF-4, Carlos Thompson Flores.
Assim que a decisão de Favreto saiu, dirigentes partidários também passaram a fazer contas dentro do xadrez eleitoral. Os adversários do ex-presidente avaliam que o PT ganharia muita força com a liberdade de Lula, que poderia fazer campanha abertamente. Esses adversários mantém o entendimento de que Lula não será o candidato do PT porque está inelegível pela Lei da Ficha Limpa, mas o vêem como um cabo eleitoral imbatível.
O pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, disse que o Judiciário precisa ser “ponto de equilíbrio” e não fonte de insegurança jurídica, ao comentar a batalha judicial de domingo. Alckmin disse que manter ou não Lula preso precisa ser uma decisão jurídica e “não política”.
— Manter Lula ou qualquer outro cidadão brasileiro preso não pode ser uma decisão política, mas sim da Justiça. O Brasil precisa de ordem e segurança jurídica em todas as áreas. Não podemos transformar o sistema de justiça em fator de instabilidade. Ao contrário, o Judiciário deve ser ponto de equilíbrio — disse Alckmin.
Bolsonaro, por sua vez, disse nas redes sociais que as instituições estão “aparelhadas. Ele lembrou que Favreto foi filiado ao PT. E criticou o deputado Wadih Damous (PT-RJ), que é um dos autores do novo pedido de liberdade para Lula, ironizando inclusive sua conduta como parlamentar.
— Um dos autores do HC é o senhor Wadih Damous, ex-presidente da OAB-RJ e atualmente suplente de deputado do PT. Esse mesmo que, há pouco, disse que o Supremo Tribunal Federal (STF) tinha que ser fechado por não reinterpretar a prisão em segunda instância — disse Bolsonaro.
Alvaro Dias, disse que Favreto agiu de forma “aloprada”:
— Uma decisão aloprada, de um antigo militante do PT, que militou durante 20 anos no PT e hoje é desembargador. Adota uma competência absolutamente imoral e ilegal. Isso é uma afronta à sociedade brasileira. Provoca indignação.
Ex-ministro de Lula, o pré-candidato do MDB, Henrique Meirelles, mostrou preocupação com uma politização da Justiça:
— Respeito decisões judiciais de última instância e sou absolutamente contra a politização da Justiça. O sistema judicial é pilar da nossa democracia, e o respeito às normas processuais é essencial — disse.
Também ex-ministra de Lula, a pré-candidata da Rede, Marina Silva, disse que estava acompanhando o desenrolar dos fatos com “atenção e preocupação”:
— O Estado de Direito é pilar da democracia e a observância às normas e regras processuais é o caminho pelo qual é possível legitimar a proteção jurídica a quem quer que seja. A atuação excepcional de magistrado, durante um plantão judicial de fim de semana, não sendo o juiz natural da causa, não deveria provocar turbulências políticas que coloquem em dúvida a própria autoridade das decisões judiciais colegiadas, em especial a do STF — disse Marina, nas redes sociais.
A avaliação de partidos do chamado centrão é que uma atuação maior de Lula fortaleceria um candidato do PT. O ex-presidente atuaria como cabo eleitoral para um candidato do partido, que poderia ser Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, ou Jaques Wagner, ex-governador da Bahia. Por outro lado, um fortalecimento de uma candidatura do PT enfraqueceria, na visão destes partidos, os pré-candidatos Ciro Gomes e Marina Silva, porque eles são os maiores herdeiros dos votos de Lula.
— Lula solto mudaria tudo — definiu um experiente dirigente partidário do centrão.
O chamado blocão começa a afunilar sua posição em reunião na próxima quarta-feira. Mas até nisso os partidos estão divididos. Dirigentes dos apoiadores de Ciro avaliavam que nada mudava na situação com um fortalecimento do PT. Já os defensores de um apoio a Alckmin diziam que a polarização PT e um nome de centro favorece o tucano, porque remonta à polarização entre um candidato de esquerda e um de centro.
Já os dirigentes do PT passaram o dia com o discurso de que Lula está sendo “vítima”. Independentemente da decisão, o PT conseguiu retomar a mobilização em torno do nome do ex-presidente. Wadih Damous, que atua como advogado do ex-presidente também, e o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), fizeram pronunciamento criticando a decisão do juiz Sergio Moro de não cumprir a decisão de Favreto.
