Após negar informação postada aqui no blog sobre o encontro que teve com o presidente estadual do PMDB, senador João Alberto de Sousa, em setembro, para discutir aliança para as eleições de 2016, em São Luís, a deputada Eliziane Gama (Rede), velha conhecida da classe política maranhense por fazer e não cumprir acordo e sempre querer levar vantagem em tudo, finalmente admitiu ao jornal Folha de São Paulo que vem conversando e que pretende coligar com o que restou da oligarquia para levar adiante seu projeto político pessoal.
A ambição da parlamentar pelo poder não tem limite, vale tudo, inclusive comporta-se como uma meretriz da política ao ajoelhar-se aos pés do ex-presidente José Sarney, chefe de um grupo perverso que levou o Maranhão ao fundo do poço, em busca do apoio que os partidos de oposição à oligarquia lhe negam por não confiar em seus propósitos e condenar seu malabarismo político para tentar viabilizar uma pré-candidatura.
Eliziane fez carreira política agregada na oposição, condenando os métodos da oligarquia Sarney, a quem acusava pelas “mazelas” e “atraso” do Estado, mas bastou ver seus interesses pessoais contrariados para se aproximar da escória política que levou o Maranhão a ostentar os piores indicadores econômicos e sociais do país, enquanto uma meia dúzia de famílias enriqueciam às custas da legião de indigentes surgida ao longo dos cinquenta anos de assalto aos cofres públicos.
Agora a máscara caiu, finalmente a deputada assumiu que quer o PMDB em seu palanque e que vem discutindo a aliança. Mas para não fugir ao estilo de omitir a verdade, teve a cara de pau de afirmar que não negocia apoio da família Sarney. Mas como não negocia, deputada, se quem manda no PMDB é José Sarney e Roseana? Desde quando João Alberto toma alguma decisão política sem antes consultar os Sarney? Será que a senhora pensa que somos todos idiotas?
E pelo que o presidente em exercício do PMDB, Remi Ribeiro afirmou à Folha, o partido já eliminou a possibilidade de aliança com o candidato do governador Flávio Dino, prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), o que implicar em dizer que restam apenas duas opções: lançar candidato próprio ou embarcar na canoa furada de Eliziane, uma política tão verdadeira como uma nota de três reais.
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