Após ser reeleito neste domingo (7), o governador Flávio Dino afirmou que vai “participar muito ativamente do segundo turno presidencial”. A disputa será entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).
“Considero que Lula é o maior presidente da história do nosso país, como disse o tempo inteiro na campanha. Haddad é quem melhor expressa o que buscamos para retomar o desenvolvimento brasileiro com justiça”.
“Considero de alta importância para o nosso Estado, para os pobres, para a classe trabalhadora, que Haddad vença o segundo turno. Vou dedicar enorme energia a esse objetivo”, afirmou Flávio.
O governador destacou a importância de Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar, no segundo turno. “Ciro Gomes tem um papel gigantesco a desempenhar com os demais governadores eleitos em primeiro turno. Tenho a convicção de que com nossas bancadas, movimentos populares, sindicalismo e liderança de patriotas como Ciro Gomes, podemos vencer a eleição presidencial”.
Está provado mais uma vez que discursos vazios na tribuna da Assembleia Legislativa em nada ajuda o deputado na hora da reeleição. A mais nova vítima do uso indevido da palavra atende pelo nome de Andrea Murad (MDB), a parlamentar que ao longo dos quatro anos do mandato conseguidos na época da fartura de dinheiro público, sentir o gosto amargo da rejeição dos eleitores, sempre severo com aqueles que usam o parlamento para agredir adversários sem apresentar nada de útil para as comunidades.
Andréa Murad, sem os helicópteros que cruzavam os céus do Maranhão em 2014 e com o pai sob a vigilância da Polícia Federal, não teve fôlego para aguentar uma campanha onde o governador Flávio Dino (PCdoB), que ela agrediu durante todo o mandato, tendo 61% os votos válidos da população, que desta vez resolveu excluir da vida pública de uma só vez as famílias Sarney, Lobão e Murad, e dá uma oxigenada na representação estadual. Agora só resta a Andrea dos discursos carregados de ódio chorar nos braços do pai, que disputou a eleição para deputado federal subjudice e teve votação decepcionante.
Na eleição para a Assembleia Legislativa do Maranhão, a surpresa ficou por conta da grande renovação. Dos 42 deputados apenas 18 conseguiram a reeleição. A renovação foi facilitada por alguns parlamentares que desistiram das candidaturas ou porque se candidataram a deputado federal, como foram os casos de Eduardo Braide, Bira do Pindaré e Edilázio Júnior. Veja abaixo a relação dos eleitos.
Detinha – PR.
Cleide Coutinho – PDT
Duarte Junior – PCdoB
Zé Gentil – PRB
Othelino Neto – PCdoB
Márcio Honaiser – PDT
Thaisa Hortegal – PP
Adriano Sarney – PV
Carlinhos Florencio – PCdoB
Neto Evangelista – DEM
Marcelo Tavares – PSB
Marco Aurélio do Teorema – PCdoB
Andreia Rezende – DEM
Fernando Pessoa – SD
Edson Araújo – PSB
Rafael Leitoa – PDT
Ana do Gás – PCdoB
Adelmo Soares – PCdoB
Glauberth Cutrim – PDT
Rigo Teles – PV
Paulo Neto – DEM
Daniella Tema – DEM
Yglésio Moyses – PDT
Vinicius Louro – PR
Hélio Soares – PR
Antonio Pereira – DEM
Ciro Neto – PP
Arnaldo Melo – MDB
Roberto Costa – MDB
Fábio Macedo – PDT
Rildo Amaral – SD
Ricardo Rios – PDT
Leonardo Sá – PRTB
Zé Inácio – PT
Pará Figueiredo – PSL
Helena Duailibe – SD
Mical Damasceno – PTB
César Pires – PV
Pastor Cavalcante – PROS
Wellington do Curso – PSDB
Wendell Lages – PMN
Felipe dos Pneus – PRTB
Apresentando algumas surpresas, veja a nova bancada do Maranhão na Câmara Federal a partir de 2019, que tem como campeão de votos o deputado Eduardo Braide (PMN).
Eduardo Braide – PMN
Josimar de Maranhãozinho – PR
Márcio Jerry – PCdoB
Junior Lourenço – PR
Rubens Pereira Junior – PCdoB
Pedro Lucas Fernandes – PTB
Edilázio – PSD
André Fufuca – PP
Aluísio Mendes – PODE
Cléber Verde – PRB
Bira do Pindaré – PSB
Juscelino Filho – DEM
Junior Marreca Filho – Patriota
Hildo Rocha – MDB
Zé Carlos – PT
Gil Cutrim – PDT
João Marcelo – MDB
Pastor Gildenemyr – PMN
A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) reconheceu a derrota na eleição deste ano e desejou sucesso ao governador reeleito, Flávio Dino (PCdoB), no primeiro turno. Foi a derrota mais humilhante após quatro mandatos. A situação ficou pior com a derrota também do irmão Sarney Filho para o Senado. Veja abaixo a íntegra da nota em que ela diz respeitar a vontade da maioria
Nota de Roseana
“As eleições representam a celebração da democracia. É o momento em que os cidadãos expressam suas vontades e suas escolhas. Com os resultados já conhecidos, e em respeito à decisão da maioria, parabenizo a todos os candidatos que se apresentaram à escolha popular”, destacou.
