A prefeita de Santa Inês, Vianey Bringel (PSDB), tomou uma acertada decisão ao cancelar o carnaval de Santa Inês. Não porque a festa é desnecessária para a economia local, mas por às vezes ser preciso realizar cortes e eleger prioridades.
E neste caso, a prefeita acertou ao priorizar setores da prefeitura como educação e saúde. No atual cenário econômico de alguns municípios e escassez de recursos deve-se colocar os pés no chão.
Além disso, ajuda a inibir os projetos “sem noção” para carnaval e evitar o gasto excessivo de recursos que poderiam ser muito bem aplicados em setores mais urgentes. Vale a reflexão.
Caro jornalista: por força das circunstâncias, a prefeita citada fez o que todos os prefeitos já deveriam ter feito há muito tempo: deixar de gastar dinheiro com o carnaval, gastos realizados sob os mais diferentes pretextos. De há muito o carnaval deixou de ser festa popular para ser alguma coisa movida a dinheiro público. Festa popular: do povo, pensa-se. Mas não: das prefeituras. Um carnaval realmente popular não pode ser CANCELADO por decreto. Sempre gostei -e brinquei -muito de carnaval. Nunca precisei – e todos os que comigo brincavam – de “estímulo” de dinheiro público. O carnaval popular foi apropriado pelos poderes públicos, desfigurando-o e atrelando-o a interesses muitas vezes inconfessáveis. Está na hora de devolvê-lo ao seu verdadeiro dono: sem concursos, sem amarras , sem artificialismos e com a espontaneidade que deve ser sua marca registrada. Em todas as ruas de todas as cidades que assim quiserem.
Concordo com seu ponto de vista. Os serviços essenciais das comunidades, com certeza, em primeiro lugar!