A deputada Andrea Murad (PMDB), pelo visto, acusou golpe das quebras de sigilo e bloqueio dos bens, no valor de 17 milhões, do ex-secretário Ricardo Murad e demais acusados de terem cometidos irregularidades no processo de contratação da empresa responsável pela reforma e ampliação do Hospital Carlos Macieira.
Nervosa e com um vocabulário impróprio para quem usa a tribuna, Andrea foi deselegante com seus demais companheiros de plenário, chamando-os de covarde simplesmente pelo fato dos parlamentares não saírem em sua defesa, do deputado Sousa Neto e do seu pai, acusado de “meter a mão no jarro”.
Andrea tentou sensibilizar o plenário para a sua angústia com um discurso mirabolante onde o governador Flávio Dino teria obrigado a justiça a conceder a liminar que bloqueou os bens do seu pai, não respeitando ela nem o deputado Sousa Neto (genro), mas conseguiu apenas se isolar ainda mais.
Como se não bastasse, passou a agredir os integrantes da CPI que vão investigar para tentar encontrar o ralo por onde escoaram os recursos. “Essa CPI não vai investigar nada, porque vou a justiça para impedir”, ameaçou a parlamentar jogando palavras ao vento, pois sequer alguém aparteou.
Após a cantilena da parlamentar furiosa, um dos parlamentares da CPI da Saúde disse ao blog que compreende o desespero da parlamentar com a situação do pai, mas que a CPI já iniciou a vai apurar todas as irregularidades que foram denunciadas.
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