A defesa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva protocolou, nesta segunda-feira (29), recurso no Supremo Tribunal Federal pedindo a revisão do despacho do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, de remeter para Curitiba a delação dos donos da JBS no que se refere ao petista. O advogado Cristiano Zanin Martins argumenta que o processo não tem nada a ver com a Lava Jato.
A delação do empresário Joesley Batista implica o presidente Michel Temer (PMDB), o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT. O Joesley disse aos procuradores que depositou cerca de R$ 150 milhões em contas no exterior que teriam como destinatários os ex-presidentes Lula e Dilma. O dinheiro teria sido do BNDES e de fundos de pensão de estatais.
No recursos, a defesa do ex-presidente petista diz que Batista fez duas referências genérica ao nome de Lula em suas delações, sem qualquer base mínima que possa indicar ocorrência dos fatos ou, ainda, a prática de qualquer ato ilícito.
Para o advogado do ex-presidente, “não há como sustentar a vinculação do caso ao ministro Edson Fachin no âmbito so Supremo Tribunal Federal em razão de ser ele o relator da Operação Lava Jato naquela Corte e tampouco a remessa de parte da delação a Curitiba”.
Segundo o advogado Cristiano Zanin, de acordo com o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal o Ministro Edson Fachin poderá rever sua decisão ou, então, deverá encaminhar o recurso para julgamento da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal.
0 Comentários