— Essa situação mostra que o presidente Lula é um sequestrado político. Sergio Moro se comporta como capitão do mato e será processado, ele cometeu de crime de desobediência — disse Wadih Damous.
Parlamentares do PT foram às redes sociais defender Lula.
— Só não vê quem não quer! Lula é vítima de um vale-tudo judicial. Ele pode continuar preso, mas a batalha jurídica que acontece hoje para impedir sua soltura terá seu preço político. Hoje abriu mais um buraco na narrativa dos que sempre negaram a perseguição — disse o deputado Marco Maia (PT-RS).
O senador Lindberg Farias (PT-RJ) destacou que Moro estava de férias.
— Moro, em Portugal, ligou para a Polícia Federal e mandou descumprir a decisão judicial. É um escândalo! — disse o senador.

Fernando Haddad visitou o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, na superintendência da polícia federal em Curitiba. FOTO Denis Ferreira Netto / ESTADÃO
Estadão – Os partidos de esquerda que apresentaram nomes na disputa presidencial – PDT, PCdoB e PSB – já consideram Fernando Haddad o virtual candidato do PT à Presidência após os recentes sinais emitidos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato. O avanço do ex-prefeito de São Paulo, porém, é alvo de forte oposição interna no PT.
A indicação de que Haddad assumiu o posto de opção preferencial de Lula caso a candidatura do ex-presidente seja barrada pela Lei da Ficha Limpa é clara aos olhos dos antigos aliados: foi escolhido para ser advogado de Lula, passou a ter trânsito livre com o ex-presidente, entrou na corrente Construindo um Novo Brasil, que é majoritária no PT. Além disso, foi o nomeado para representar Lula em uma conversa com o general Eduardo Villas Bôas – o comandante do Exército tem se encontrado com os principais pré-candidatos à Presidência.
Além disso, Haddad tem viajado o Brasil na condição de coordenador do programa de governo do PT e mantém contato frequente com líderes de outros partidos. É como se fosse uma espécie de embaixador de Lula.
Para o presidente do PDT, Carlos Lupi, a escolha do PT foi feita. “O Haddad é o candidato do PT há mais de um ano. Ele foi escolhido por Lula. Quem quiser se iludir, que se iluda. Escreva, anote e depois me cobre.”
Questionado pelo Estado sobre uma eventual candidatura, Haddad respondeu de forma lacônica. “Não sou candidato”, afirmou o ex-prefeito, que disse que ingressou na corrente majoritária do PT a pedido de Lula.
Um dos focos de resistência a Haddad, no entanto, vem justamente de São Paulo, cidade que foi governada por ele. Reservadamente, petistas paulistanos dizem que o ex-prefeito se manteve distante do partido quando estava no poder. E temem que isso se repita caso ele chegue ao Palácio do Planalto.
A entrada na CNB aproximou Haddad de lideranças com trânsito na máquina partidária, como Rui Falcão e Emidio Souza. Um deputado petista que integra a direção nacional do partido disse que Lula costuma emitir sinais trocados e que, por isso, seria precipitado considerar Haddad como o plano B.
Esse mesmo petista avalia que o ex-prefeito está se expondo demais e considera o ex-governador baiano Jaques Wagner como o favorito de Lula. O problema é que Wagner resiste.
“Ele (Haddad) foi atrás da carteira da OAB para se apresentar como interlocutor. Foi mais uma oferta que demanda. Também há sinais de outros. Não percebo sinalização do próprio presidente”, disse Márcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Abramo, braço teórico do PT.
Assim como Haddad, Wagner também nega que possa disputar o Palácio do Planalto e repete o discurso da executiva petista de que não há uma plano B para Lula. Mesmo assim, o nome dele é citado por pessoas próximas ao ex-presidente como o preferido do líder petista.
Um sinal disso foi a decisão de entregar ao ex-governador da Bahia a missão de ler a carta que Lula escreveu para o lançamento de sua candidatura presidencial em um evento em Contagem, Minas Gerais. Mas Wagner desistiu em cima da hora de fazer a leitura.
Procurada, a presidente do PT, senadora Gleisi Hofmann, disse, por meio de sua assessoria, que não trabalha com nenhum plano B e nem C para a eventualidade de Lula não poder entrar na disputa. A versão oficial do PT é de que Haddad foi convidado para ser advogado de Lula para fazer articulações institucionais da pré-candidatura do ex-presidente.
