O prefeito Edivaldo Holanda Junior mantém o silêncio em público sobre a sua sucessão em 2020, mas é fato que terá peso considerável na escolha do candidato do grupo que vai lutar pela hegemonia da oposição ao que restou da oligarquia Sarney na capital. Edivaldo possui valioso capital político/eleitoral que lhe credenciam a participar e influenciar na escolha do nome que representará o grupo.
Nomes interessados em disputar o pleito com os apoios dos palácios dos Leões e La Ravardiere tem em fartura, vários pretendentes da ampla coligação que assegurou a reeleição do governador Flávio Dino em 2018 e a do próprio prefeito em 2016 estão lançando pré-candidaturas para serem avaliadas mais na frente por Edivaldo, Flávio Dino e lideres da aliança.
O PDT, partido do prefeito, tem como pré-candidato o presidente da Câmara Municipal de São Luís, Osmar Filho, jovem que vem empreendendo um trabalho arrojado à frente do legislativo municipal, mas enfrenta concorrência. O PSB já definiu a candidatura do deputado federal Bira do Pindaré, o DEM apresenta Neto Evangelista, o PTB vai com Pedro Lucas e PCdoB quer o deputado federal Rubens Júnior como candidato e ainda conta com o deputado estadual Duarte Júnior.
Esses seis nomes, caso nenhum deles renuncie antes, deverão ser colocados na mesa de discussão da qual deverão participar o prefeito Edivaldo, o governador Flávio Dino, os senadores Weverton Rocha e Eiziane Gama, deputados federais e lideres partidários, o que não quer dizer que quem se sentir preterido não possa concorrer ao pleito pelo seu partido, mas o candidato do grupo palaciano deverá contar com o aval de Edivaldo e de sua força política na capital.
O fato novo neste período que antecede a pré-campanha foi o lançamento da pré-candidatura do jornalista Jeisael Marx e a confirmação da candidatura de Bira do Pindaré pela executiva nacional do PSB, o que já revela a intenção do parlamentar disputar o pleito independente de ser o nome da preferência do prefeito e do governador. Bira, no entanto, espera contar com os dois lideres em seu palanque, mesma esperança nutrida pelos demais pretendentes.
O acordo firmado entre Governo do Estado e prefeituras e criado para melhorar as condições de aprendizagem de mais de 1 milhão de alunos do Ensino Fundamental da rede pública foi bem avaliado por especialistas e autoridades.
Lançado, nesta quarta-feira (20), o Pacto Estadual pela Aprendizagem é, para o ex-ministro da Educação José Henrique Paim (2014 a 2015), uma referência para o país. “O Maranhão vai passar a ser uma referência positiva para a educação do Brasil, não tenho dúvidas. Saio daqui muito satisfeito com o que estamos vendo”, afirmou.
Pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e integrante da equipe que, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), elaborou o Documento Currículo do Pacto, Paim destacou as etapas percorridas pelo estado, que com o Escola Digna iniciou os investimentos na estrutura física e agora passa a focar no ensino-aprendizagem para alunos do Ensino Fundamental.
“O Maranhão está no caminho certo porque está trabalhando, em primeiro lugar, na recuperação da estrutura física das escolas. Aqui era uma situação muito grave. Quando eu estava no Ministério da Educação, durante 11 anos, eu recebia fotos de vários Estados com a situação de carência de infraestrutura, e aqui era o pior estado”, destacou.
“Uma escola digna não é só infraestrutura é, também, aprendizagem, porque a criança e o jovem têm que ter o direito de aprender. E sem dúvida alguma, para que eles tenham o direito de aprender, a gente precisa criar esse compromisso, esse pacto que estamos vendo aqui”, completou.
União – Com o pacto, o governo apoiará as redes municipais, fortalecendo a aprendizagem do estudante desde a educação infantil, para que ele chegue ao Ensino Médio com as habilidades necessárias à sua formação.
Atualmente, o Maranhão tem 1.075.618 estudantes matriculados no Ensino Fundamental, sendo 1.035.071 nas redes municipais, que poderão ser beneficiados com o Pacto pela Aprendizagem. A rede estadual ainda tem 40.547 matrículas do Ensino Fundamental, que aos poucos estão em processo de municipalização, conforme determina legislação vigente.
Além do apoio aos municípios com a melhoria de estrutura física, formação de professores, oferta de assessoria técnico-pedagógica e entrega de ônibus escolares, o Pacto, também, oferece aos municípios um Documento Currículo do Território Maranhense, que servirá como base curricular para elaboração de aulas nas escolas de Educação Infantil e o Ensino Fundamental.
