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  • Jorge Vieira
  • 21/dez/2018

Cafeteira fecha mandato com aprovação de Projetos para inclusão da pessoa com deficiência

O deputado estadual Rogério Cafeteira (DEM) fechou o seu mandato parlamentar com a aprovação de duas proposições e a entrega de um Projeto de Lei que fazem parte de uma série de Políticas Públicas, pensada por ele, a respeito da inclusão das pessoas com deficiência, fruto de diálogos com entidades e pessoas que sofrem com as problemáticas.

Na última semana de trabalho antes do recesso parlamentar, Cafeteira apresentou um Projeto de Lei, fruto de uma Audiência Pública, que visa estabelecer normas para uma efetiva promoção de inclusão escolar para crianças e jovens com deficiência, especificidades, dificuldades de aprendizagem, altas habilidades e transtornos funcionais específicos,

 “Tenho certeza que esse projeto será um marco na legislação para as pessoas que abrangem a Lei. Um projeto que foi pensado e discutido conjuntamente com a sociedade, Judiciário, Ministério Público e, principalmente, por aquelas pessoas que vivem o dia-a-dia das pessoas com deficiência”, ressaltou o parlamentar.

 PROJETOS APROVADOS –  O primeiro projeto aprovado diz respeito à instituição de um Censo para mapear a quantidade e a realidade das pessoas que vivem no Maranhão, portadoras do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esse mapeamento tem o objetivo de ajudar na promoção do tratamento e políticas públicas adequadas à realidade local, para essas pessoas e seus familiares.

 A segunda matéria aprovada fala sobre a adoção de uma carteira de identificação para portadores do Transtorno do Espectro Autista, para que eles possam ter acesso mais facilmente a direitos e prioridades estabelecidas por Lei.

  • Jorge Vieira
  • 20/dez/2018

Prefeito Edivaldo recebe Medalha do Mérito Industrial nos 50 anos da Fiema

O prefeito Edivaldo Holanda Junior foi homenageado com a Medalha do Mérito Industrial, em solenidade na noite desta quarta-feira (19), na sede da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), Cohama. A honraria é concedida pela Fiema a personalidades que prestaram notória contribuição ao setor da indústria no Estado. O evento marcou as comemorações dos 50 anos da entidade. Na ocasião, foram homenageados ainda fundadores da instituição, industriais, empresários e demais autoridades, pela importante data para a indústria maranhense.

A entrega da comenda ao gestor municipal foi realizada pelo presidente da instituição, Edilson Baldez. “O sentimento é de agradecimento e gratidão por este reconhecimento, vindo de uma instituição importante para a economia, geração de empregos e desenvolvimento da nossa capital e estado. É uma satisfação pela importância desta homenagem coroando um momento, marcando a longevidade da Fiema, que completa cinco décadas”, avaliou o prefeito Edivaldo Holanda Junior, que estava acompanhado da primeira-dama, Camila Holanda e do pai, deputado estadual Edivaldo Holanda. O vice-prefeito Júlio Pinheiro e secretários municipais também prestigiaram a solenidade.

Representando o governador Flávio Dino, o vice-governador Carlos Brandão, também homenageado com comenda, pontuou o simbolismo da homenagem. “É significativo e nos traz alegria fazer parte de um momento tão distinto para o setor industrial maranhense, do qual o Governo do Estado é parceiro e está sempre pronto a apoiar e incentivar as proposições. Parabenizamos a instituição, que muito tem realizado e mais fará pelo desenvolvimento do Maranhão”, disse.

O presidente da Fiema reforçou a honraria da indicação aos homenageados da noite. “Nos sentimos orgulhosos por entregar esta merecida homenagem ao prefeito Edivaldo Holanda Junior pelo seu empreendedorismo e comprometimento no apoio ao setor da indústria e a todos os destacados nesta noite. É de grande relevância em momento no qual a Fiema avança na nova etapa com a comemoração dos seus 50 anos de atividades em prol da indústria do Maranhão”, destacou Baldez.

