Candidato a prefeito em Imperatriz, Ildon Marques (PSB), sabe que sua situação junto à Justiça Eleitoral é delicada. Incluso na lista de fichas sujas do Tribunal de Contas do Estado e da União, além de ter a candidatura impugnada três vezes, o socialista tem utilizado o programa eleitoral para dizer que não esta inelegível e que poderá assumir o mandato caso seja eleito. Só faltou combinar esse discurso com o Tribunal Regional Eleitoral que decidirá o seu futuro.
Para tentar convencer o eleitor, ele argumenta que em 2014, quando foi candidato a deputado federal, tentaram impugná-lo. “Nessa para deputado federal eu não ganhei porque disseram que eu era inelegível, mas recebi o meu diploma de suplente”. Porém, a verdade é que o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, realmente indeferiu a sua candidatura na época. Em sua decisão, desembargador Guerreiro Júnior argumentou que o então candidato a deputado teve as contas rejeitadas pelo TCU e o TCE, e a questão primordial era pela ação que respondia por ato de improbidade administrativa. “Contudo, a improbidade é uma ilegalidade qualificada pelo intuito intencional do agente, atuando sob impulsos contaminados de desonestidade. (…) O fato é grave de modo a atrair a inelegibilidade”, sentenciou o desembargador, que decidiu pelo indeferimento da candidatura.
Logo depois, o socialista seria condenado pelo Tribunal por ato de improbidade administrativa.
No pleito deste ano, Ildon teve a candidatura impugnada por três vezes, inclusive pelo Ministério Público Eleitoral. O promotor Carlos Augusto sustentou que a justiça não pode fechar os olhos para as inúmeras contas julgadas irregulares pelos Tribunais de Contas do Estado e da União, com trânsito em julgado, decorrentes da passagem de Ildon pela Prefeitura de Imperatriz. “Como se percebe pelos espelhos captados no site do TCU, o impugnado teve contas julgadas irregulares e com imputação débito por multa nos Processos 20503/2003-1 e 11627/2002-1, com acórdãos transitados em julgado, portanto, com decisão irrecorrível do órgão competente. É da Justiça Eleitoral a competência em qualificar ou não como vício insanável e/ou ato doloso de improbidade administrativa”.
Apesar de alegar que em “toda eleição tentam dizer que ele é inelegível”, o socialista tem um histórico de contas reprovadas e condenações que sustentam todos os pedidos de impugnação que ele sofre na justiça eleitoral.
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