Os números apresentados pela pesquisa do Instituto Econométrica na disputa para o Senado revelou um cenário completamente indefinido, principalmente por apresentar como favoritos dois nomes sem presença garantida no pleito: o governador Carlos Brandão (sem partido) e a deputada federal e ex-governadora Roseana Sarney (MDB). O primeiro ainda não definiu se continuará até o final do mandato e a segunda enfrenta problema de saúde.
Sem Brandão e Roseana, pergunta que deveria ter sido feita pelo Econométrica até porque essa hipótese não está descartada, a eleição para Senador da República no Maranhão apresenta um quadro totalmente indefinido, sem favoritismo nem mesmo dos dois senadores de mandato que buscarão a reeleição. Nos dois cenários levantados pela pesquisa, Weverton Rocha (PDT) aparece numericamente empatado com o ex-senador Roberto Rocha (PSDB), ambos com 11% e 12% respectivamente, enquanto outros dois concorrentes, senadora Eliziane Gama (PSD) 9,4% e o ministro do Esporte André Fufuca (PP) 8,5%, também aparecem empatados, ou seja, a eleição dos futuros senadores do Maranhão ainda está por ser construída..
O cenário é de dúvidas por conta da situação do governador. Para concorrer ao Senado, Brandão terá que se desincompatibilizar do cargo até o dia 4 de abril, data limite estabelecida pela Justiça Eleitoral para quem vai disputar a eleição, e entregar o comando do Estado para o vice-governador Felipe Camarão (PT), algo que ele não admite. O governador passou todo o ano de 2025 falando para aliados que ficaria até o último dia do mandato, mas recentemente anunciou que pretende ouvir primeiro líderes da partidos que apoiam seu governo antes de decidir o caminho a seguir.
Brandão já propôs que o vice renunciasse junto com ele, mas Camarão não topou e exige o cumprimento de um suposto acordo que teria sido fechado em 2022 no qual Brandão teria se comprometido entregar o governo para o PT em 2026. Brandão nega que tenha feito tal acordo e diz que só aceita disputar o Senado, conforme deseja o presidente Luís Inácio Lula da Silva, se Camarão também renunciar, mas sua proposta foi rejeitada. Diante do impasse, o governador vai reunir de partidos que apoiam seu governo, provavelmente após o Carnaval, para ouvir opiniões e decidir o sobre o futuro político.
Já a ex-governadora Roseana, que lidera a pesquisa no cenário sem Brandão, aparecendo em segundo lugar com ele sendo candidato, enfrenta atualmente problemas de saúde por contra uma luta contra um câncer de mama e sua participação no pleito depende da evolução do tratamento a está sendo submetida num hospital de São Paulo. A ex-governadora tem postado nas redes sociais mensagens otimistas e tem recebido mensagens de fé pela sua plena recuperação.
Existe ainda um fator que costuma ser determinante nesta disputa para o Senado: a performance do candidato a governador perante o eleitorado. Historicamente, o candidato a governador que lidera as pesquisas costuma puxar o candidato a senador e até agora não sabe quem serão, de fato, os candidatos. Orleans Brandão (MDB) depende da decisão que tomar o governador, Eduardo Braide (PSD) ainda não resolveu se será candidato e Felipe Camarão (PT) também depende de decisão da Executiva Nacional do partido. O único candidato garantido até o momento e Lahésio Bonfim (Novo), mas esse ainda não se manifestou sobre seu companheiro de chapa.
0 Comentários