Vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) afirmou nesta terça-feira (11) que o silêncio de Hans River do Rio Nascimentos na CPMI das Fake News era “comprometedor”. Ex-funcionário da Yacows, empresa apontada como envolvida em campanhas de mensagens direcionadas durante as eleições de 2018, Hans foi convidado para prestar esclarecimentos sobre o trabalho de disparos de mensagens via WhatsApp nas eleições de 2018, mas se negou a responder às perguntas dos parlamentares.
“Cada ausência de resposta é a confirmação do que estou falando. O senhor está aqui, de maneira desrespeitosa, deixando de responder a questões essenciais”, questionou Jerry, que não obteve resposta.
Como testemunha, ele chegou a alegar na Comissão que prestou serviços para o PT e que foi aliciado pela jornalista da Folha, Patrícia Mello Campos. Uma reportagem da Folha de São Paulo publicada em dezembro de 2018, no entanto, mostra que a agência foi contratada para a campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro, atualmente sem partido, na época filiado ao PSL.
“Consignarei mais uma pergunta para o silêncio comprometedor da testemunha. O senhor falou aqui uma, duas, três vezes sobre o PT. Eu quero que o senhor apresente uma circunstância plausível, crível, que as pessoas acreditem”, disse Jerry. Hans afirmou então que ‘não daria resposta’, e Márcio Jerry concluiu: “Por que não tem”.
Em nota divulgada no início da noite de hoje, a Folha afirmou que reagirá as declarações feitas na CPMI. “A Folha repudia as mentiras e os insultos direcionados à jornalista Patrícia Campos Mello na chamada CPMI das Fake News. O jornal reagirá publicando documentos que mais uma vez comprovam a correção das reportagens sobre o uso ilegal de disparos na campanha de 2018.”
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