Considerado um serviçal da família Sarney, o ex-suplente de senador, Chiquinho Scórcio, enxergou a luz no fim do túnel para as eleições de 2022 tão reclamada pelos remanescentes da oligarquia que mandou e desmandou no Maranhão ao longo de cinco décadas, deixando como legado muitas dívidas vencidas e o Estado transformado em símbolo da corrupção.
Chiquinho reapareceu do nada nas redes sociais para defender que a família Sarney volte a se interessar pela sucessão estadual de 2022 e apresente como candidatos majoritários Sarney Filho (PV) para governador e sua irmã Roseana para o Senado, numa inversão da chapa que foi massacrada nas urnas em 2018 pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e seus dois candidatos a senador.
A declaração de Chiquinho foi vista nos bastidores da sucessão estadual como uma tentativa de animar os parlamentares que reclamam a falta de um projeto político do grupo que foi apeado do poder em 2014. O autor da proposta, como é do conhecimento de todos, exerce o papel de bobo de corte, sendo considerado “moleque de recado”, mas fontes do blog acreditam que desta vez ele não tenha consultado o seu guru José Sarney. O velho oligarca sabe perfeitamente que não existe mais espaço na política majoritária do Maranhão para os filhos.
A emenda, no entanto, pode sair pior que o soneto. Sarney Filho, que nem mora mais no Maranhão, amargou um terceiro lugar na eleição para o Senado em 2018 e foi se refugiar em Brasília, o que mostra a falta de capilaridade com o eleitorado maranhense, enquanto Roseana levou uma surra nas urnas para governo logo no primeiro turno e nunca mais mais quis saber de política. Perdeu força até no MDB, partido que tentou assumir o comando, mas foi rejeitada.
O curioso é que o faz tudo da família Sarney veio a público tentar injetar ânimo nos remanescentes do grupo no momento em que parlamentares reclamam a falta de um projeto político para 2022. O deputado César Pires (PV), por exemplo, veio a público afirmar que a oposição está sem foco e sem perspectiva política para as próximas eleições. Depois que Pires fez essa constatação, Chiquinho, logo ele sem mandato e sem moral, é o primeiro a se manifestar e defender a candidatura de Sarney Filho ao Governo, sinal que as coisa andam feia para o lado da oligarquia.
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