Mesmo pontuando em todas as pesquisas já divulgadas até agora, os deputados Duarte Júnior (PCdoB) e Wellington do Curso (PSDB) correm sério risco de ficar fora da sucessão na capital. Até o momento, nenhuma legenda se mostrou interessada em servir de abrigo para os dois parlamentares disputarem o pleito de 2020 e nem seus partidos de origem se mostram dispostos a abrirem mão dos mandatos.
Desde que assumiu o mandato de deputado estadual, Duarte Júnior manifestou o desejo de concorrer ao cargo de prefeito de São Luís e vem se comportando como pré-candidato, mesmo sem ter a garantia de que terá seu nome confirmado pela convenção do PCdoB. Já Wellington segue o mesmo drama no ninho dos tucanos.
A candidatura de Duarte, no entanto, poderá ser confirmada se a cúpula dirigente dos partidos que formam de base de sustentação do Governo Fávio Dino decidir, provavelmente em janeiro, pela estratégia de lançar vários candidatos para levar a eleição para o segundo turno.
Neste caso, uma das legendas da base governista, que pode ser o PRB, deverá servir de abrigo para o ex-homem forte do Procon. O problema é que existe uma corrente dentro grupo que defende a união de todas as forças governistas em torno de um único candidato para transformar a eleição numa espécie de plebiscito contra o deputado Eduardo Braide (Podemos), apontado com favorito
No PCdoB Duarte Junior é considerado carta fora do baralho. O evento da última sexta-feira (20) praticamente confirmou a candidatura do deputado federal licenciado e secretário de Cidades, Rubens Pereira Júnior, como o candidato do partido e sepultou, pelo tom dos discursos, qualquer chance de Duarte.
Situação mais complicada ainda vive o deputado Wellington do Curso. Sem apoio do PSDB e sem autorização para procurar outra legenda, WC corre sério risco ficar fora do pleito, pois os tucanos liderados pelo senador Roberto Rocha estão mais interessados em confirmar aliança com o Podemos em torno da candidatura de Braide e já nem discutem mais a possibilidade de lançar candidato próprio.
Duarte ainda alimenta a esperança de ser liberado para disputar por outra legenda, caso os dirigentes comunistas decidam pela estratégia de lançar várias candidaturas. Se optarem pelo plebiscito estará fora. WC, por sua vez, já não nutre esperança de ser o representante dos tucanos e sua luta deve ser para conseguir autorização para sair e procurar outra sigla que lhe sirva de abrigo.
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