O clima não anda nada amistoso entre o ministro do Mio Ambiente Sarney Filho (PV) e o senador Edison Lobão (MDB), por conta das eleições de outubro próximo. Pré-candidato ao Senado, Sarney Filho começa ser descartado mais uma vez de disputar uma eleição majoritária.
A razão do descontentamento é simples: o ministro tem consciência de que o grupo Sarney tem condições de eleger apenas um senador e as pesquisas indicam que Lobão, mesmo envolvido na Lava Jato, anda anos luz a sua frente, ou seja, sua possibilidade de vitória é zero.
O ambiente só não azedou ainda mais porque o senador João Alberto, obediente como sempre, aceitou não ser candidato à reeleição, mas a situação de Sarney Filho em nada melhorou, pelo contrário, a cada pesquisa fica mais evidente sua falta de capilaridade eleitoral na acirrada disputa que vai ser a eleição para o Senado.
E com receio de ficar sem mandato, Sarney Filho pressiona para tirar Lobão do páreo, que, por sua vez, já anunciou que não abrirá mão do direito de concorrer à reeleição. Lobão precisa mais do que nunca do mandato para fugir da espada afiada do juiz federal Sérgio Moro, o que torna o problema nas hostes da oligarquia ainda mais deliciado.
Todas as projeções indicam que a coligação que apoiará a reeleição do governador Flávio Dino fará, no mínimo, um senador e como só existem duas vagas, a outra poderá ser preenchida por uma representante do grupo Sarney e ai começa a briga interna, já que é consenso que as chances maiores são de eleger apenas Lobão.
Pelo visto, o destino de Sarney Filho, que fez carreira na vida pública desde os anos 70, é ser deputado federal e ocupar, vez por outra, o Ministério do Meio Ambiente pelas mãos do pai, um eterno bajulador de quem está no poder, seja de esquerda (Lula/Dilma) ou direita (Michel Temer).
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