Campeão de rejeição por conta do sobrenome, o candidato Adriano Sarney (PV), com a declaração de apoio do MDB e da ex-governadora Roseana ao candidato da aliança DEM/PDT/PTB/PSL/MDB, deputado estadual Neto Evangelista, se livrou da pecha de candidato da oligarquia?
Neto do ex-presidente José Sarney e sobrinho de Roseana, Adriano, o mais legítimos representante do clã, na verdade apenas rachou a família. Conta com o apoio do avô e do pai ex-ministro do Meio Ambiente Sarney Filho, portanto não pode deixar de ser considerado representante da família, algo muito pesado para carregar numa cidade que ainda nutre um sentimento anti-sarneysista e que sempre rejeitou representantes deste grupo desde que as capitais readquiriram o direito de eleger seus prefeitos.
Ao receber em sua residência, na Península da Ponta d’Areia, dia 31 de agostos, seus maiores opositores para anunciar apoio ao candidato do DEM, a ex-governadora Roseana Sarney apenas fez é que o comum entre os membros de família em épocas eleitorais: se dividir para apoiar vários candidatos. E agora não foi diferente. Ao declarar apoio a Neto Evangelista, Roseana acabou por colocar essa pecha sarneysista também no candidato do DEM.
Para justificar a aliança com opositores histórico, Roseana usou como argumento suposta orientação da direção nacional do MDB, porém, aliados da ex-governadora disseram ao blog por trás da aliança para 2020 estaria um compromisso maior para 2022, quando a ex-governadora pretende disputar a única vaga que estará em jogo o Senado.
Quem acompanha o cenário político local sabe que a direção nacional do MDB nunca se interessou pelo Maranhão e muto menos orientou aliança. O que aconteceu, segundo fontes ligadas à família, foi fruto da vontade da ex-governadora e do deputado estadual Roberto Costa.
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