A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão vinculado ao Governo Federal,aprovou o aporte de R$ 1 milhão para o plano de investimentos que visa à implantação de um projeto multi-institucional e multidisciplinar para desenvolver o cenário da biotecnologia no Maranhão.O projeto trata da implantação do Instituto Estadual da Ciência e Tecnologia (Iema) com foco em biotecnologia, que foi desenvolvido e organizado por um grupo de pesquisadores do Maranhão.
Para o desenvolvimento do projeto, além de recursos do Finep, o Governo do Estado deve entrar com uma ajuda no valor de R$ 1 milhão por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) e aimplantação é prevista para este ano.
“O projeto é de uma rede virtual, mas que implica em equipamentos, laboratórios, pesquisadores, bolsas e o desenvolvimento de linhas prioritárias de pesquisas”, explicou o secretário Jhonatan Almada.
O secretário destacou, ainda, a importância de trabalhar nesse eixo de atividades multiusuárias. “Essa experiência tende a ser um padrão de financiamento da pesquisa no Maranhão e é um caminho para a definição das áreas que são prioritárias na aplicação dos recursos”, destacou.
A Secti coordena o grupo de trabalho, incentiva e promove a ligação entre os pesquisadores, o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Finep, apoiam a ideia. Participam do projeto a Universidade Federal do Maranhão (Ufma), Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e o Instituto Federal do Maranhão (Ifma).
A professora da Uema Ana Lúcia explicou a importância desse projeto de pesquisa para o estado. “A pesquisa é a base do desenvolvimento, nós estamos trabalhando nesta temática no campo da biotecnologia”, disse ela ao ressaltar a repercussão dessas pesquisas para a melhoria da qualidade de vida dos maranhenses.
“Uma das vertentes trabalhadas pela biotecnologia é com os produtos naturais, a pesquisa é o ponto inicial para o tratamento de diversas doenças, é possível produzir um produto que é natural e não causa tanto impacto à natureza. É nessa perspectiva que trabalhamos”, concluiu a professora Ana Lúcia.
O projeto dos ICTs concretiza a política de apoio ao desenvolvimento da pesquisa. A iniciativa consiste em focalizar em áreas prioritárias como a biotecnologia, que tem aplicações na agricultura, pecuária e saúde.
“O estado tem pesquisadores consolidados em algumas áreas e essas áreas merecem ser fortalecidas, e as áreas que não temos também são importantes, merecem incentivos e é preciso investir”, pontou Almada.
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