As declarações preconceituosas do presidente Jair Bolsonaro contra os nordestinos e as agressões ao governador do Maranhão estão credenciando Flávio Dino (PCdoB) para a disputa da presidência. Nos bastidores da política sua presença na corrida presidencial já é tida como certa.
As especulações agora giram em torno por qual legenda Dino disputará o pleito em 2022, já que a propaganda anticomunista do tempo da Ditadura Militar no país acabou gerando certo preconceito contra o comunismo.
Para o cientista político Alberto C. de Almeida, em comentário publicado em sua página no Twitter, nesta segunda-feira (22), a legenda escolhida por Flávio Dino para a disputa pode ser outra.
“As declarações preconceituosas de Bolsonaro contra o Nordeste foram muito boas para Flávio Dino. O governador do Maranhão fala abertamente em se candidatar em 2022. Não seria surpresa se ele migrasse para o PSB, uma vez que o PC do B não atingiu a cláusula de barreira”, escreveu.
Um integrante do MBL, que atua como uma espécie de exército de Bolsonaro, agrediu verbalmente e caluniou o governador do Maranhão, Flávio Dino, durante voo comercial nesse domingo (21).
O governador estava desembarcando da aeronave, em Brasília, quando foi abordado por Gustavo Carvalho. Dino estava somente com a esposa e os filhos, sem a equipe de segurança.
O rapaz chegou perto de Dino e, alterado, começou a gritar que o governador havia aumentado o ICMS no Maranhão. Ao explicar que houve reduções do ICMS ao longo do primeiro mandato, o governador foi ofendido novamente. O apoiador de Bolsonaro disse que Dino prejudicava os pobres.
Enquanto isso, o filho de três anos do governador gritava “papai” e o puxava pela mão, assustado com a confusão.
O integrante do MBL ainda criticou Dino por usar avião comercial, e não do governo. Gustavo Carvalho não deixou claro por que preferiria que o governador usasses um avião do governo, que é muito mais caro, do que um voo regular. Enviado via UOL Mail
Pesquisa Datafolha publicada nesta segunda-feira (22) revela que 39% dos entrevistados ao serem questionados sobre o que de melhor havia feito o presidente Jair Bolsonaro nos seis primeiros meses de governo, responderam “nada”. Outros 19% não souberam responder à pergunta.
De acordo com o instituto, o percentual de brasileiros que não destacam qualquer ação positiva do governo no período (“nada”) sobe para 45% entre as mulheres; para 46% entre entrevistados do Nordeste; e 52% para fiéis de religiões de matriz africana. O número chega a 76% na faixa dos que avaliam a gestão como “ruim ou péssima”.
Dos entrevistados que afirmaram ter votado no então candidato do PSL para presidente, 17% responderam não ver o que destacar positivamente das ações do governo.
Enquanto isso, 8% das pessoas ouvidas na pesquisa avaliaram haver avanços na segurança. Elogios a políticas sobre o tema foram mais comuns entre homens, cidadãos do Norte e do Centro-Oeste (11%) e partidários do PSDB (20%).
Segundo a pesquisa, 7% elogiaram a reforma da Previdência e 4% mencionaram o combate à corrupção como medidas positivas da gestão Bolsonaro. Para 4%, merece destaque a iniciativa de flexibilizar o porte e a posse de armas no país e, para 1%, as de acabar o horário de verão e nomear Sergio Moro para chefiar a pasta da Justiça. A política externa foi lembrada por 2% e os ministros escolhidos, por 1% dos entrevistados.
Edivaldo Holanda Junior
Prefeito de São Luís
Lembro-me bem de quando criança passar com a minha família na Av. Carlos Cunha, no Jaracati, e ver a cena degradante que era o enorme lixão a céu aberto que existia naquele lugar. Os anos foram passando, mas aquela imagem se perpetuava em minha cabeça. Depois, já com o lixão tendo sido transferido para o Aterro da Ribeira – mas com característica ultrajante bem similar ao primeiro -, aquela memória sempre reacendia e eu sabia que precisava mudar aquela situação.
Há quatro anos, precisamente no dia 25 de julho de 2015, consegui transformar aquele episódio vivido na infância em algo finalmente superado, dando um passo importante na história de São Luís: encerramos as atividades do Aterro da Ribeira, ou seja, demos um ponto final no lixão, um problema que se arrastou por décadas a fio, mas que em nossa gestão teve um desfecho. De lá para cá pusemos em prática uma política moderna de destinação de resíduos, sintonizada com a preservação ambiental e a nossa cidade passou a ser uma das mais avançadas no cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS – Lei Federal Nº 12.305/2010).
