A Operação Pausare, sobre desvios no Postalis, fundo de pensão dos Correios, foi deflagrada na última quinta-feira (1º) em meio a críticas à Polícia Federal sobre a demora para “colocar a operação na rua”. No andamento judicial da operação, disponível no site da Justiça Federal em Brasília, é possível ver que os mandados estavam prontos desde o dia 15 de dezembro.
A direção da Polícia Federal hoje é de Fernando Segóvia, indicado por José Sarney, e a Operação Pausare investiga o ex-presidente do Postalis, Alexej Predtechensky, apadrinhado político do senador Edison Lobão. A demora para deflagração da operação e a ligação entre os maranhenses pode não ser apenas uma coincidência.
A autorização judicial para a operação, do juiz Vallisney de Oliveira, da Justiça Federal no Distrito Federal, é do dia 6 de novembro de 2017, quase três meses antes de a operação ir para as ruas.
Reservadamente, fontes que acompanham o caso relataram insatisfação com essa demora. Disseram que era uma operação para ter sido deflagrada ainda em 2017, e que procedimentos considerados simples, como a atualização de endereços se arrastaram.
Essas mesmas fontes que acompanham as investigações reforçaram que a deflagração de uma operação policial pressupõe urgência, para evitar vazamentos. Por isso, quanto mais os preparativos se estendem, mais riscos a investigação corre.
O Postalis é um reduto de indicações políticas do PMDB. Milton Lyra, apontado como operador de senadores do partido, foi alvo da Operação Pausare na semana passada.
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