Já estava na hora do Ministério Público Eleitoral agir contra os abusos cometidos na pré-campanha. Desde o inicio do ano que o pré-candidato do PDT, senador Weverton Rocha, atropela a legislação eleitoral, faz campanha, promove atos pelo interior do Maranhão com direito a montagem de palanque e discurso de candidato, como se tudo fosse permitido.
O pré-candidato do PSDB e vice-governador Carlos Brandão, também já participou de dois grandes eventos organizados por prefeitos aliados, em São Mateus e Presidente Dutra, enquanto o prefeito do município de São Pedro dos Crentes, Lahérco Bonfim, já fez uso até de outdoor para anunciar sua candidatura ao governo do estado pelo PSL.
Dos pré-candidatos já lançado, Edivaldo Holanda Junior (PSD), Simplício Araújo (Solidariedade) e Josimar de Maranhãozinho (PL) têm se mantido dentro das regas estipuladas pela Justiça Eleitoral, mantém as conversações com aliados, articulam com lideranças e até usam a internet, mas nada que possa ser comparado com propaganda antecipada.
Segundo o Procurador Regional Eleitoral Juraci Guimarães, “é perfeitamente natural, e a legislação autoriza, as articulações políticas que antecedem o período eleitoral, sendo possível a reunião e encontros políticos eleitorais em ambientes fechados, a exposição como pré-candidato em entrevistas e debates, contudo, a realização de megaeventos de inusitados lançamentos de pré-campanha, uso massivo de outdoors contendo expressões de caráter eleitoral, com considerável custo financeiro e de grande impacto, demonstram nítida propaganda eleitoral antecipada, que é vedada pela legislação, e ofende a igualdade do pleito além de estimular que outros candidatos realizem práticas ilícitas.”
E o que se tem visto é um completo desrespeito às regas eleitorais, com os três pré-candidatos alvo da ação do Ministério Público usando e abusando de ilícitos para propagarem suas pré-candidaturas em prejuízo dos demais, que por terem consciência de que a campanha só começa após as convenções entre julho e agosto de 2022, se comportam e cumprem as regras do jogo.
A intervenção do Ministério Público neste momento é necessária e exige punição exemplar aos infratores, pois se os abusos não forem contidos agora, imagine o que poderá acontecer quando a campanha começar pra valer?
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