A pesquisa do DataIlha publicada neste domingo (27) pelo Jornal Pequeno, que apresenta a ex-governadora Roseana Sarney na liderança com 22,8% da preferência do eleitorado para o governo do estado, segundo o deputado estadual Roberto Costa, foi recebida com naturalidade pela direção do MDB, mas não ao ponto de mudar a estratégia do partido de tê-la como candidata a deputada federal para ajudar na formação da bancada.
“O resultado da pesquisa nos anima e é lógico que não descartamos a possibilidade de Roseana ser candidata, mas não empolgam porque estes números são naturais pois estamos apenas no início da campanha e eleição tem começo, mas não sabe o final. Nosso compromisso é vê-la como puxadora de votos na eleição proporcional de deputado”, disse Costa, reafirmando que Roseana assume na próxima sexta-feira (2 de julho) a presidência estadual do MDB com a missão de reestruturar a legenda.
Em recente entrevista à TV Mirante, Roseana fez mistério sobre suas pretensões para 2022, deixando no ar a possibilidade de concorrer a um mandato majoritário, mas pelas declarações de Roberto nesta manhã de segunda-feira (28) ao blog do Jorge Vieira a ex-governadora deverá disputar mesmo é uma vaga na Câmara dos Deputados.
Observadores do cenário político local, entre os quais o deputado estadual César Pires (PSD) não veem vontade em Roseana em colocar seu nome numa disputa majoritária de governador, embora acreditem que ela tenha potencial para disputar a eleição em pé de igualdade. Nas pesquisas anteriores, ela também apareceu em primeiro, mas não demonstrou entusiasmo e estaria mais propensa tomar o caminho do legislativo.
Com Roseana, ao que tudo indica, fora do páreo e com os dois principais pré-candidato do grupo governista (Weverton Rocha 13%) e Carlos Brandão 11%) tecnicamente empatados, mas favorito para fazer o sucessor, caberá ao governador Flávio Dino a delicada missão de construir o consenso em seu grupo, algo considerado difícil a essa altura, mas não impossível.
Com acredita o deputado federal Bira do Pindaré (PSB), o governador tem habilidade suficiente para construir a unidade. E a primeira reunião que dará início ao processo de discussão sobre sucessão está marcada para acontecer semana que vem e deve reunir presidente dos cerca de quinze partidos da base de sustentação do governo.
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