O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nesta quarta-feira (18) sobre a megaoperação deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra o crime organizado em todo o país. Em publicação nas redes sociais, Lula destacou a atuação coordenada das forças de segurança e reforçou o compromisso do governo no enfrentamento às facções criminosas.
“Combate firme ao crime organizado! A Polícia Federal está nas ruas, junto às forças estaduais e federais de segurança, realizando a Operação Força Integrada”, escreveu.
O presidente também enfatizou que “não haverá impunidade para organizações criminosas”.
A Operação Força Integrada mobiliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) e ocorre simultaneamente em 15 estados. Ao todo, estão sendo cumpridos 181 mandados de busca e apreensão e 112 mandados de prisão.
As ações acontecem em Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe.
O foco da ofensiva é desarticular esquemas ligados ao tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e à atuação de facções criminosas, especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
Coordenada pela Polícia Federal, a operação reúne diferentes instituições de segurança pública em uma atuação conjunta. Segundo a PF, o modelo das FICCOs se baseia no conceito de força-tarefa, sem hierarquia entre os órgãos participantes.
Participam da ação polícias civis, militares e penais, guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal, além de órgãos estaduais e federais ligados à segurança pública.
A operação ocorre em meio ao avanço de investigações que apontam conexões entre o crime organizado e estruturas sofisticadas de lavagem de dinheiro, inclusive no sistema financeiro.
Conforme mostrou a Fórum, apurações indicam que empresas ligadas ao PCC movimentaram cerca de R$ 1 bilhão por meio de fundos de investimento, ampliando o alcance das investigações para além das atividades tradicionais do crime organizado.
Esses desdobramentos reforçam suspeitas sobre a infiltração de facções em setores estratégicos da economia, incluindo operações financeiras complexas associadas ao mercado.
A ofensiva desta quarta-feira reúne diversas operações regionais, cada uma com foco específico em núcleos do crime organizado. Entre os alvos estão grupos envolvidos com tráfico de drogas, armas, roubos, lavagem de dinheiro e até uso de empresas de fachada.
Há também ações que investigam o uso de estruturas comerciais e logísticas — como aeroportos e estabelecimentos comerciais — para facilitar atividades ilícitas.
Além das prisões e buscas, a operação inclui bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens e restrições patrimoniais que, somadas, podem atingir centenas de milhões de reais.
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