O número de roubo a instituições financeiras no Maranhão caiu 33% entre 2017 e 2018, de acordo com estudo divulgado, nesta terça-feira (10), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O Anuário Brasileiro da Segurança Pública é divulgado anualmente e traz dados do país inteiro.
Segundo o estudo, o número de roubo a bancos no Maranhão caiu de 12 para oito entre 2017 e 2018. Ou seja, um terço a menos. A taxa de roubo a cada 100 instituições financeiras caiu de 1,3 para 0,7, o que significa queda de 48,6%.
A queda no Maranhão é maior que a média brasileira tanto em números absolutos, de 11%, quanto em taxa a cada 100 bancos, de 32,8%. O Anuário, também, mostra que o Maranhão reduziu outros roubos a patrimônio, como a estabelecimentos comerciais, residências e cargas.
Para Luciano Flores de Lima, Superintendente Regional da Polícia Federal no Paraná, a operação Galeria, deflagrada na manhã desta terça, 10, é uma ‘aula de lavagem de dinheiro’. As diferentes operações que Márcio Lobão, filho do ex-senador e ex-ministro de Minas e Energia (governos Lula e Dilma) Edison Lobão (MDB/MA), teria feito para ocultar valores e sua origem – propinas da empreiteira Odebrecht e do grupo de serviços ambientais Estes – foram destaque durante coletiva da operação.
O auditor fiscal da Receita Edson Sjinya Suzuki afirmou que era ‘magnifico’ e ‘espantoso’ as formas de lavagem de dinheiro que Márcio teria utilizado.
A ‘Galeria’, fase 65 da Lava Jato, investigar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Transpetro, subsidiária da Petrobras, e a Usina Hidroelétrica de Belo Monte. Segundo a PF, Edison Lobão (MDB/MA) , ex-senador e ex-ministro de Minas e Energia (governos Lula e Dilma), e seu filho Márcio teriam recebido, entre 2008 e 2014, cerca de R$ 50 milhões em propinas.
Márcio é apontado como responsável pelo ‘ajuste e coleta’ das propinas e, segundo o procurador Roberson Pozzobon, o filho de Lobão trataria dos acertos das entregas em reuniões na própria sede da Transpetro.
De acordo com Pozzobon, foram identificadas 44 visitas de Márcio nos registros da portaria da empresa.
A procuradoria chegou à informação com base no depoimento de Sérgio Machado, presidente da Transpetro de 2003 a 2014, que relatou ao MPF que procedimento de Edison Lobão frente ao pagamento de proprinas eram diferente do de outros políticos envolvidos no esquema de corrupção.
Na decisão que deflagrou a operação, a juíza Gabriela Hard, da 13ª Vara Federal de Curitiba anotou: “A fim de operacionalizar o ajuste de pagamento e a coleta de tais propinas, Edison Lobão designou seu filho, Márcio Lobão, o qual operacionalizou o recebimento de tais propinas em espécie, ao menos entre 2008 e 2014, na Rua México, 168, 12.º andar, Centro, Rio de Janeiro, no escritório de advocatícia de sua esposa Marta Fadel Lobão.”
Segundo a investigação, mais de R$ 10 milhões teriam sido entregues neste endereço a Márcio Lobão somente pelo Grupo Estre e pela Odebrecht.
A operação também foca em suposto esquema de lavagem de dinheiro que contava com operações de compra e venda de obras de arte e imóveis chefiado por Márcio Lobão. Os investigadores suspeitam que filho do ex-ministro lavou, por meio da compra de obras de arte, pelo menos R$ 10 milhões de toda a propina acumulada. Ele teria recebido o valor por intermédio de um ex-presidente da empresa da Transpetro.
A procuradoria afirmou ainda que ‘há indicativos de que Márcio continua, ainda em 2019, praticando atos de lavagem de dinheiro’.
“Parcela significativa dos valores decorrentes da prática dos crimes de corrupção foi, ao que consta, paulatinamente incorporada ao patrimônio de Márcio Lobão após a realização de complexas operações de lavagem de dinheiro”, observa Gabrtiela Hardt.
O esquema de lavagem, de acordo com o Ministério Público Federal, envolvia a aquisição e posterior venda de obras de arte sobrevalorizadas, simulação de operações de venda de imóvel, simulação de empréstimo com familiar, interposição de terceiros em operações de compra e venda de obras de arte, e movimentação de valores milionários em contas abertas em nome de empresas offshore no exterior.
Pozzobon registrou dois casos em que a valorização dos quadros de Márcio chegou a 1788%. O procurador relatou que o filho de Lobão comprou quadros de Milton Cota e de Ivan Serpa por R$ 45 mil e acabou vendendo as obras por R$ 850 mil cada.
A decisão que deflagrou a ‘Galeria’, assinada pela juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, registra ainda outro possível caso de lavagem envolvendo obras de arte – a aquisição da obra “A serpente e o pássaro”, da artista Beatriz Milhazes.
