Marcos Mazoni, diretor-presidente do Serpro, empresa pública de tecnologia, visita São Luís, nesta sexta-feira (14) e apresenta medidas contra ataques virtuais adotadas pelo governo federal. A proposta é firmar parcerias com o governo estadual, que está interessado em conhecer as diferentes soluções de segurança desenvolvidas pelo Serpro.
O diretor da empresa de tecnologia pública vai assinar Termo de Intenção para Cooperação entre o Serpro e Secretaria de Ciência e Tecnologia comandada pelo deputado Bira do Pindaré.
Denúncias sobre espionagem, desde e-mails de brasileiros a chamadas telefônicas do governo, reacenderam a discussão sobre privacidade na web e proteção dos dados do Estado. Para combater as ameaças, umas das tecnologias implantadas pelo governo federal foi o correio eletrônico ExpressoBR, desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). O Expresso e outras aplicações de segurança serão tema dos encontros que acontecem nesta quinta e sexta-feira entre o Serpro e o Governo do Maranhão, que está interessado em conhecer e implantar as aplicações.
Além de soluções de proteção para governo, o diretor-presidente Marcos Mazoni apresentarádemais softwares e serviços que o Serpro constrói para desburocratizar a máquina pública, o atendimento aos cidadãos, e promover a inclusão digital. A proposta, no fim dos encontros, é que osgovernos federal e estadual assinem uma parceria em múltiplas frentes.
O e-mail do governo federal
Hoje, há cerca de 60 mil contas de e-mail do Expresso, na Presidência da República e em outras instituições da administração brasileira. E até mesmo no governo de outros países, como Uruguai e Argentina. A aplicação é criada com inteligência nacional e com software livre – ao contrário das aplicações com códigos fechados, que não permitem conhecer o código-fonte, dificultando, assim, o reconhecimento de códigos maliciosos que comprometam o sigilo nas comunicações.
O Expresso possibilita também a incorporação de certificação digital, a qual conta com técnicas de assinatura digital e criptografia para a transmissão de mensagens, tornando o conteúdo indecifrável para quem não está autorizado a acessá-lo. Esse serviço de certificação digital poderá, inclusive, ser usado pelo governo maranhense em outros sistemas tecnológicos que também precisem assegurarintegridade e confidencialidade aos dados.
Atualmente, o Serpro está entre as quatro únicas empresas que possuem a infraestrutura necessária para prestação de serviço de certificação digital no país. Além de sua própria AR, hospeda as autoridades certificadoras de órgãos como a Presidência da República, Receita Federal e Justiça Federal. A empresa possui ainda redes, centros de dados e serviços de computação em nuvem exclusivos para governo, com toda sua infraestrutura instalada em solo brasileiro, com tecnologias e regras que visam garantir a soberania nacional.
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