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  • Jorge Vieira
  • 10/jan/2019

Sem consenso, eleição para presidente da Famem promete emoção

Presidente da Famem insiste em não cumprir de não disputar a reeleição

A eleição na Federação dos Municípios do Maranhão caminha para sua reta final sem que haja consenso entre os pretendentes. Todas as tentativas no sentido de fazer com o atual presidente da entidade, Cleomar Tema, cumpra o acordo de não disputar a reeleição foram feitas, mas ele continua irredutível em não abrir para o prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier, ainda que não tenha apoio da maioria para manter-se no cargo.

É voz corrente nos corredores da Famem que se o atual presidente for bater chapa com Erlânio vai levar um “capote”. Muitos políticos já tentaram fazer Tema desistir da reeleição, lembrando inclusive o acordo que foi feito na eleição passada, no qual ele se comprometeu em não disputar a reeleição, mas ainda assim ele insiste em não cumprir, apesar dos apelos para que se retire do páreo e mantenha a unidade do grupo.

Na atual conjuntura da sucessão na entidade que reúne as prefeituras dos municípios do Estado, o prefeito de Igarapé Grande leva vantagem, pois conta com o apoio da grande maioria dos chefes de Executivos municipais, insatisfeitos com a atual gestão e que pressionam pelo cumprimento do acordo no qual Cleomar Tema se comprometeu a não disputar a reeleição.

A medida que se aproxima o pleito, que deve acontecer dia 31 de janeiro, o clima esquenta. Tema tem o apoio declarado do deputado bolsonarista Aluísio Mendes, ex-segurança de Sarney, enquanto Erlânio conta com uma rede de sustentação que envolve grandes lideranças políticas e um número considerável de prefeito que lhe garantem o voto e empenho para mudar a direção da Famem.

Na coletiva que concedeu à imprensa, nesta manhã de quinta-feira (10), Tema tratou apenas do encontro que teve com o ministro de Bolsonaro, evitando tocar no assunto reeleição. Chamou atenção apenas os rasgados elogios ao deputado Aluísio Mendes, ex-secretário de Segurança no Governo Roseana Sarney.

 

  • Jorge Vieira
  • 10/jan/2019

Filho de Mourão foi promovido oito vezes nos governos do PT; ascensão na carreira contradiz vice-presidente

O novo assessor especial da presidência do Banco do Brasil Antônio Hamilton Rossell Mourão, filho do vice-presidente Hamilton Mourão, foi promovido oito vezes nos governos Lula e Dilma (2003-2016). As constantes ascensões internas de Antônio ao longo de 18 anos de Banco do Brasil contradizem a justificativa do vice-presidente de que ele havia sido preterido nas gestões petistas por ser seu filho e que, só agora, estava sendo valorizado.

De acordo com a jornalista Madeleine Lacsko, do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, Antônio Mourão ainda teve a oportunidade de se candidatar a uma promoção no governo de Michel Temer, mas não o fez porque preferiu ficar no cargo de assessor empresarial na área de agronegócios do banco.

Como mostra a Gazeta do Povo, Antônio Mourão pulou três degraus com a nomeação. No novo cargo, o filho do vice-presidente receberá cerca de R$ 36 mil, quase três vezes mais do que ganhava na área de agronegócios do banco.

Veja a lista de promoções de Antônio Mourão no Banco do Brasil:

1 – 21 de janeiro de 2003: passa de gerente de Expediente em Campo Novo (RS) para gerente de Contas II em Brasília, na Asa Sul;
2 – 5 de março de 2003: operador financeiro Jr., já fora de agência e na estrutura do banco;
3 – 9 de agosto de 2004: analista pleno na Diretoria de Agronegócio;
4 – 14 de maio de 2007: gerente negocial na Superintendência de Varejo do BB em Mato Grosso do Sul;
5 – 18 de junho de 2007: analista na mesma Superintendência em Mato Grosso do Sul;
6 – 21 de julho de 2008: de volta a Brasília, assume como analista sênior;
7 – 10 de dezembro de 2012: vira analista sênior na Gerência de Negócios;
8 – 28 de maio de 2013: promovido a analista empresarial na Gerência de Negócios