José Henrique Paim participou da elaboração do documento e falou da esperança que o trabalho despertou. “Conheci o Maranhão praticamente todo e percebi o olhar de cada professor, profissionais da Educação, secretário Municipal de Educação. Vi nesse olhar muita esperança, resiliência, diria que temos todas as condições de fazer um excelente trabalho aqui”, enfatizou Paim.
Um dos últimos remanescentes que restou da moribunda oligarquia Sarney, o deputado federal Edilázio Júnior (PSD) usou a tribuna da Câmara para fazer a única coisa que tem feito como parlamentar nos últimos anos: criticar o governo Flávio Dino.
O deputado do PSD usou o grande expediente da Câmara para macular a imagem do governo do Maranhão. Durante o seu pronunciamento, Márcio Jerry (PCdoB) pediu aparte três vezes, mas Edilázio negou em todas elas.
Com medo das verdades que Jerry diria no plenário da Câmara e que deixariam o deputado sarneyzista sem palavras, ele preferiu prosseguir seu discurso sem debater sobre os temas que criticava.
Mas teve que ouvir no um minuto do discurso de Jerry, concedido pela presidente da sessão, deputada Giovana de Sá. O deputado comunista jogou por terra todo o discurso falacioso do sarneyzista.
Essa não é a primeira vez que Edilázio foge de debates. Na legislatura passada, quando era deputado estadual, ele era acostumado a fazer isso na Assembleia Legislativa do Maranhão.
Tem coisas que não mudam.
Em viagem aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) vem anunciando medidas controversas. Entre elas, assinou decreto que dispensa o visto que permite cidadãos norte-americanos visitarem o Brasil. A informação foi confirmada na edição extra do Diário Oficial da União publicado na segunda-feira (18).
Políticos e especialistas receberam com surpresa a decisão, já que a medida não tem nenhuma reciprocidade. “Bolsonaro faz corar de vergonha qualquer brasileiro que, de fato, tem respeito à nossa Pátria e que tenha orgulho de ser brasileiro. Um presidente pigmeu, ajoelhado a outro país, incapaz de defender sua pátria. Sem sequer barganhar por reciprocidade, dispensa visto para cidadãos dos EUA. Atitude típica de um vassalo e, neste caso, um vassalo desqualificado. Um sabujo!”, disparou o deputado federal Márcio Jerry.
O documento foi assinado por Bolsonaro e pelos ministros da Justiça, Sérgio Moro, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e pelo titular do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.
Deslumbramento infantil – Esta não foi a única medida imoral do Presidente de uma nação. Ainda na segunda-feira, Bolsonaro visitou a Cia, agência de inteligência norte-americana, em uma agenda que só foi revelada pela indiscrição de seu filho no Twitter, o deputado federal por São Paulo Eduardo Bolsonaro. Até a postagem, a assessoria do presidente negava à imprensa que ele tinha compromissos agendados.
“Na visita a outro país, o presidente do nosso Brasil ofende os brasileiros. Era só de gogó o propalado amor ao Brasil. Bolsonaro, como exalou, venera os EUA e é um entreguista da pior espécie, acovardado. Nunca antes na história um chefe de estado chega a outro país e segue seu ministro da Justiça numa visita a uma agência do serviço secreto. Bolsonaro foi à CIA. Fazer o quê? Gratidão?”, questionou o deputado federal Márcio Jerry.
Depois dessa agenda, o presidente “fugiu” mais uma vez da imprensa. Acompanhado do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, foi passear Washington, mas não foi revelado para onde foi.
O governador Flávio Dino falou, nesta quarta-feira, 20, sobre o acordo entre Brasil e Estados Unidos para a utilização da Base de Alcântara por parte dos norte-americanos. Para o chefe do Executivo do Maranhão, a iniciativa representa um salto adiante para o Brasil e para o estado, mas é preciso ter cuidado para garantir que não haja ônus para a população maranhense.
“É positiva a ideia de retomada da Base de Alcântara. Nós defendemos o programa espacial brasileiro, defendemos a soberania nacional. É possível que essa retomada seja mediante parcerias com outros países do mundo. Portanto, um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos ou com outros países ajuda nesse objetivo de retomada da base”, destacou Dino.
Para o governador, o importante é ver concretamente o conteúdo do acordo para garantir que não haja nenhuma lógica de enclave, ou seja, de transferência da soberania brasileira para outros países do mundo, quaisquer que sejam eles, e, ao mesmo tempo, colocando muito claramente a necessidade de salvaguardas e contrapartidas sociais.
“Ou seja, a população de Alcântara não pode ser mais penalizada ainda. É preciso que haja proteção do direito das pessoas. Não haja mais nenhuma remoção de famílias. Isso já houve durante décadas e não deu certo. A base, tal como está, é operacional, pode ser operacionalizada, e nós queremos que isso aconteça”, completou o governador.