A cerimônia teve início com recepção aos convidados sob a apresentação da Banda 24º BIS – Batalhão de Infantaria de Selva do Exército, seguido da execução do Hino Nacional e do Hino de Louvação à São Luís, interpretados pelo cantor Fernando de Carvalho. Momento de fala do presidente da Fiema, Edilson Baldez e apresentação de vídeo com breve relato da história da instituição, encerraram a cerimônia de abertura. Na ocasião da solenidade, foram entregues ainda placas especiais alusivas à comemoração e medalhas aos fundadores da Fiema Jorge Machado Mendes que é conselheiro emérito da instituição, e Carlos Tadeu Pinheiro Gaspar, que estiveram presentes à cerimônia.

Foram condecorados com a Medalha do Mérito Industrial ainda o presidente do Conselho Nacional do SESI, João Henrique Almeida Sousa; o presidente do Grupo Ferro Oeste, Ricardo Nascimento; e o diretor de Serviços Corporativos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fernando Augusto Trivellato Andrade.

COMENDA

A medalha foi criada em 1958 pelos empresários Roberto Simonsen e Euvaldo Lodi – primeiros presidentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI). As indicações ao recebimento da comenda são feitas pelas 27 federações de indústrias e pelo presidente da CNI. A Fiema trabalha na articulação empresarial em ações conjuntas de interesse para o desenvolvimento da indústria, na mobilização de setores produtivos locais e sociedade.

  • Jorge Vieira
  • 20/dez/2018

Flávio Dino alerta para ruptura do pacto democrático após conflitos em diplomações

O governador Flávio Dino é considerado uma das vozes mais lúcidas da política brasileira desde o início da grave crise política que atingiu o país e destituiu a ex-presidenta Dilma Rousseff do poder.

Nesta quinta-feira, 20, por meio das redes sociais, Dino demonstrou mais uma grave preocupação com o atual momento político do país.

Ele falou sobre os conflitos ocorridos em diplomações de eleitos em 2018, especialmente em Minas Gerais e São Paulo, onde deputados saíram aos tapas e protagonizaram baixarias jamais vistas na história do país.

“Eventos em várias diplomações de eleitos mostram gravíssimas anomalias institucionais. Uma delas, o desejo de alguns poucos de ‘esmagar’ o pensamento de esquerda no Brasil. Provavelmente teremos um ano de 2019 conflituoso e com grave risco de ruptura do pacto democrático”, disse Dino.

Ainda em 2016, o governador do Maranhão falou que havia um risco político alto se o golpe contra Dilma se concretizasse. Ele usou o termo de que o demônio do fascismo sairia da garrafa.

Quase três anos depois, parece que esse demônio anda solto e aprontando por todo o país.

  • Jorge Vieira
  • 20/dez/2018

Deputados de todas as correntes justificam voto pela recondução de Othelino Neto à presidência da Assembleia

Djalma Rodrigues – Parlamentares de todas as correntes políticas, num total de mais de uma dezena, declararam voto pela recondução do presidente da Assembleia Legislativa  ao cargo. Eles foram ouvidos poucos antes da diplomação,
que ocorreu na tarde desta  terça-feira (18), no Multicenter Sebrae. A ampla maioria justificou o voto em Othelino Neto, em função do trabalho positivo realizado à frente do Legislativo Estadual.

Foram ouvidos deputados e deputadas eleitos e reeleitos. Destacaram que querem vê-lo mais uma vez  no comando da Assembleia Legislativa por  conta da forma democrática como ele vem conduzido aquele poder.
Vamos aos depoimentos:

Vinícius Louro (PR) – Voto  mais uma vez no Othelino Neto  porque ele v em conduzindo esta casa de forma muito democrática, muito firme e muito transparente. É muito jovem, mas é compromissado. A Assembleia precisa continuar com esse trabalho.

Ciro Neto (PP)– Estou no grupo de apoio ao Othelino Neto por orientação do deputado federal André Fufuca. Mas nós, que militamos na política, temos conhecimento do que acontece  na Assembleia Legislativa e as
ações do presidente Othelino Neto tem uma ressonância muito positiva em todo o Maranhão.

