
Roseana e José Sarney contavam com apoio do amigo Temer
Com a guilhotina apontada para o pescoço do presidente Michel Temer (PMDB), a preocupação aumentou ainda mais nos hostes da oligarquia Sarney e seu velho aliado, o senador Roberto Rocha (PSB). Ambos dependiam do governo do PMDB dá certo para tentarem colocar em prática seus planos de comandar o Maranhão a partir de 2018 quando estará em jogo a sucessão do governamental.
Roberto Rocha e Roseana Sarney vêm ensaiando candidaturas ao governo do Estado tendo como sustentáculo o Governo Federal. Roseana e seu pai, o ex-senador José Sarney estiveram em encontro social recente com Michel Temer e contavam com seu aval para continuarem mantendo aliados em cargos públicos chave da administração federal no Maranhão.
O senador Roberto Rocha, deslumbrado com a possibilidade de disputar o governo com respaldo de Brasília, chegou ao ponto
de anunciar que traria o presidente Temer ao Maranhão, certamente para anunciar a pré-candidatura e mostrar prestígio junto ao Governo Federal. Depois da denúncia de que o presidente teria concordado em comprar o silêncio do deputado Eduardo Cunha, preso na Lava Jato, resta saber se ainda manterá o convite.
O fato é que a eminente queda de Michel Temer parecer ser questão de dias, o que provocará profunda mudança nos planos destes dois políticos criados no berço da oligarquia, que por razões de ego se separaram, mas que resolveram fazer o caminho de volta trabalhando nos bastidores da política para atrapalhar o governo Flávio Dino.
Caso a administração Temer tivesse passado ilesa do escândalo, que segundo o senador João Alberto disse à Rádio Mirante AM transformou Brasília numa loucura, Rocha e Roseana contavam com o apoio dele para enfrentar Dino ano que vem, agora, terão mudar suas estratégias. Os dois são aliados de Temer e contavam com seu apoio em 2018, mas o plano, pelo visto, ruiu.
Para Oposição, tentativa de Temer de calar Eduardo Cunha com propina é suficiente para responsabilizá-lo pela prática de crime de responsabilidade.
Parlamentares do PCdoB, PSol, PDT, PT, Rede, PSB, além de parlamentares de partidos como PTB e PHS protocolam nesta quinta-feira (18) na Câmara o pedido de impeachment de Michel Temer por crime de responsabilidade ao dar aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
De acordo com a Constituição, atos que atentem contra o livre exercício dos poderes Legislativo, Judiciário e dos poderes constitucionais das unidades da Federação são tipificados como crime de responsabilidade.
De acordo com o pedido de impeachment, “a conduta do denunciado o torna co-autor de grave tipo penal, afinal, configura claro embaraço à investigação de infrações penais que envolvem organização criminosa”.
O artigo 2º da Lei 12.850/13 prevê que a promoção, constituição, financiamento ou integração, pessoalmente ou por terceiros, configuram organização criminosa, com pena de três a oito anos de reclusão, e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas. Segundo o parágrafo primeiro do referido artigo, as mesmas penas podem ser aplicadas a quem impede ou, de alguma forma, embaraça a investigação de infração penal que envolva organização criminosa.
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