Suspeito de participar do esquema mafioso que fraudou o INSS e roubou cerca de R$ 6 bilhões dos aposentados, o deputado Edson Araújo (sem partido) terá que depor, na quinta-feira (26), na CPMI que investiga a quadrilha alvo de operação da Polícia Federal e encontrou na conta bancária do parlamentar maranhense R$ 56 milhões de origem suspeita.
Na manhã de sexta-feira (20), a Polícia Federal, cumprindo determinação do Supremo Tribunal Federal foi até o condômino de luxo onde reside Edson Araújo, em São Luís, e adornou seu tornozelo com uma tornozeleira eletrônica, instrumento que permite seu monitoramento para as medida restritivas que, lhes foram impostas.
As medidas restritivas foram aplicadas pelo ministro André Mendonça diante da evidente participação do esquema de lavagem de dinheiro. Pela decisão, Edson Araújo não pode manter contato, por qualquer meio (inclusive telefônico ou telemático), com os demais investigados, testemunhas dos autos e com o Deputado Federal Duarte Junior, que acusa de ameaça; E em relação especificamente ao parlamentar, Araújo deverá manter a distância mínima de 500 metros.
Após a quebra do sigilo bancário do parlamentar, que ficou constada o recebimentos de R$ 56 milhões em sua conta pessoal em apenas um mês, Araújo entrou num verdadeiro inferno astral. Ele terá que explicar como conseguiu a proeza de movimentar mais de R$ 73 milhões em um ano. Esses valores podem está diretamente ligados aos desvios de recursos do aposentados do INSS.
Diante do que vem sendo exposto sobre a participação do parlamentar no maior escândalo de fraude contra a previdência social, a direção estadual do PSB o expulsou dos quadros do partido. Hoje o deputado encontra-se sem legenda e corre risco de ficar inelegível, caso seja comprovado sua participação na máfia quer assaltou velhinhos desprotegidos.
0 Comentários