Duarte Júnior (PC do B) –  Vou votar pela manutenção do presidente Othelino Neto na direção da Mesa, em função das ações por ele desenvolvida. É um trabalho de muita responsabilidade, que ele conduz com extremada competência.

Rigo Teles (PV) – O Othelino Neto é um amigo e companheiro, que conseguiu substituir o saudoso Humberto Coutinho  à altura. É um jovem político do diálogo, que vislumbra, antes de tudo o bem estar do povo do Maranhão. Por isso, conquistou meu voto mais uma vez.

Edson Araújo (PSL) – Voto com o Othelino porque fez uma boa administração, mostrou muita eficiência e isso justifica o fato de ser merecedor de mais um mandato à frente da Mesa Diretora.

Cleide Coutinho (PDT) – O Othelino conquistou meu voto pelo trabalho que executou como substituto do meu saudoso marido, o Humberto Coutinho. Conseguiu realizar uma magistral administração e, com isso, conquistou o meu voto.

Fábio Macedo (PDT) – O que credencia o Othelino Neto  a retornar ao comando da Assembleia são suas ações. Ele trabalha pelo conjunto dos parlamentares, sem se posicionar através de uma linha de cunho ideológico ou partidário. É um grande líder, um grande candidato a merece meu voto mais uma vez.

Daniella Tema (DEM) – Meu voto no deputado Othelino Neto está respaldado no trabalho que ele vem realizando à frente do Legislativo do nosso Estado. Substituiu o saudoso Humberto Coutinho com muita competência e sou adepta de que o que é bom deve ser repetido.

 Detinha (PR) –Olha, acompanhei o trabalho do deputado Othelino Neto como presidente da Assembleia, da mesma forma como acompanhei o desempenho do meu marido, o deputado Josimar de Maranhãozinho, que se
elegeu deputado federal. Vi que é um trabalho muito profícuo, muito produtivo e, além disso, fui convidada para compor a Mesa na chapa dele. É um grande presidente.

Roberto Costa (MDB)- Fui autor da lei que possibilitou o deputado Othelino a assumir a presidência imediata, após a morte do nosso saudoso Humberto Coutinho. O trabalho dele nos surpreendeu e, ele, com isso, carimbou o passaporte para mais um biênio à frente da Assembleia Legislativa.

Marcelo Tavares (PSB)– Não tenho nenhum problema em apoiar o Othelino neto. Disse que votaria nele, se for o candidato único e essa possibilidade está se configurando. Vou votar com ele, não  resta dúvidas.

Carlinho Florêncio   (PC do B) – Ele conduziu a Casa com muita competência, com extremada responsabilidade e isso nos faz votar pela sua recondução à direção do nosso Legislativo. Eles nos dá tranquilidade.

Helena Duailibe (SD) – Já tive oportunidade de trabalhar com o presidente Othelino Neto, quando fui gerente adjunta da Saúde e sei de sua capacidade e de sua responsabilidade. Voto para que ele seja reeleito presidente da AL, uma vez que  o eco de seu trabalho é muito  positivo em todo o Maranhão.

Pará Figueiredo (PSL) – Venho acompanhando o trabalho do deputado Othelino Neto. É um trabalho positivo e muito bem avaliado pelos colegas e pela população do Maranhão. Por isso, posso confirmar meu voto para que ele seja reconduzido  à presidência da Assembleia Legislativa.

José Gentil – (PRB ) –Tenho uma forte amizade com o presidente Othelino Neto e sua família. Fomos vizinhos no Recanto do Vinhais, mas voto com ele para presidente é em decorrência de sua capacidade administrativa e de seu tino político. Todos os respeitam como um grande administrador e um exímio articulador político.

Fernando Pessoa (  SD)- Voto com ele em, razão dos deputados que o acompanham no primeiro mandato falarem muito bem dele. Afirmam que é muito competente, muito sensível, extremamente articulado e que trabalha pelo grupo. Além disso, é um amigo e merece continuar à frente do nosso Legislativo.

