A deputada Andréa Murad, completamente descontrolada, invadiu a UPA da Vila Luizão, na noite de ontem, acompanhada de quatro capangas munidos com máquinas fotográficas e filmadoras e sem autorização da secretaria de Saúde.
A atitude da parlamentar, que vem mostrando destempero no plenário da Assembleia Legislativa, foi prontamente repudiada pela SES, que emitiu nota de esclarecimento sobre o episódio repudiando a ato de desespero da filha de Ricardo Murad. Abaixo publico a íntegra da nota.
O destempero da parlamentar está sendo atribuído à criação da CPI que vai investigar desvios de recursos públicos na secretaria de Saúde, na gestão Ricardo Murad.
“A respeito da atitude da deputada estadual Andrea Murad (PMDB), que adentrou a UPA da Vila Luizão na noite de hoje (6), acompanhada de quatro pessoas com máquinas fotográficas e filmadoras, fora do horário de visitas, a Secretaria de Estado da Saúde esclarece que:
- Ao contrário do que a deputada falou aos pacientes e profissionais da saúde que estavam no local, não haverá nenhuma redução na quantidade de leitos pediátricos;
- De acordo com a portaria do Ministério da Saúde que regulamenta as UPAs de porte II, que é o caso da unidade da Vila Luizão, a regra básica é ter três leitos pediátricos e, no momento, dispõe de seis. Ou seja, o dobro do número de leitos pediátricos recomendados pelo Ministério da Saúde;
- Dentro da unidade de saúde, porém em área isolada, estão sendo equipados cerca de 40 leitos de retaguarda para ajudar a suprir a demanda das demais unidades de saúde da rede estadual. Os leitos de retaguarda possuem perfis flexíveis, podendo ser utilizados por adultos e crianças, dependendo da necessidade do paciente;
- A SES repudia ações arbitrárias como a ocorrida nesta noite, podendo trazer graves prejuízos para os pacientes, uma vez que entrou um número excessivo de pessoas em um espaço sensível que é a área amarela da UPA, podendo causar consequencias, tais como: tumulto, stress psicológico, infecções hospitalares (uma vez que as pessoas entraram em um espaço restrito sem o devido preparo) desrespeitando as regras básicas de segurança hospitalar”.
São Luís, 6 de julho de 2015.
Secretaria de Estado da Saúde
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