Na última terça-feira (8), Hamilton Mourão foi ao Twitter defender a promoção do filho, o que, segundo ele, ocorreu por mérito. “Meu filho, Antônio, ingressou por concurso no BB há 19 anos. Com excelentes serviços, conduta irrepreensível e por absoluta confiança pessoal do presidente do Banco do Brasil, foi escolhido por ele para a sua assessoria. Em governos anteriores, honestidade e competência não eram valorizados.”

O novo presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, endossou os elogios feitos pelo vice ao seu assessor e disse não entender por que Antônio Mourão não ocupava cargo de mais destaque no BB. “Mourão [o filho] é de minha absoluta confiança. Foi escolhido para minha assessoria e nela continuará, em função de sua competência. O que é de se estranhar é que não tenha, no passado, alcançado postos mais destacados no banco”, afirmou.

Segundo Novaes, o filho do presidente possui “excelente formação e capacidade técnica” e será mantido no cargo. Em nota, o banco informou que o cargo é de “livre provimento da Presidência do BB e a nomeação atende aos critérios previstos em normas internas e no estatuto do Banco”. Por Congresso em Foco)

  • Jorge Vieira
  • 9/jan/2019

Carlos Brandão e ministro da Infraestrutura dialogam sobre duplicação da BR-135

Amistosidade e unidade marcaram o primeiro encontro da bancada federal maranhense com o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Freitas, nesta quarta-feira (9). O governador interino, Carlos Brandão, que liderou o encontro, esteve acompanhado, além de deputados federais e recém-eleitos, da senadora eleita Eliziane Gama, dos prefeitos Cleomar Tema (Tuntum) e Sidrack Feitosa (Morros), e de membros do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Juntos, dialogaram sobre a obra para concluir a duplicação da BR-135.

Carlos Brandão e os demais presentes apresentaram questões importantes para a conclusão do serviço, como: urgência na resolutividade da logística para distribuição de produtos, com a chegada de novos investimentos internacionais para o Maranhão; trechos intrafegáveis (de Miranda a São Mateus, por exemplo); além do fato do Maranhão hoje ter a única capital brasileira sem uma BR principal de escoamento finalizada, por conta da duplicação que ainda não foi concluída.

Outro ponto importante foi a abordagem da problemática histórica da BR-226. Muitos destacaram que a rodovia federal, além de nunca ter tido avanço em sua concretização, está há dois anos sem manutenção e representa um grande problema para o Maranhão e outros estados que dela dependem para trafegar e escoar suas produções, como é o caso do Tocantins e do Rio Grande do Norte.

Dois aspectos delicados foram abordados pela comitiva maranhense durante a reunião com o ministro, que pediu atenção especial das autoridades federais para a questão das comunidades tradicionais quilombolas que se localizam ao longo da área de construção da duplicação; além da inexequibilidade das obras por questões de licitação e orçamento para isso. Também foram abordados os problemas derivados do abandono das obras, incluindo os de responsabilidade da Hytec Construções Terraplanagem na BR-226.

Soluções viáveis – O ministro Tarcísio Freitas se mostrou interessado em resolver todas as questões o quanto antes. “É uma honra, uma alegria muito grande receber a bancada maranhense. A alocação do financiamento para continuação das obras será negociada. A estratégia: concentrar a estrutura em uma ação. Por isso, sentar com a bancada é tão importante”, ressaltou o ministro.

Na ocasião, ele esclareceu que as malhas viárias possuem níveis diferentes de demandas e recursos. Os trechos muito prejudicados serão priorizados, dentro da perspectiva dos recursos disponíveis para esse ano. Por fim, Tarcísio Freitas destacou que o Maranhão leva vantagem nas atenções do Ministério pela capacidade futura de escoar produtos para o restante do Brasil. “Quero registrar o excelente trabalho desenvolvido pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap). O Maranhão é expoente e tem se preparado para ter um grande destaque na logística portuária e rodoviária de nosso país”, afirmou.