Arnaldo Melo (MDB)-  O deputado Othelino Neto vem dando demonstração de maturidade e competência à frente da Assembleia Legislativa, apesar de sua jovialidade. Merece o nosso voto, com certeza.

Ana do Gás  (PC do B) –Tenho muita confiança no deputado Othelino Neto, um jovem parlamentar que teve um desempenho extraordinário à frente do nosso Legislativo. Vejo que a ampla maioria vota com ele e sua vitória está sacramentada.

Antonio Pereira (DEM) – Já disse ao deputado Othelino Neto que voto com ele. Tem que oficializar sua candidatura. É um político da nova geração que  está se notabilizando pela capacidade e pelo dinamismo.

Paulo Neto (DEM) – Votarei mais uma vez com o Othelino para a presidência, porque ele realizou um excelente trabalho. Sua gestão é irretocável e ele é um jovem político de palavra e de ação. Isso justifica meu apoio a ele.

 

  • Jorge Vieira
  • 19/dez/2018

Bira se despede da Assembleia Legislativa e reafirma compromissos para Câmara Federal

O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) subiu à tribuna para se despedir e agradecer os dois mandatos na Assembleia Legislativa do Maranhão. Durante o pronunciamento, o parlamentar lembrou também a atuação que teve como secretário da Ciência, Tecnologia e Inovação do governo Flávio Dino (PCdoB). O parlamentar, que foi eleito deputado Federal segue, no próximo ano, para Brasília. A diplomação acontece nesta terça-feira (18), em São Luís, e a posse no dia primeiro de fevereiro, em Brasília.

Para o parlamentar, dois mandatos muito intensos, duas experiências absolutamente representativas e cada uma com sua característica. O primeiro mandato foi marcado pela forte atuação na oposição ao lado dos deputados Othelino Neto, Rubens Junior e Marcelo Tavares. “Fizemos grande debates e embates de forma democrática, responsável, na postura e na linha de oposição”, lembrou.

Na atual legislatura, o parlamentar foi um dos principais parlamentares da base do governo Flávio Dino. Experiência que, segundo ele, também é motivo de muito orgulho porque, como deputado de situação, defendeu um governo que marcou e marca fortemente a presença na história do Maranhão, ajudando a mudar a vida das pessoas.

“O governo Flávio Dino, que eu ajudei a eleger com muita honra, não só no momento de eleição, mas toda uma trajetória de militância. Sempre tivemos na mesma trilha, do mesmo lado e, finalmente, conseguimos esse feito extraordinário que foi ganhar a eleição no Maranhão em primeiro turno. E ao final do primeiro mandato foi eleito o melhor governador do Brasil”, frisou.

Bira do Pindaré deu importante contribuição ao governo de Flávio, como parlamentar e como secretário da Ciência e Tecnologia. “Sem dúvida nenhuma, uma experiência extraordinária durante esse período, porque, como secretário de Ciência e Tecnologia, a gente pôde dar uma das maiores contribuições que eu já pude fazer na minha vida em favor do povo”, declarou ele que fundou a rede de escolas técnicas implantada no estado do Maranhão com o Instituto de Educação, Ciências e Tecnologia (IEMA).

Ao todo, são treze municípios com escolas plenas e quatorze com unidades vocacionais. A aprovação foi tamanha que o governador assumiu o compromisso de ampliar para 100 unidades, contemplando todo o Maranhão. “É um projeto de sucesso, que ganhou reconhecimento internacional. A Unesco já deu o seu carimbo, reconhecendo que a rede do IEMA é uma rede de escolas com padrão internacional, isso tem uma representatividade muito grande para a vida das pessoas, sobretudo daquelas que precisam apenas de uma oportunidade para traçar um rumo na vida e ter uma condição de vida digna”, completou.

O socialista lembrou ainda da luta em favor da criação da Universidade da Região Tocantina do Estado do Maranhão (Uemasul), dos Aulões do Enem e do Programa Cidadão do Mundo. “Pela primeira vez na história do Maranhão pessoas de origem pobre, de escolas públicas estão tendo a chance de fazer um intercâmbio internacional, para ter uma chance de aprender o idioma e de acrescentar na sua trajetória acadêmica, algo que é único na história de vida de qualquer pessoa, sobretudo de quem vem lá de baixo”, endossou.

