Considerado um dos maiores partido do Maranhão antes das duas derrotas do grupo Sarney para o governador Flávio Dino em 2014 e 2018, o MDB passa hoje por uma das piores crises de sua história ao ponto de não ter um nome para disputar o pleito em condições de igualdade com a concorrência.
A ex-governadora Roseana Sarney, tida como a “salvação da lavoura”, diante da performance nas pesquisas (sempre na faixa do 10%), não mostrou muita empolgação com o apelo do deputado estadual Roberto Costa para que assumisse a pré-candidatura e o partido voltou à estaca zero no assunto sucessão municipal na capital.
Com a desistência de Roseana, alguns nomes chegaram ser avaliados, entre os quais Kátia Bogéa, Victor Mendes e Roberto Veloso, mas as conversações não avançaram. O anti-sarneysismo que ainda reina em São Luís serviram para desmotivar os nomes que estavam sendo pretendidos.
Na falta de um político em condições de levar alguma esperança de vitória, nos bastidores da sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) já são fortes os comentários de que o MDB deverá abrir mão de lançar candidato próprio para apoiar candidatura de outra legenda.
E ao que tudo indica, após o carnaval, os caciques do MDB deverão definir em qual palanque se farão presentes na campanha. Internamente existe uma forte corrente defendendo aliança com Eduardo Braide (Podemos), mas Adriano (PV) conta com a simpatia do avô, José Sarney.
O fato é que enquanto a grande maioria das legendas, inclusive as principais, já estão com seus pré-candidatos anunciados e prometem colocar o “bloco na rua” após a folia de Momo, o velho MDB definha e permanece indeciso quanto a sua participação no pleito.
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