O partido argumenta ainda que Haddad precisa ter acesso a Lula para discutir o programa de governo do partido. O último encontro entre os dois ocorreu na sexta-feira, 7, na sede da Polícia Federal em Curitiba. (Por Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo)

Vereador Pavão Filho lança sua candidatura a deputado federal dia 14/07
O vereador Pavão Filho será candidato a deputado federal pela legenda do PDT, principal partido da base da aliança que apoiará a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) e deve ser um dos principais nomes a disputar votos na Ilha de São Luís, cidade onde desenvolve importante trabalho voltado para a educação.
Parlamentar experiente, com vários mandados de deputado estadual e vereador da capital, Pavão lançará sua candidatura durante ato público que será realizado dia 14 julho, às 8h30, na sede da Fundação Maranhense de Assistência Comunitária (FUMAC), no Monte Castelo, instituição a qual o parlamentar dedica total atenção e que acabou lhe valendo o rótulo de vereador da educação.
Com o slogan “Pavão Filho o Deputado Federal da Educação”, o vereador tem tudo para conseguir seu objetivo pelos relevantes serviços prestados à população do Maranhão quando deputado estadual e, particularmente, de São Luís onde exerce atualmente mandato de vereador e tem se mostrado um grande aliado do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT).
O deputado estadual Eduardo Braide (PMN) disse com toda clareza à coluna Expresso, da Revista Época, o que falta para ele aceitar o desafio de enfrentar o governador Flávio Dino e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) nas eleições de outubro próximo: “Uma aliança que lhe permita participar dos debates”.
Presidente do nanico PMN, legenda que corre o risco de ser riscada do mapa partidário do país na próxima eleição por conta da cláusula de barreira, Braide disse a EXPRESSSO que sua participação nas eleições depende de o seu partido conseguir o apoio de uma legenda que reúna cinco deputados federais. Só assim ele será convidado a participar de debates.
Pelo que falou para a revista, Eduardo Braide pode ser considerado carta fora do baralho, pois até o momento, praticamente às vésperas da abertura do prazo para as convenções, nenhuma legenda que tenha condições de oferecer tempo necessários para que ele participe dos debates manifestou interesse em coligar com o PMN.
O pré-candidato a governador, no entanto, continua tentando criar condições para ser candidato, embora o tempo esteja ficando cada vez mais curto e a possibilidade seja cada vez mais remota.
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Reunião de Roseana Sarney em Pedreiras foi um fiasco, sobrou cadeira
A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) sentiu na pele o peso da rejeição da população à tentativa da oligarquia retomar o comando do Estado. A terceira edição da “Caravana da Guerreira” por onde passou colheu fracasso e muita decepção com a falta de público.

Roseana em Timon
Nos grandes municípios, como Caxias, Timon, Pedreiras, entre outros, a candidata da oligarquia praticamente falou para o vento, sentiu o golpe e muitos acham que o período de peregrinação da “guerreira” pelo interior do Maranhão encerrou com o retumbante fiasco do evento realizado na “Princesa do Sertão”.
A falta de receptividade da caravana, associada ao elevado índice de rejeição estariam fazendo a ex-governadora repensar a candidatura, inclusive já existem até apostas nos bastidores da sucessão estadual de que ela não será candidata, apenas mantém o nome para evitar uma debandada geral para a coligação de Flávio Dino.
O desânimo é provocado pela falta de resultado da campanha de perseguição que os veículos ligados ao grupo Sarney e seus satélites no blogosfera movem contra o governador. Quanto mais divulgam fake News, mais Flávio Dino cresce. Para completar, Roseana, sem ter o que apresentar de novo, parte para agressões Dino, que caminha a passos largos para renovar o mandato.