Como deputado estadual nestes oito anos, o deputado deixou cento e dezesseis projetos de lei, setecentos e onze indicações, duzentos e quarenta requerimentos, setenta e seis moções, seis títulos de Cidadão Maranhense, sessenta e quatro audiências públicas, duas Moções contra as privatizações de bancos públicos e empresas públicas, além de diversas audiências populares e reuniões em comunidades.

“As pessoas podem nos criticar em muito daquilo que fizemos porque é impossível agradar todo mundo, mas, certamente, não poderão dizer que o deputado Bira não foi atuante ou não teve presença nesta Casa, ou que não foi frequente, ou que não foi ético, ou que não foi digno. E isso é o que carrego de quão maior orgulho é a nossa postura aqui nesta Assembleia, seja na primeira legislatura ou seja na segunda”, acrescentou.

Das proposições que aprovadas, ele destacou a priorização da contratação de mão de obra local na construção civil; a lei que garantiu a consolidação dos limites territoriais dos quatro municípios da Ilha, algo que aguardava solução há trinta anos e que ele resolveu em menos de seis meses. Teve ainda a lei dos bicicletários; da política de agroecologia do Estado e da política de cooperativismo, além das referências simbólicas, como é o caso do Dia da Balaiada.

O deputado concluiu o pronunciamento agradecendo a Deus, a família dele, os assessores, servidores da Assembleia, lideranças, apoiadores e a todas as pessoas que contribuíram para o sucesso dos dois mandatos. “Agradecer o povo maranhense que sempre foi generoso comigo, desde a eleição de senador, depois as duas eleições como deputado estadual, sem nenhum prefeito, eleição popular, eleição no braço, gastando sola de sapato, já tem três pares naquela parede, quem conhece o meu gabinete sabe disso, e agora ganhou mais um par de sapato, porque nós gastamos sola de sapato para alcançar noventa e nove mil quinhentos e noventa e oito votos nesse estado do Maranhão”, afirmou.

Dentre as lideranças Sindicais, ele citou a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Maranhão (Fetaema). Os prefeitos de Timon, Luciano Leitoa; de Santa Luzia do Paruá, Plácido de Holanda; e de Serrano, Maguila, também foram citados. Ao final, agradeceu ao governador Flávio Dino (PCdoB), sobretudo pela oportunidade de ser secretário da Ciência e Tecnologia, deixando marcas importantes na gestão pública.

“Agora a nossa missão é no Congresso Nacional. Estaremos lá a partir do dia 1º de fevereiro, tomando posse para representar o Maranhão e para representar o Brasil. E podem ter certeza que nós vamos fazer da mesma forma que fizemos aqui, com a mesma determinação, o mesmo empenho do lado do povo. Defendendo os direitos da população, defendendo o Estado do Maranhão, buscando mais recursos, mais condição para nossa população, enfim, cumprindo o nosso papel para o qual a população nos designou nessa missão honrosa de ser deputado federal pelo Estado do Maranhão”, concluiu.

 

  • Jorge Vieira
  • 19/dez/2018

Flávio Dino diz que Educação continuará sendo prioridade no seu governo

Diplomado nesta terça-feira (18) para exercer o segundo mandato, o Flávio Dino prometeu mais apoio ao aprendizado, numa clara demonstração de que a Educação continuará sendo um das prioridades da getão que terá início a partir de primeiro de janeiro de 2019, data em que tomará posse, junto com o vice Carlos Brandão.

“Essa diplomação é ainda mais especial do que a primeira porque tem a marca da aprovação dos primeiros quatro anos de mandato. Temos programas hoje que são reconhecidos por toda a população, como o Escola Digna”, disse Flávio.

De acordo com ele, a educação vai continuar sendo a grande prioridade no segundo mandato: “Vamos continuar com a melhoria da infraestrutura e elevar ainda mais a nota do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)”. O índice mede a qualidade das escolas, e o Ensino Médio do Maranhão saltou de 2,8 para 3,4 na atual gestão.

