De repente o governador Flávio Dino passou a ser a atacado pelos parlamentares remanescentes do grupo Sarney por suas posições firmes e coerente em defesa do mandato do mandato da presidente Dilma, vítima de uma tentativa de golpe, segundo o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), perpetrada pelo vice-presidente Michel Temer.
Os ataques podem ser considerados injustificáveis na medida em que o governador mostra coerência e lealdade com a presidente, pois desde o primeiro momento denunciou a tentativa de apear Dilma por meio de métodos escusos e condenáveis, como o impeachment ora discutido no Congresso Nacional e que pode entregar o comando do país ao PMDB.
Dino tem se posicionado juridicamente e repetidos em todos os seus pronunciamentos a necessidade de se respeitar a Constituição, ainda que isso represente algum desgaste junto àquele que querem chegar ao poder a qualquer custo, nem que seja rasgando a Carta Magna, como pretendem os caciques do PMDB.
Diante do que se tem presenciado no plenário da Assembleia Legislativa, onde deputados que antes jogavam flores na presidente e hoje lhe apedrejam, há de se questionar os posicionamentos do ex-presidente José Sarney e do senador João Alberto contra o impeachment, na medida que seus liderados no Maranhão torcem pela queda da petista.
Na sessão de quarta-feira (30), o deputado Levi Pontes, diante dos ataques ao governador, observou que a maior injustiça cometida contra o governador Flávio Dino é a incompreensão dos elevados motivos de sua defesa da lei e da Constituição, quando ele fala sobre a hipótese de afastamento da presidente da República, e o oportunismo barato de quem se aproveita da baixa popularidade da presidente para atingir alguém que apenas expressa a sua coerência com argumentos jurídicos, extremamente pertinentes.
Embora a bancada que segue a orientação de Sarney e João Alberto tente aproveitar o momento de dificuldade vivido pelo governo petista para desgastar a imagem do governador, o fato é que Flávio Dino, ex-juiz federal, clama por legalidade.
As declarações do governador em defesa do governo Dilma e da Constituição, na avaliação do líder do governo, Levi Pontes devem ser enfrentadas à luz da ciência e do direito, nunca pelo rebaixamento do achismo e da vingança mesquinha. “Nós temos que homenagear a grandeza de espírito, as decisões de um homem público que não apela para o populismo barato, porque é isso, sim, que leva um governante a colocar o seu estado em problemas graves, financeiros e políticos”, observa Levi Pontes.
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