O ministro destacou que a oitiva prévia das comunidades quilombolas deve ser atendida; e que as resoluções para os impasses na conclusão da BR-135 serão realizadas em conjunto com a gestão estadual, sendo o primeiro passo a intermediação do licenciamento ambiental pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema). O governador interino destacou que a Sema dará a celeridade necessária na análise do licenciamento para que o governo federal faça a sua parte. “A Sema dará o conforto para o DNIT reiniciar os seus trabalhos”, ponderou Carlos Brandão.

Quanto ao processo de conclusão da BR-226, tão debatida e cobrada ao longo dos anos por gestores municipais e até mesmo por Carlos Brandão, no período em que esteve na Câmara Federal, o ministro Tarcísio Freitas foi categórico: “Seremos intolerantes com empresas com adimplemento de contrato”. Ele reconheceu que, no caso das obras da BR-226, o orçamento era inexequível. “Estudaremos a atuação da Hytec Construções Terraplanagem e tomaremos as medidas legalmente cabíveis”, garantiu.

Participaram da reunião com o ministro Tarcísio Freitas, os deputados federais Márcio Jerry, Aluísio Mendes, Bira do Pindaré, Hildo Rocha, Juscelino Filho, Júnior Lourenço, Pastor Gildenemyr, Pedro Fernandes, Eduardo Braide e André Fufuca.

  • Jorge Vieira
  • 9/jan/2019

Adriano Sarney dá chilique nas redes sociais após reunião de governistas com ministro de Bolsonaro

O deputado estadual Adriano Sarney protagonizou um verdadeiro chilique nas redes sociais após o encontro do governador em exercício Carlos Brandão e da bancada federal do Maranhão com o ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro, Tarcísio Freitas. O neto de José Sarney respondeu tuite do auxiliar do presidente de forma desaforada.

Inconformado com as relações institucionais entre o Governo do Estado e o Governo Federal que visa a resolução de problemas como os da duplicação da BR-135, fundamental para a vida e economia dos maranhenses, Adriano até mentiu para tentar fazer com que Bolsonaro imponha um boicote ao povo do Maranhão.

“O Sr. Ministro e o Presidente Jair Bolsonaro estão sendo enganados pelos comunistas do Maranhão. Receber hoje, depois de apenas 9 dias, o presidente do PCdoB do MA e braço direito do comunista Flávio Dino que declarou a Folha que não tem intenção de parcerias institucionais”, tuitou o deputado.

A mentira deslavada de Adriano Sarney sobre a entrevista de Flávio Dino à Folha é a confirmação do incômodo que as parcerias institucionais, apesar das diferenças ideológicas, estão fazendo mal a moribunda oligarquia. O governador do Maranhão declarou exatamente o contrário do que o deputado falou.

Outro fato que atormentou os desejos dos sarneyzistas foram os elogios de Tarcísio Freitas ao excelente trabalho desenvolvido pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap). A oligarquia tenta influência com o atual governo Federal para tomar o porto do Executivo Estadual.

O chilique de Adriano Sarney já ecoa nos corredores de Brasília como choro do avô, José Sarney, que deseja que Bolsonaro persiga o Maranhão. Mesmo que para isso o povo do estado sofra ainda mais. Não bastaram os 50 anos de desmandos da oligarquia?

  • Jorge Vieira
  • 9/jan/2019

Senado: Excesso de candidatos pode garantir vitória de Renan, adverte Roberto Rocha

O senador tucano Roberto Rocha, eleito em 2014 quando o então candidato ao Governo do Estado, Flávio Dino (PCdoB), num esforço extraordinário conseguiu que todos os pretendentes renunciassem para que o grupo tivesse apenas ele como candidato ao Senado, acredita que se os adversários não se unirem, Renan será eleito presidente do Senado no primeiro turno.