Ela também agradeceu o apoio da militância que esteve ao seu lado durante a campanha eleitoral.
“Agradeço, de coração, a todos que me ajudaram com o seu trabalho e sua dedicação em toda a minha carreira politica, especialmente nestas eleições. Ao governador Flávio Dino, aos senadores, deputados federais e estaduais eleitos, desejo sucesso no exercício de seus mandatos. A todos os maranhenses, o meu carinho e o meu reconhecimento”.
O governador Flávio Dino (PCdoB), com quase 89% das urnas apuradas, conforme haviam constatados todos os institutos de pesquisas ao longo da campanha, impôs derrota humilhante à representante da oligarquia, ex-governadora Roseana Sarney, elegeu os dois senadores, enterrando de vez o grupo político que ao longo de cinquenta anos, levou o Maranhão a ocupar o primeiro lugar entre os Estados mais pobre da Federação. Faltando apenas 10% das urnas, Dino lidera com 59,44% dos votos válidos.
O Dia 7 de outubro de 2018, portanto, ficará marcado na história como a data em que o eleitor maranhense foi às urnas colocar a última pá de cal na cova da oligarquia criada pelo ex-senador José Sarney, que estava em estado terminal desde 2014 quando Flávio Dino, após uma campanha empolgante, derrotou o candidato Edinho Lobão (MDB) e encerrou o ciclo de dominação do grupo comandado pelas famílias Sarney/Lobão/Murad.
As urnas começaram cantar cedo em favor de Flávio Dino, confirmando o que já era esperado pelos institutos que mediram a tendência do eleitorado. Desde o início da leitura dos sufrágios, Dino tomou a dianteira e assim se manteve até o final da apuração, para alegria dos correligionários que explodiam em comemoração a cada vez que o TRE-MA atualizava a contagem dos votos com o governador sempre acima dos 60%.
Com mais essa derrota, o grupo, na avaliação de vários políticos que serviram a família do ex-presidente José Sarney ao longo do tempo em que esteve no poder, deixará de existir, devendo nascer um novo grupamento político. Já a ex-governadora Roseana deverá se aposentar definitivamente da política, enquanto o velho oligarca poderá seguir o mesmo caminho.
O governador teve uma vitória completa, pois além de se reeleger com ampla vantagem sobre os adversários, elegeu os dois senadores e as maiores bancadas na Câmara Federal e Assembleia Legislativa do Maranhão, se consolidando como a maior liderança política do Estado na atualidade. Já o senador Roberto Rocha que tentou confrontar o seu criador sai desta eleição transformado em anão político.
Rocha decepcionou, levou um “banho” até da ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, que pegou carona na campanha do presidenciável Jair Bolsonaro e teve uma performance surpreendente ao conseguir percentual muito superior a que lhe atribuíam as pesquisas, o que lhe credencia a vislumbrar uma nova candidatura ao governo em 2022, diferente do tucano que sai desmoralizado do pleito.
Os 4,5 milhões eleitores irão às urnas neste domingo (7) nos 217 municípios, para eleger seus representantes na Presidência da República, governador, senadores, deputado federal e deputado estadual. E é bom que o eleitor conheça bem o candidato antes de sufragar o voto para não se arrepender depois. A eleição coloca nas mãos da população a reponsabilidade de retirar da vida pública políticos corruptos e sem compromisso com as comunidades.
O pleito deste domingo entrará para história como a data em que o Maranhão se livrou definitivamente da oligarquia mais longeva do país e que durante cinco décadas governou o Estado como se fosse propriedade da família Sarney. E além de não conseguir voltar ao comando do Estado, o clã ainda vai perder seus dois representantes no Senado, o que certamente significará o fim do prestígio do velho oligarca José Sarney em Brasília.
A campanha chegou ao final com todos os institutos de pesquisas apontando vitória do candidato Flávio Dino logo no primeiro turno, assim como a possibilidade de eleger uma forte bancada na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa do Maranhão, onde as previsões indicam que os partidos integrantes da aliança “Todos pelo Maranhão” farão a grande maioria do plenário das duas Casas legislativas, o que significa tranquilidade na provação das propostas do Poder Executivo estadual e emendas para o Maranhão.
A eleição deste ano, além de sepultar de vez a oligarquia e seus representantes no Senado, vai produzir um cadáver político que atende pelo nome Roberto Rocha (PSDB), o senador eleito debaixo do sovaco de Flávio Dino em 2014 que após sentar na cadeira traiu os partidos que o elegeu, passou a flertar com o grupo da candidata Roseana Sarney, serviu de linha auxiliar da filha de José Sarney no debate da TV Mirante, tendo como resposta o despreza da população.
Rocha, que achava que não tinha nada a perder por ainda lhe restar quatro anos de mandato, acabou jogando fora até a possibilidade de voltar a se candidatar em 2022, pois vai sair da eleição bem menor que Maura Jorge (PSL) e sem condições de ser candidato, pois vai ficar provado que não tem voto e que deve o mandato ao governador, que a exemplo do que fez com ele, está elegendo agora Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS).
Adeus oligarquia.