Acusado de ser assassino do próprio pai, Júnior do Nenzim foi apresentado na sede da Secretaria de Segurança Pública do Estado, por volta do meio dia desta sexta-feira (8). O ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o Nenzim, foi assassinado na manhã desta quarta-feira (6).
Mariano Filho, o Júnior do Nenzim, é acusado de efetuar o disparo que atingiu seu pai no pescoço. Em sua primeira versão à Polícia, o filho o ex-prefeito disse que seu pai tinha sido assassinado por bandidos em uma moto.
Na coletiva de imprensa sobre o caso, o delegado Lúcio, superintendente da Delegacia de Homicídios, declarou que “foi uma tarefa em tempo curto, graças à integração das equipes de polícia. Ouvimos pessoas da família e empregados. Chegamos então à conclusão que o crime tinha sido cometido por alguém da família. Analisamos as provas, e o filho vinha vendendo gado da família. O júnior tinha intensão de acelerar também a repartição da herança. As equipes ficaram 12 horas cercando a casa onde ele foi encontrado”.
Já o superintendente doInstituto de Criminalística do Maranhão (ICRIM), Miguel Alves disse que o primeiro depoimento de Mariano Filho foi logo descartado no início das investigações.
“É bom destacar o trabalho integrado. A polícia técnica colocou equipes à disposição do Icrim de São Luís e Imperatriz. Primeiro verificamos a primeira versão apresentada, e então foi afastada. Em um segundo momento tentamos descobrir onde havia ocorrido o evento, então comprovamos que no interior do veículo haviam manchas de sangue. No exame cadavérico, comprovou-se a distância que o tiro foi efetuado”, disse Alves.
Jefferson Portella, secretário de Segurança, afirmou que pode haver uma quinta pessoa envolvida no crime, e que se confirmado, será presa em breve.
Sobre quem apertou o gatilho, a polícia ainda não tem uma conclusão, e espera o resultado da perícia. Não existem, entretanto, vestígios de tiro dentro do carro. O exame de pólvora em Mariano Filho ainda não pode ser feito. Mariano Filho declara inocência. (Página2)
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