Flávio anunciou uma nova iniciativa para a educação no segundo mandato: o Pacto Estadual pela Aprendizagem, que é uma parceria direta com os municípios.

“É a expansão do Escola Digna para os municípios. Vamos, no dia 1º de janeiro, editar os primeiros atos relativos a esse Pacto. De modo que, no segundo mandato, além de olhar para a rede estadual, teremos uma ênfase muito grande no apoio aos municípios”

“A ideia é que, desde a educação infantil e o ensino fundamental, haja esse engajamento de todos os dirigentes públicos do Maranhão na elevação da qualidade do ensino, que é o caminho verdadeiro para falarmos de desenvolvimento.”

 

  • Jorge Vieira
  • 19/dez/2018

Vamos deixar o Bolsonaro sentar na cadeira: ela queima’, afirma Dirceu

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

 José Dirceu, em entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo – FOTO: SERJAO CARVALHO / ESTADAO

José Dirceu desceu a escadaria com um celular na mão. Tinha olhar concentrado na tela do aparelho. “Acho que vou ser preso.” O líder petista ficou tenso. Era seu advogado, Roberto Podval, quem lhe chamava ao escritório, interrompendo a série de compromissos que o aguardavam em São Paulo nesta quarta-feira, 12. Alarme falso. Condenado a 41 anos na Lava Jato, o ex-ministro falou ao Estado sobre Jair Bolsonaro, a crise ética do PT e a prisão que o espera.

Quando o PT foi fundado, dizia-se que a vida de um militante seria no mundo moderno um símbolo de que outra vida era possível. A crise ética do PT, exposta na delação de Antonio Palocci, não leva descrédito à esperança de que outro mundo é possível?

Você conhece os vereadores do PT? Os deputados, os prefeitos? Alguém enriqueceu na política? A Luiza Erundina enriqueceu? O (Fernando) Haddad? A Marta (Suplicy) enriqueceu na política? Não tem. Problema de caixa 2 de eleição, relações com empresas, é uma coisa; outra é enriquecimento pessoal e corrupção. Uma coisa é a responsabilidade nossa, dos dirigentes, pelo caixa 2, pela relação com as empresas, pelo custo das campanhas. Outra coisa é o partido. Você não pode condenar um partido.

E o ex-ministro Antonio Palocci?

O Palocci é o Palocci. Não tem outro. Só tem o Palocci. Ninguém mais delatou. Quem que delatou mais? Ninguém. Aliás, estão presos só quem não delatou, porque está todo mundo solto. São mais de 180 delatores soltos com seus patrimônios. As empresas foram arruinadas. É o contrário no mundo, onde se protege as empresas e se desapropria todos os bens dos responsáveis pelos atos ilícitos das empresas. No Brasil, não. Aqui se fez o contrário. Toda a construção política da Lava Jato é em cima das delações, e a maioria delas em cima do terror psicológico.

Qual o destino político de Lula?

A história dirá. Já me perguntaram por que o PT não se livra do Lula ou não se desvencilha do Lula, insiste no Lula. Porque o PT e o Lula se confundem. O Lula tem um legado e domina 40 milhões de votos. O PT não só tem de defender a liberdade do Lula e a inocência dele, como também o legado dele.

Mas não fizeram isso pelo sr.

Mas é completamente diferente. Eu me defendo. Onde chego no Brasil, tenho apoio da militância do PT, de dirigentes.

Mas e a sua cassação…

Não me defenderam porque fizeram uma avaliação errada do que era o mensalão. Errada do que era a conjuntura. Se eu for me sentir vítima, teria morrido de enfarte ou de câncer há muito tempo. Eu tenho experiência política suficiente para compreender que isso era luta política e eu era o alvo da luta político. Podia ter sido outro. Eu superei isso, tanto que, apesar da Lava Jato, continuo na militância política.

Dilma em 2013 sancionou a lei de delações premiadas, que o sr. tanto critica. Ela sabia o que estava fazendo quando a sancionou?