Com 90% das obras concluídas, o Ecoponto que está sendo instalado pela Prefeitura de São Luís no bairro São Raimundo entra em fase final de obra e deve ser inaugurado nos próximos dias pelo prefeito Edivaldo. O Ecoponto será o 11º entregue pelo prefeito, garantindo à população um espaço para a coleta seletiva e destinação ambientalmente adequada de materiais recicláveis ou em condições de reuso. Com isso, a Prefeitura segue avançando no cumprimento das metas estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Além de ser uma importante política de limpeza urbana, os Ecopontos também fortalecem a cadeia produtiva de resíduos sólidos em São Luís e fomenta a economia solidária. As obras do Ecoponto São Raimundo foram iniciadas em junho deste ano. O equipamento está localizado na Rua 04, próximo ao ponto final da linha de ônibus que atende ao bairro. As baias de alvenaria para acondicionamento de materiais recicláveis já estão concluídas, faltando apenas a colocação das placas de identificação, que seguem os padrões definidos de coleta seletiva: amarelo para metal, azul para papel, vermelho para plástico e verde para vidro. As instalações sanitárias e parte administrativa também já foram concluídas.
Os operários seguem trabalhando na concretagem do piso para manobra de veículos durante a descarga nas caixas estacionárias e na pavimentação com pedra brita da área de circulação de veículos e pedestres. “A estrutura dos Ecopontos foi projetada para ser uma área de fácil circulação de pessoas e veículos, de fácil identificação dos setores e com um modelo de fácil adaptação às características do terreno onde cada unidade é construída. Por isso, é uma obra que avança com rapidez”, informou a presidente do Comitê Gestor de Limpeza Urbana, Carolina Moraes Estrela.
Como ocorreu com os demais Ecopontos, o do bairro São Raimundo está sendo instalado em uma área conhecida por ser um ponto de descarte irregular na comunidade, deixando a localidade vulnerável à proliferação de criadouros para o mosquito Aedes aegypti, que transmite doenças como a dengue, chikungunya e zika vírus.
AVANÇOS – Implantada na primeira gestão do prefeito Edivaldo, a instalação dos Ecopontos foi um importante avanço na gestão de resíduos sólidos em São Luís. Atualmente, a capital conta com 10 equipamentos do tipo em pleno funcionamento, beneficiando 350 mil moradores de 91 bairros. Desde a inauguração do primeiro Ecoponto, localizado no Parque Amazonas, em maio de 2016, mais de 14 mil toneladas de resíduos sólidos foram encaminhadas para a reciclagem. Com os Ecopontos, São Luís faz parte do grupo de 7% das cidades brasileiras onde há políticas públicas efetivas de coleta seletiva e reciclagem.
Por meio dos Ecopontos, foi possível ainda fortalecer o trabalho das cooperativas de catadores, gerando emprego e renda, já que todos os materiais recicláveis descartados voluntariamente pela população de São Luís nos Ecopontos são carreados para as entidades de catadores. Com isso, a renda média mensal das cooperativas cresceu 575% nos dois anos de implantação dos Ecopontos.
Este ano, o prefeito Edivaldo anunciou a implantação de mais dez Ecopontos em São Luís e a construção de dois galpões de triagem que serão entregues às cooperativas de catadores. “Estamos fazendo estudos de áreas onde possam ser implantados os Ecopontos da nova bateria de equipamentos anunciados pelo prefeito Edivaldo. “Estamos buscando áreas em bairros como o Centro, Cidade Olímpica e na Zona Rural”, afirmou Carolina Moraes Estrela. O próximo bairro a receber um Ecoponto deve ser a Vila Isabel onde será instalado o primeiro galpão de triagem.
A caravana de pré-campanha de Roseana, já conhecida no Maranhão como “Caravana do Fracasso” está percorrendo mais 11 municípios desde a última terça-feira (03). Uma ausência tem chamado atenção de aliados e adversários da oligarquia, a do pré-candidato a senador Sarney Filho.
Organizador da última caravana que percorreu três municípios da Baixada Maranhense, Zequinha não apareceu em nenhum dos dois primeiros dias da atual edição dos atos malfadados da irmã. Sua ausência expõe o racha que existe dentro do seio da família Sarney.
O filho de José Sarney está incomodado com a presença de Edison Lobão na atual edição da caravana. Principal adversário de Zequinha, o atual senador, que luta pela reeleição, é o favorito caso o grupo Sarney consiga pelo menos uma vaga ao Senado nas eleições de outubro.
Sarney Filho teria exigido, como da vez passada, a não participação de Lobão nas caravanas. Roseana não aceitou, e o irmão acabou boicotando o evento.
A crise no clã Sarney só aumenta com a proximidade das eleições. E muita coisa ainda pode mudar nos próximos dias.