O suplente no exercício do mandato de deputado estadual, Fernando Furtado, em discurso na polêmica audiência pública púbica realizada em São João Carú, não apenas externou preconceito contra índios e gays, como também acusou o Tribunal de Justiça do Maranhão de ser um balcão de venda de sentença.
Conforme um áudio com o discurso do parlamentar, que está disponível na internet, Furtado diz ter presenciado pagamento de propina a um deputado genro de desembargador para voltar prefeito cassado por corrupção em um posto de revenda de combustíveis.
“Eu fiz o meu pronunciamento incomodando alguns deputados que têm trânsito no tribunal e fazem negociatas, para poder voltar prefeitos com R$ 100 mil e R$ 200 mil, em posto de gasolina. Porque eu fui passar uma noite de domingo em um posto de gasolina em São Luís para flagrar uma negociata dessas com o genro de um desembargador. Eu estava lá de madrugada, vendo tudo”, afirmou.
Por conta da acusação do parlamentar, começou o burburinho nos corredores do Poder Legislativo em torno do personagem com trânsito livre e autorização para fazer negociata em nome dos desembargadores, já que o parlamentar não revelou o nome. As desconfianças, no entanto, recaem sobre o deputado Edilázio Júnior, genro da desembargadora Nelma Sarney.
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