A Assembleia Legislativa do Maranhão retornará em fevereiro e algumas mudanças deverão acontecer na oposição, mas, de acordo com os bastidores, não deverão ser muito significativas. Basicamente, poderão haver duas mudanças na oposição com a migração dos deputados Eduardo Braide (PMN) e Alexandre Almeida. Contudo, ainda que desorganizada dentro da Casa, a oposição deve ter problemas em aceitar de todo o nome de Braide neste meio.
Acontece que, ressentido após derrota nas eleições municipais de São Luís, Eduardo Braide busca um norte e um lugar onde será líder e poderá mandar, já que na cadeira do Palácio La Ravadiere isto não será possível pelos próximos quatro anos, no mínimo. E por este jeito “mandão”, deverá ter resistência sobretudo de Adriano Sarney (PV) e Andrea Murad (PMDB) nesta tentativa quase que “forçada” de ser líder da oposição.
A resistência maior deve vir do deputado Adriano ainda por questões ocorridas à época da campanha para prefeito de São Luís, quando Braide dizia nas propagandas não ter pedido a apoio a grupos políticos, sendo desmentido por Adriano em plena tribuna da Assembleia.
Por outro lado, a entrada de Alexandre Almeida para a oposição não deve ser triunfal será meramente por pressões políticas após o resultado em Timon. Já o nome do deputado César Pires, com sua grande aproximação ao PDT deve adotar postura mais independente. As movimentações, apesar de fracas, não são descartadas pela base governista que espera crescimento das críticas nesta volta do recesso.
“A oposição, embora desorganizada na Assembleia, está se articulando fora dela e isto vem crescendo. Não descartamos seu crescimento e com isto as críticas ao governo e por isto estamos preparados. O governo do estado deve se aproximar cada vez mais da Casa neste período”, afirmou o líder da base governista na Assembleia, Rogério Cafeteira.
E, com o ano de eleição para governador, senadores, deputados e presidente, as articulações serão cada vez mais intensa. 2017 será o ano das definições.
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