O problema nosso foi ingenuidade de não fazer um pente-fino nessas leis (delação premiada, organização criminosa e antiterror) e não perceber que o modo aberto em que se deixou várias questões permitia o que está acontecendo. A lei de delação é tão absurda que, se a deleção for anulada, continuam valendo as provas. O delator perde os benefícios, mas continua valendo a delação. Como pode fazer delação preso? Delação é pessoa solta, em liberdade. Erramos ao não nos darmos conta de que vários pontos podiam ser usados de maneira antidemocrática, ser instrumentos de repressão e não de Justiça.

Como fica Lula com Bolsonaro?

O Lula tem de seguir. O problema do Lula independe do governo Bolsonaro. Deixa o Bolsonaro tomar posse. Nós sabemos as intenções dele em relação a ‘n’ questões, mas não na questão econômica. Vamos ver o que o (Paulo) Guedes vai fazer, o que o Congresso vai aprovar e como o Judiciário vai se comportar. Ele nunca escondeu o que seria em questões de política externa, de meio ambiente, maioridade penal e da mistura do Estado com a religião.

É possível reconstruir pontes com partes do PSDB?

Há questões no Brasil que temos de defender com todos aqueles que queiram estar nessa luta. Todos são bem-vindos contra o Escola sem Partido, contra a mistura do Estado com a religião e questões da democracia e das liberdades individuais. Já a agenda econômica é mais restritiva.

E a reforma da Previdência?

Vamos esperar primeiro qual a reforma de Previdência que Bolsonaro vai propor.

Um regime único para militares, funcionários públicos e iniciativa privada?

Nós somos favoráveis. Os militares, os servidores públicos e a iniciativa privada. Vamos procurar pontos de contato com todas as forças políticas para se fazer uma reforma da Previdência, mas não essa de privatização da Previdência. O Brasil tem muita coisa para reformar que você pode ter contato com outras forças políticas, não necessariamente só as de esquerda. Eu sempre fui aliancista, sempre procurei alianças. Mas vamos aos fatos: nós esperávamos que o Fernando Henrique (Cardoso) apoiasse o Haddad no segundo turno. O eleitorado apoiou, pois nos 47 milhões de votos do Haddad têm uma parcela grande que é anti-Bolsonaro e votou no Haddad.

Haddad consegue ser um líder popular?

Ele vai ser um líder político.

Mas popular?

A história dirá. Não posso dizer. Ele tem condições de ser.

A oposição pode se unir em torno de Ciro Gomes?

Ela não vai se unir em torno de figura nenhuma. Ela vai se unir em torno de pontos concretos.

É possível o PT convergir com forças da centro-direita?

Pode-se convergir com outras forças em questões que são essenciais das liberdades democráticas. Não fizemos isso na campanha das direitas? Vamos deixar o Bolsonaro sentar na cadeira. Aquela cadeira queima; queima aquela cadeira de presidente. Ele vai ter de tomar várias decisões em janeiro e fevereiro. Ele vai desvincular o salário mínimo da Previdência? Ele vai congelar o salários dos servidores públicos? Vai revogar a tabela do frete, subsidiar o diesel? A vida é dura. Que reforma da Previdência ele vai fazer? Ele vai realmente adotar sua política externa? Ele vai descontingenciar, executar todo o orçamento das Forças Armadas, da Segurança e da Justiça e vai contingenciar o orçamento da Saúde e Educação? Ele vai desconstituir a Loas (Lei Orgânica da Assistência Social)? Porque tem declarações muito contraditórias entre eles. Qual a política dele? Deixa ele governar. Não foi eleito? Vamos fazer oposição conforme as propostas que ele fizer, independentemente do fato de que somos oposição a ele já, pois temos concepções diferentes de País, de vida, de tudo. Quero que ele comece a governar, tomar decisões, porque senão fica parecendo que você está torcendo para dar errado, né. Não estou torcendo para dar errado; só estou dizendo que não vai dar certo. Não deu em outros países, não vai dar aqui.

 

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