Saímos na vanguarda. A PNRS estabelecia que até 2018 todas as cidades brasileiras deixassem de operar lixões ou aterros em desacordo com as legislações pertinentes. Conseguimos cumprir a meta três anos antes, isto é, fechamos o Aterro da Ribeira bem à frente de cidades como Brasília (DF), a capital federal, que só desativou seu aterro somente em janeiro de 2018.
Entretanto, depois de tantos anos de acúmulo de resíduos, o Aterro da Ribeira não poderia simplesmente ser fechado e abandonado. Por isto, em nossa gestão elaboramos e executamos o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD). Desde então o Aterro da Ribeira passa por um constante monitoramento da qualidade do solo, água e ar. O resultado deste trabalho é que, atualmente, o Aterro da Ribeira é o único aterro do Maranhão encerrado e com licença ambiental de recuperação.
Com a implantação do PRAD, o local tornou-se ainda o cenário para a fundação da Unidade de Beneficiamento de Resíduos da Ribeira, um empreendimento da nossa gestão que contempla uma Estação de Transbordo, que já está em operação, além da Usina de Beneficiamento de Resíduos Inertes, que está em fase de licenciamento, bem como as instalações administrativas e operacionais.
O próximo passo é concluir a Usina de Beneficiamento de Resíduos Inertes, que vai tratar dos restos da construção civil, provenientes de atividades de raspagem de logradouros e áreas livres, reformas, escavações, demolições, enfim, obras executadas por empresas privadas e pelos cidadãos e que originam areia, pedras, terra, restos de tijolos, blocos, argamassas, vigas e lajes, entre outros. O material gerado a partir do beneficiamento dos resíduos inertes pode ser empregado na pavimentação, por exemplo.
A desativação do Aterro da Ribeira foi também um marco para a profissionalização da gestão de resíduos sólidos na nossa cidade. A partir disso iniciamos uma série de investimentos que mudaram a forma como a população de São Luís passou a lidar com o seu lixo doméstico. Começamos a implantação da política dos Ecopontos. Já temos 15 em pleno funcionamento, garantindo à população um espaço para o descarte ambientalmente adequado de materiais recicláveis e resíduos volumosos.
O que antes ia para o lixo, sendo descartado de forma irregular nas vias de São Luís, agora gera emprego e renda para as entidades de catadores de materiais recicláveis. O fortalecimento e aparelhamento destas entidades é mais um dos eixos da nossa atuação na gestão de resíduos.
Dando continuidade a este trabalho, fizemos ainda uma série de investimentos que ampliaram a abrangência e eficácia dos nossos serviços. Implementamos inovações tecnológicas que aumentaram a nossa produtividade e capacidade de atendimento das demandas da nossa população, além de reduzir os gastos com recursos financeiros, ambientais e humano. Um exemplo é máquina de lavagem hidrotérmica, equipamento que conta com tecnologia alemã e garante a lavagem de uma área maior em menor tempo e utilizando menos água que no processo manual. Os agentes que seriam empregados neste serviço são remanejados em outras frentes de trabalho do Sistema de Limpeza Urbana de São Luís.
Entendendo que um sistema profissional e moderno de limpeza urbana não se resume apenas ao trabalho operacional, revisamos e modernizamos toda a legislação de limpeza urbana da cidade, criando os marcos legais necessários para o desenvolvimento desse trabalho. Temos agora uma legislação em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece as responsabilidades do cidadão, da iniciativa privada e da administração municipal, delimitando os direitos, deveres e sanções a cada ente em caso de condutas inadequadas.
Implementamos ainda a campanha Cidadão Limpeza Cidade Beleza, um programa de educação ambiental focado na conscientização da população. Diariamente estamos com ações nas escolas da nossa rede, bem como da rede estadual e privada. Fazemos ainda visitas guiadas aos Ecopontos para que estudantes e o público em geral possam conhecer o equipamento e saber sobre o seu uso.
Como reflexo de todo esse trabalho, São Luís avançou no Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU), um importante levantamento que mede e qualifica o planejamento da administração pública no que tange à gestão de resíduos sólidos. Hoje, estamos classificados no mesmo patamar de cidades como São Paulo. E a lista de benefícios advindos do fechamento do Aterro da Ribeira tende a crescer com o passar do tempo, pois cada vez mais temos novos investimentos que garantem maior eficiência na nossa gestão de resíduos e fazem de São Luís uma cidade cada vez mais sustentável.
247 – Criticado pelo presidente Jair Bolsonaro, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou que seguirá defendendo o estado. O chefe do Executivo maranhense destacou que até mesmo na ditadura militar os governadores estaduais eram tratados com respeito.
