Por Paulo Henrique Amorim

Encontro de juristas com a presidente Dilma Rousseff
Na solenidade em que juristas foram dar apoio à Presidenta Dilma, o governador do Maranhão, Flavio Dino (do PCdoB), disse algumas verdades ao suposto Juiz Moro (a reprodução não é literal):
– esse tema da corrupção não é novo. Todos se lembram da República do Galeão de 1954 e seu desfecho trágico;
– quando JK construiu essa cidade, Brasília, disseram que era para desviar dinheiro;
– aí veio o Jânio Quadros com sua vassourinha salvadora e todos se lembram da longa noite da ditadura e da crise institucional que se seguiu;
– é uma estratégia perene;
– que tem o objetivo de esconder a maior corrupção: a desigualdade social;
– a maior injustiça é a injustiça social;
– denunciam a corrupção só no Estado, para esconder seus privilégios!;
– esconder seus interesses de classe, de casta, de estamento;
– é o 1%;
– e isso provocou o crescimento dramático do Fascismo;
– é a violência de grupos inorgânicos sem líder, em busca de um líder, de um Fuherer!;
– antes, recorriam às Forças Armadas e hoje à toga supostamente imparcial e democrática;
– fui presidente da Associação dos Juízes Federais;
– o que está em jogo está além do mundo dos autos;
– e aqui temos que elogiar as Forças Armadas e sua postura ao lado da Legalidade!;
– quem põe em risco são esses que defendem a legalidade flexível, essa legalidade ad hoc, essa legalidade fascista;
– essas interceptações de telefone são ilegais desde a origem;
– ilegais, porque foram divulgadas contra a lei, em nome de um suposto interesse público;
– nada é mais convergente, nada defende mais o interesse público do que defender as leis e a Constituição;
– a primeira missão de quem quer defender o Estado de Direito é conter esses grupos violentos;
– vamos tratar desse impeachment: um impeachment sem fato, sem prova, sem dolo!;
– querem recriar as Comissões de Inquérito da Ditadura: primeiro pune, depois se prova!;
– impeachment por “badaladas fiscais” que foram chanceladas pelo Congresso!;
– isso não é crime de responsabilidade!;
– é preciso derrotar outra falácia política: a de que o impeachment é um julgamento político;
– é um julgamento numa casa política, mas segundo critérios jurídicos!;
– ser um julgamento político não significa vale tudo!;
– é preciso conter os abusos judiciais: a injustiça contra um homem só contamina a ordem jurídica toda!;
– Poder Judiciário não pode mandar carta para passeata;
– Juiz, Procurador da República: se quiser fazer passeata, peça demissão!;
– não use a toga para fazer política!;
– é preciso montar uma ampla frente democrática;
– reunir os liberais autênticos;
– montar um centro democrático!;
– pouco importante se a OAB de 1964 apoiou o Golpe;
– alguém se lembra do nome do presidente da OAB em 1964?;
– não! mas todos se lembram de Raymundo Faoro, que defendeu a Lei;
– eu também sou a favor de novas eleições;
– em outubro de 2018;
– eu me lembro muito do final o nosso Hino Nacional:
Mas, se ergues da Justiça a clava forte
Verás que um filho teu não foge à luta
Nem teme, quem te adora, a própria morte
(Todos cantam o Hino e, ao final, diz Dino)
– Não vai ter Golpe!
(E a plateia grita Não vai ter Golpe!)
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