O deputado Yglésio Moisés já não tem mais com o que se preocupar sobre perda de mandato por ter deixado o PDT para disputar a Prefeitura de São Luís por outra legenda. Na tarde de segunda-feira (16) o Tribunal Regional Eleitoral avalizou a saída, deixando-o livre para filiar-se em um partido em que sua candidatura seja, de fato, confirmada na convenção, que deverá ocorrer entre julho ou início de agosto de 2020.
“Estou conversando com alguns partidos e espero fechar essas conversações nestas duas semanas que restam para o fim do ano. Até o final de 2019 vou definir por qual legenda do campo governista que me formulou convite irei disputar a eleição. As conversas estão bastante adiantadas e acho que tudo vai dá certo em relação a minha candidatura”, observou Yglésio em contato com o titular do blog Jorge Vieira.
O problema agora será encontrar uma legenda que lhe permita ter tempo de televisão e fundo eleitoral para garantir que sua campanha se desenvolva em pé de igualdade com os principais concorrentes que certamente vão dispor de todos os recursos permitidos pela legislação eleitoral, inclusive acesso ao fundo e tempo de TV.
Os grandes partidos já estão com seus pré-candidatos definidos e os que ainda restam, a exemplo do PRB, PTB, PP e PL estariam mais propensos a seguir o projeto político do governador Flávio Dino e do prefeito Edivaldo Holanda Junior, que até o momento não deram qualquer declaração sobre sucessão municipal.
Yglésio tem declarado que pretende migrar para uma legenda da base de sustentação do governo, mas ainda não encontrou um porto seguro e corre para tentar fechar essa questão crucial para as suas pretensões em 2020 antes da virada do ano para evitar um maior distanciamento dos que saíram na frente.
O DEM já lançou Neto Evangelista num grande ato público no início do ano e desde então os dirigentes locais e nacionais da legenda tem conversado com o PDT a possibilidade de aliança e tudo indica que os dois partidos irão aliançados para a disputa do pleito na capital. O PSB confirmou Bira do Pindaré, o PCdoB está fechado com Rubens Júnior, PV tem Adriano Sarney como prioridade; o Podemos está com Eduardo Braide em plena campanha e a Rede Sustentabilidade aposta no comunicador Jeisael Marx como candidato. Já o esvaziado MDB tenta convencer Roseana Sarney a assumir a candidatura.
A situação de Yglésio não é das mais confortáveis, mas pelo menos está livre para concorrer pelo partido que lhe acolher, condição menos complicada que a do deputado e pré-candidato Duarte Júnior que ainda depende de autorização do PCdoB para sair e tenta desesperadamente conseguir partido que lhe aceite e ainda lutar pela liberação aos dirigentes comunistas.
Crítica também é a posição do deputado Wellington do Curso. Pré-candidato e filiado ao PSDB, o parlamentar vê os tucanos voarem rumo ao palanque do candidato do Podemos Eduardo Braide e corre sério risco de não participar do pleito, caso não consiga autorização para procurar outra legenda.
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