Muito já se falou sobre o processo de mudança conduzido pelo governador Flávio Dino (PCdoB) neste primeiro ano de governo, mas para o blog Jorge Vieira, talvez a mudança mais significativa tenha ocorrido na forma transparente de administrar o Estado. Nas gestões da ex-governadora Roseana Sarney, por exemplo, 60% dos gastos públicos eram omitidos da população e os recursos destinados à saúde, educação e saneamento básico desviados para o ralo da corrupção.
Considero a transparência a principal mudança por ter estancado a sangria dos cofres públicos, o que permitiu com que o governador, apesar da crise que assola o país, pudesse desenvolver programas, como Mais Educação, Mais IDH, entre outros que estão permitindo recuperar o tempo perdido no combate a pobreza extrema, herdada dos cinquenta anos de mando da oligarquia Sarney. Não podemos esquecer que na gestão anterior, segundo a Controladoria Geral da União, apenas 40% das informações oficiais eram disponibilizadas no Portal da Transparência.
A partir da criação da Secretaria de Transparência e Controle e nomeação do advogado Rodrigo Lago, auditoria foram realizadas, contratos suspeitos revistos ou cancelados e técnicos fizeram uma varredura no sistema e descobriram e eliminaram os filtros que impediam a população tomar conhecimento dos convênios suspeitos com prefeituras do interior do Estado em véspera de eleição, principalmente com associação de moradores para suposta construção de estradas vicinais e poços artesiano, meio, na verdade, utilizado para transferir dinheiro público para cabos eleitorais.
Por mais que os adversários se esforcem para criticar a gestão democrática de Flávio Dino, o fato é que em menos de um ano, o Maranhão deixou a penúltima colocação no ranking da transparência para assumir a primeira obtendo nota 10 na Escala Brasil Transparente (EBT) da Controladoria Geral da União, aquela que mensura o cumprimento da Lei de Acesso à Informação. Hoje o Maranhão, diferentemente das gestões passadas, disponibiliza 100 por cento das informações, todos os gastos estão no Portal da Transparência.
Tudo que está sendo feito em prol da transparência dos gastos públicos é fruto de Lei de Acesso a Informação, sancionada no Estado nos primeiros meses do governo Flávio Dino, o que fez com que o Maranhão deixasse de figurar entre os estados relapsos que não possuíam tal legislação e passasse a ser visto com uma unidade da Federação cumpridora de suas obrigações e voltada para a acabar a corrupção que levou o Maranhão a ostentar os piores indicadores econômicos e sociais do país ao longo de cinco décadas.
Neste primeiro ano de administração podemos afirmar que o Governo deu passos significativos para extirpar a corrupção e as desigualdades sociais, algo nunca visto em gestões anteriores. Só com o combate intensivo à corrupção, o Estado economizou algo em torno de R$ 300 milhões em 2015, dinheiro suficiente para pagar uma folha do servidor (cerca de R$ 200 milhões) e ainda sobrar alguns para investimento.
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