Em conversa informal com um grupo de jornalistas na tarde de sexta-feira (04), em Viana, durante o sorteio de mil casa do Programa Minha Casa, Minha Vida, o deputado federal Aluísio Mendes, ex-secretário de Segurança do Estado, admitiu que apenas sete dos dezoito parlamentares que integram a bancada federal estariam favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.
No time que joga a favor do afastamento de Dilma por conta das pedaladas fiscais estariam André Fufuca (considerado hoje mascote do presidente da Câmara, Eduardo Cunha), Hildo Rocha, Júnior Marreca, Zé Renaldo, Juscelino Filho, João Castelo e Eliziane Gama. O ex-governador Zé Reinaldo, inclusive se manifestou, hoje, através do Jornal Pequeno, favorável ao afastamento da presidente.
Segundo Aluísio Mendes, que ainda não definiu de qual lado estará, mas admite ser contra o afastamento, adverte que dificilmente a oposição conseguirá votos suficientes para levar adiante o impeachment da presidente. Conforme o parlamentar, o clima no Congresso arrefeceu após a acolhida do pedido formulado pelos juristas Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo, sendo este último um dos fundadores do PT.
O deputado federal Weverton Rocha, que retorna ao plenário da Câmara no início de janeiro de 2016 como líder da bancada do PDT, acredita também na permanência da presidente até o final do mandato. Para Rocha, o Maranhão e o Brasil nada tem a ganhar com o retorno de velhos conhecidos da política brasileira ao poder, os mesmo que impediam até ministros visitar o Estado por conta de perseguição contra o governador Jackson Lago.
A observação do dirigente do PDT faz sentido, pois todos ainda guardam vivo na memória a campanha de perseguição promovida contra ao ex-governador Jackson Lago comandada pelo ex-presidente José Sarney e sua turma do PMDB que hoje querem o impeachment para tentar ressuscitar politicamente.
A deputada Eliziane Gama, por sua vez, embora tenha se manifestado favorável ao afastamento, o seu partido, a Rede Sustentabilidade, assumiu posição contra o impeachment. A ex-ministra Marina Silva prefere que a Justiça Eleitoral casse o registro da chapa que disputou a eleição (Dilma/Temer) para que haja nova eleição, ou seja, também quer Dilma fora do poder, mas de outra maneira.
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