Líder nas pesquisas para o governo do estado, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), continua em silêncio, o que só aumenta as especulações sobre sua participação na corrida ao Palácio dos Leões em outubro próximo. Faltando apenas dez dias para esgotar o prazo da desincompatibilização para quem ocupa cargo público e vai disputar a eleição, o chefe do Executivo municipal permanece sendo uma incógnita.
Pelo Brasil a afora, governadores começaram a entregar seus cargos. Os mandatários de Minas Gerais, Romeu Zema, e do Rio de Janeiro Claudio Castro já passaram os comados dos seus estados para os vices e outros tantos chefes de Executivos estaduais e municipais estão desocupando as gavetas dos seus gabinetes e se preparando para disputar mandatos, Eduardo Braide mantém em segredo sua decisão sobre candidatura a governador.
Nos bastidores existem apostas se ele estaria disposto a abrir mão de comandar um orçamento gigantesco como o da Prefeitura de São Luís para se aventurar numa corrida onde seu principal adversário Orleans Brandão (MDB) conta com a força política de quatorze partidos, da máquina estaduais e de um governador bem avaliado que vai comandar pessoalmente a campanha do sobrinho e secretário de Assuntos Municipalistas.
No dia 06 de março, por exemplo, o deputado estadual Zé Inácio (PT), em postagem na plataforma X (ex-Twitter) disse: “candidatura¿ Só acredito vendo a renúncia publicada no Diário Oficial na Sexta-feira Santa”. Segundo Zé Inácio, o prefeito de São Luís teria conhecimento de pesquisas qualitativas que o desestimularia a lanças sua candidatura ao governo. O parlamentar sugere que os números seriam negativos a Braide.
Na contra mão da avaliação do deputado do PT, uma vozes do partido a defender aliança com o grupo do governador Carlos Brandão e apoio a Orleans, mesmo o partido tendo como pré-candidato o vice-governador Felipe Camarão, aliados do prefeitos dão como certa sua candidatura e afirmam que será anunciada no tempo certo, ou seja, início de abril, ou até mesmo na véspera de encerrar o prazo para desincompatibilização, dia 3 de abril.
Diante da incerteza, é fato que até o momento, existem apenas duas candidaturas ao governo confirmadas por seus respectivos partidos: Orleans pelo MDB, partido que ele preside e já fez o pré-lançamento de sua candidatura dia 14 de março, e Lahesio Bonfim pelo Novo. O vice-governador Felipe Camarão enfrenta resistência interna no PT e ainda não tem garantia de será o representante do partido. Já Braide continua gerando expectativas, mas as apostas nos bastidores da sucessão é que estaria disposto a enfrentar o desafio das urnas em outubro.
As pesquisas de momento, antes de começar a corrida pra valer, são amplamente favoráveis ao prefeito de São Luís, mas a força dos leões que protegem o palácio não deve ser desprezada. Numa eleição que já começa polarizada, tudo pode acontecer, inclusive o receio de Braide ser candidato, isto é, trocar o certo pelo duvidoso.
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