Na sexta-feira (19),Bolsonaro atacou o governador antes de iniciar uma coletiva de imprensa com jornalistas na manhã desta sexta-feira 19. “O pior governador é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”, disse Bolsonaro ao ministro Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, e vazada no vídeo da transmissão.
O governador ainda afirmou ter ficado surpreso com a declaração de Bolsonaro, mas que não se abalou e “dormiu tranquilo”.
“Recebi com espanto esse nível de ódio e agressividade. De um lado, é algo incompatível com a Constituição e com o princípio federativo; de outro, constitui uma ruptura unilateral, por parte dele, do clima respeitoso que sempre houve no Brasil. Mesmo na ditadura militar, se lembrarmos do último presidente, João Figueiredo, ele conviveu com Leonel Brizola, Franco Montoro, Tancredo Neves, Zé Richa, entre outros governadores, que eram de partidos de oposição”, acrescentou.
O governador afirmou estar pronto para colaborar com o governo federal no que tange a atuação em benefício da população do Maranhão com base no federalismo. “É meu dever defender o estado para que o Governo Federal respeite o Maranhão e respeite o Nordeste”, complementa.
A beleza da arquitetura colonial herdada dos portugueses fez de São Luís cidade Patrimônio Mundial da Humanidade. Apesar da riqueza dos sobrados seculares, muitos casarões desse imponente conjunto arquitetônico seguem em desuso. Mas essa realidade está prestes a mudar.
Um conjunto formado por 17 imóveis que hoje estão à disposição da iniciativa privada serão utilizados para a abertura de novos negócios na região central de São Luís.
A medida faz parte do plano de ações do programa Nosso Centro e foi detalhada na sexta-feira (19) pelo secretário de Estado de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), Rubens Júnior, durante apresentação das ações de curto prazo do programa e do Grupo Gestor do Nosso Centro à imprensa local.
Instituído pelo governador Flávio Dino, o Programa Nosso Centro tem o objetivo de tornar o Centro da Cidade de São Luís referência em inovação e desenvolvimento sustentável, bem como preservar o seu valor histórico e cultural. Com foco em cinco grandes polos de atuação que envolvem as áreas de Habitação, Tecnologia, Cultura, Turismo e Lazer, Comércio e Institucional.
A concessão de casarões para uso comercial faz parte de uma das ações estratégicas do Polo Comercial do Nosso Centro: o programa Adote um Casarão, que prevê a abertura de novos empreendimentos no centro da cidade.
“Dessa forma vamos levar mais pessoas ao Centro, será gerado mais postos de trabalho e com isso vamos dinamizar a economia”, afirmou Rubens Júnior.
Ações para impulsionar o comércio
O objetivo do Polo Comercial é fomentar o comércio local, fornecendo as melhores condições estruturais, de segurança e de mobilidade para empreendedores e consumidores na área central de São Luís.
Mas a revitalização de imóveis que compõem visualmente a Praça João Lisboa, com posterior concessão para uso comercial, não é a única ação estratégica pensada para impulsionar o comércio na região.
Também é foco do Polo Comercial a instalação de um Restaurante Universitário do Governo do Estado e a realização de cursos de empreendedorismo voltados aos empreendedores do Centro.
Além disso, o Polo Comercial do Programa Nosso Centro também prevê a busca por parcerias para soluções de estacionamento na região central da cidade.
Para o secretário estadual de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), Simplício Araújo, a iniciativa gera um “círculo virtuoso” que deve aumentar a atividade comercial na área.
“O objetivo do governador Flávio Dino é muito claro. Ele tem um compromisso com a ocupação, povoamento e movimentação da área do Centro Histórico e não tem medido esforços, seja no sentido de recuperar prédios, revitalizar a área com limpeza, segurança e urbanização inteligente. Tudo isso tem dado uma nova perspectiva à área e gerado um círculo virtuoso que atrai turistas, que aumenta as vendas e por fim impulsiona mais visitas e interesses comerciais”, frisou.
Em relação ao comentário sobre os governadores nordestinos, feito pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, na sexta-feira (19), eu repudio veementemente a forma pejorativa utilizada pelo chefe do Poder Executivo brasileiro. Com uma população de 53 milhões de pessoas, o Nordeste elegeu seus governadores democraticamente para que os mesmos fossem os representantes do povo em seus respectivos estados.
Me solidarizo ainda com o governador Flávio Dino, que tem feito um relevante trabalho pelo Maranhão, reconhecido como um dos gestores mais atuantes do Brasil e reeleito com 59% dos votos válidos. Reprovo toda e qualquer perseguição por conta de ideologia política. Que o preconceito não impeça que o Nordeste receba a atenção devida por parte do governo federal, uma vez que o presidente da República é eleito para governar para todos os brasileiros.
Deputado Othelino Neto
Presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão