O jornal da oligarquia Sarney tem vendido a falsa de ideia de que são “privilegiadas” a respeito da citação do governador Flávio Dino em suposto envolvimento na investigação da Lava Jato.
Acontece que o jornal O Globo já havia noticiado a mesma delação, no dia 07 de agosto de 2016. Então, no dia seguinte, 8 agosto do mesmo ano, a mídia e a oposição da oligarquia apenas reproduziram aquilo que O Globo já havia feito já um ano.
Contrapondo o que esbraveja a oposição, em publicação deste ano na mídia sarneyzista, a certidão de Dino que data do dia 17 de março, não é prova de que houve o vazamento de informações para o governador do Maranhão no momento em que a lista foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, semana passada.
Se alguém vazou alguma coisa, foi a mídia opositora e não o contrário. E, contra fatos, não há argumentos.

“Vazamento” alardeado pela oposição já era conhecido desde o ano passado
Ao pedir investigação sobre o “vazamento” de informações da petição citando o nome de Flávio Dino, a oposição tenta criar um factóide e cai novamente em contradição. Os sarneyzistas alegam que o tal “vazamento” teria ocorrido em março deste ano. Mas o próprio jornal Estado do Maranhão já havia destacado o conteúdo desse “vazamento” em agosto de 2016.
Tudo gira em torno da certidão apresentada por Flávio Dino provando que ele jamais atuou num projeto de lei que seria de interesse da Odebrecht. Esse documento, emitido pela Câmara dos Deputados, desmonta a tese de que o governador teria recebido doação ilegal da empreiteira em 2010, quando era deputado, em troca de ajuda no projeto de lei.
Já que a certidão deixou a oposição sem discurso, a tentativa agora é fazer barulho. Deputados ligados à família Sarney dizem que, como o documento é de 17 de março, alguém teria vazado a Flávio Dino a informação de que ele seria citado em uma lista divulgada apenas em abril.
O problema nessa tese é que o próprio Estado do Maranhão, que pertence à família Sarney, já tinha vazado em 8 de agosto de 2016 que o governador seria acusado de ter recebido R$ 200 mil. O boato tinha sido publicado no dia anterior pelo jornal O Globo, que tem circulação nacional.

O “vazamento”, portanto, era de conhecimento público. Em março, com a intensificação dos boatos de que a acusação seria divulgada oficialmente, o governador pediu a certidão à Câmara.
“A assessoria do governador mapeou que situação poderia gerar alguma ilação e solicitou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara uma certidão de que não havia apresentado parecer sobre a proposta”, diz nota do PCdoB.
O pedido de investigação, portanto, revela desespero dos aliados de Sarney com a impossibilidade de contestar a certidão que prova que Dino não atuou em favor da Odebrecht.

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