Pela resolução, a eleição presidencial segue como principal foco, mas, na sequência, o PT passa a dar maior peso às disputas pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, deixando os governos estaduais em posição inferior.
A mudança de estratégia deve impactar diretamente a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT). Ele, inclusive, já adiantou posicionamento e passou a admitir a possibilidade de ser candidato ao Senado na chapa em que o prefeito de São Luís, Eduardo Braide,, deverá ser candidato a governador.
Para os dirigentes nacionais do PT, a eleição presidencial continua no topo da lista. Em seguida, aparecem as disputas para o Senado, depois a Câmara dos Deputados. Apenas na quarta posição entram as candidaturas aos governos estaduais, à frente somente das eleições para Assembleias Legislativas.
Pelo arranjo estabelecido, as candidaturas a governos estaduais passam a não ter relevância e muito menos peso, principalmente onde as pesquisas indicam militantes do partido em situação de dificuldade e amargando índices de aceitação irrisórios, como é o caso do Maranhão, onde Felipe Camarão aparece sempre na quarta colocação.
Com a disputa pelo Governo do Maranhão polarizada entre Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), a executiva nacional do PT, ao que tudo indica, não deverá fazer nenhum esforço para manter a candidatura de Camarão ao governo. É provável que se abstenha de apoiar candidatura a governador pra ter multiplos palanques no Estado.
Dependendo da posição que a direção nacional do PT tomar em relação a aliança no Maranhão, poderá reivindicar uma vaga para Camarão na chapa de senador. O problema é que na chapa de Brandão já existem três candidatos e todos apoiadores de Lula: Roseana Sarney, Weverton Rocha e André Fufuca, ou seja, só existe a opção da chapa de Braide, onde, pelo menos até o momento, só existe a senadora Eliziane Gama (PSD), lulista de carteirinha.
E Camarão já sinalizou que o caminho poderá ser o palanque de Braide, mas tudo ainda depende de muita conversação
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