A declaração do senador maranhense, popularmente conhecido como “Asa de Avião”, mas rebatizado “Asa de Muriçoca” pelo site Marrapá, após sair das urnas com apernas 2% dos votos da eleição para o Governo do Estado em 2018, foi dada com profundo conhecimento de causa, a final o grupo ao qual traiu, se saísse com mais de um candidato, certamente Gastão Vieira teria vencido o pleito.

Em declaração ao site O Antagonista, Rocha fez  seguinte observação: “Se os adversários de Renan Calheiros não se unirem, ele será eleito no primeiro turno”. Renan tem como adversários declarados Tasso Jereissati (PSDB), Esperidião Amin (PP), Davi Alcolumbre (DEM), Alvaro Dias (Podemos) e Major Olímpio (PSL). A senadora Simone Tebet, no entanto, briga para tirar Calheiros do páreo e ser a representante do MDB

“É evidente que se a candidata fosse a Simone, a situação poderia ser diferente. Mas, com a configuração atual, o Renan seria eleito. Só haverá disputa se os adversários se unirem e criarem uma espécie de ‘Fla x Flu’ mesmo, porque aí seria o Renan contra o ‘candidato da sociedade’ e com o apoio do governo”, observou Rocha.

  • Jorge Vieira
  • 9/jan/2019

Onyx Lorenzoni demite Chiquinho Scórcio do Gabinete Civil

O ex-presidente José Sarney conseguiu manter a aliada Kátia Bogéa, mas não teve força para garantir o emprego de um conhecido serviçal da oligarquia que atende pelo nome de Francisco Scórcio.

Segundo informa o Valor, o chefe da Casa Civil, ministro Onyx Lorenzoni, exonerou Chiquinho do cargo de assessor especial da Secretaria de Governo da Presidência da República.

Ele ocupava cargo comissionado. A medida foi publicada em edição extra do “Diário Oficial da União” na terça-feira.

A Presidência da República e demais ministérios continuam a realizar exonerações em série em cargos de confiança ocupados pelos governos anteriores.

  • Jorge Vieira
  • 9/jan/2019

Sarney mantém Kátia Bogéa no IPHAN de olho na sucessão municipal de 2020

A ex-candidata ao governo do estado, ex-deputada Maura Jorge passou todo o período que antecedeu a posse do presidente Jair Bolsonaro visitando gabinetes em Brasília na esperança de conseguir ser a mentora das indicações dos cargos federais existentes no Maranhão, mas acabou voltando de mãos vazia.

Mais astuto, o ex-senador José Sarney foi direto ao ponto e conseguiu manter a aliada Kátia Bogéa na presidência do Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional, cargo que ela exerce de 2016, indicada por Sarney, segundo revelou, nesta terça-feira (8) o site O Antagonista.

A iniciativa de Sarney quebrar lança para manter a aliada de longas datas no posto, segundo comentam nos bastidores da sucessão municipal de 2020, teria por objetivo mantê-la em evidência com as obras do PAC Cidade Histórica para torná-la candidata da família oligárquica a prefeita de São Luís.

O grupo comandado por José Sarney e sua filha Roseana, sem nome da seara política para apresentar, conforme comentam nos bastidores, estaria tentando viabilizar o nome de Kátia Bogéa, que ganhou destaque na imprensa local ao entregar parte das obras do Complexo Deodoro, em São Luís, no final do ano passado.

Kátia seria mais uma pré-candidata a se somar ao rol de pretendentes, entre os quais Eduardo Braide. Outros dez aliados dos Palácios dos Leões e La Ravardiére também tentam se viabilizar pelo grupo governista.

Como perdeu quase todos os aliados no campo político maranhense após a acachapante derrota de 2014, Sarney estaria querendo experimentar um nome de fora da política para tentar, pela primeira vez, chegar a Prefeitura de São Luís através do voto, pois perdeu todas que disputou desde que as capitais voltaram a ter o direito de eleger seus prefeitos.

 

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