Segundo o MPF, os documentos obtidos durante a Operação Leviatã, que cumpriu ordens de busca em endereços de Márcio, indicam ‘forte correlação’ entre o planejamento de compra da obra, o pagamento de uma propina de R$ 500 mil em espécie solicitada por Márcio à executivo da Odebrecht e cheques não nominais emitidos em para uma galeria de arte.
A decisão de Gabriela registra ainda que foram identificados ao menos 104 depósitos de dinheiro em espécie em contas bancárias de Márcio e de sua esposa Marta Lobão, totalizando R$ 2.121.827,00.
A investigação ressaltou a evolução patrimonial de Márcio Lobão, que saiu de R$ 8.903.495,91 para R$ 44.187.850,79 num intervalo de dez anos – de 2007 a 2017.
A PF entregou à juíza provas de que Márcio Lobão teria efetuado, inclusive em período recente, transações sobrevalorizadas de obras de arte e simulado operações de venda de imóveis com empresa controlada por seu irmão Luciano Lobão.
Segundo a PF, Márcio também teria simulado empréstimo com o irmão, realizado operações fracionadas de depósitos em dinheiro, efetuado a interposição indevida de terceiros em transações de obras de arte, além de ‘ter movimentado valores milionários em contas em nome de empresas off shore no exterior’. (Pepita Ortega – Estadão)
A Polícia Federal deflagrou nesta manhã de terça-feira (10) mais um operação da Lava Jato com mandatos de prisão preventiva (sem prazo) contra Márcio Lobão, filho do ex-ministro das Minas e Energia Edison Lobão. O filho do ex-senador será levado para a sede da PF em Curitiba.
Segundo o Ministério Público Federal, Edison Lobão recebei aop menos R$ 50 milhões em propina dos grupos Estre e Odebrecht de 2008 a 2014. O esquema de lavagem de dinheiro seria ligado a Transpetro, subsidiária da Petrobras e a usina hidrelétrica de Belo Monte.
Segundo a Lava Jato, Márcio Lobão e Edison Lobão solicitaram e receberam 50 milhões de reais em propinas dos Grupos Estre e Odebrecht nos governos Lula e Dilma Rousseff, entre 2008 e 2014.
O mandado de prisão preventiva foi expedido contra Márcio Lobão porque há indícios de que ele permaneceria praticando o crime de lavagem de dinheiro em 2019. (Folha e O Antagonista)
O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), deputado Othelino Neto (PCdoB), reuniu-se, nesta segunda-feira (9), com representantes do Sindicato dos Servidores da Alema (Sindsalem). Na pauta, foram apresentadas demandas referentes à possibilidade de reposição salarial e à garantia dos atendimentos em saúde aos servidores aposentados da Casa. O diretor-geral da Alema, Valney Pereira, também participou da reunião.
Othelino destacou que o diálogo permanente com o Sindsalem é fundamental para a gestão eficiente da Alema, uma vez que permite ouvir as reivindicações dos servidores do Legislativo maranhense e buscar soluções conjuntas para as suas demandas.
“Eles fizeram ponderações, algumas das quais eu não tinha conhecimento, em relação ao dia-a-dia do servidor, para que ele se sinta mais confortável na Casa. Tratamos sobre a questão salarial e estamos em discussão sobre a possibilidade de concessão de reajuste para os servidores. Enfim, é um diálogo que se perpetua e é muito bom para a gestão ter esse contato próximo com os representantes dos nossos servidores”, afirmou o presidente da Alema.
Nataniel Serejo, presidente do Sindsalem, disse que o deputado Othelino comprometeu-se em elaborar um estudo para avaliar os impactos da reposição salarial na folha de pagamento da Alema e a possibilidade de atender à solicitação dos servidores. “Nós estamos sendo recebidos pela segunda vez pelo presidente Othelino para dialogar. Estamos tentando recuperar nossas perdas, mas, de acordo com o que a Assembleia pode atender, pois sabemos da situação do Maranhão”, frisou.
Pré-candidatos a prefeito de São Luís em 2020 que ainda não convenceram seus partidos a sacramentarem seus nomes estão enfrentando enormes dificuldades para conversar com outras legendas com as quais pretendem compor aliança para disputar o pleito que se aproxima.
“Estou tendo dificuldade de conversar com os dirigentes de outras siglas porque quando os procuro a primeira coisa que perguntam é se o meu partido já definiu meu nome, mas como isso ainda não aconteceu as conversas acabam não prosperando”, disse ao titular do blog, sob a condição de anonimato um candidato ligado ao Palácio dos Leões.
O mesmo problema tem enfrentado o pré-candidato pelo PDT, Yglésio Moisés. Com situação indefinida, até porque os dirigentes pedetista já definiram apoio ao presidente da Câmara Municipal, Osmar Filho, Yglésio não consegue aglutinar força em torno do seu nome justamente por conta da insegurança quanto a sua confirmação como candidato.
“Como os presidente de partidos podem conversar e firmar compromisso conosco sem saber se serei ou não confirmado como candidato pela minha sigla de origem?”, reclama outro pré-candidato ainda sem garantia de que terá legenda para concorrer ao mesmo tempo em que adverte: “Enquanto existe essa indefinição, o adversário está correndo solto”, observou se referindo à candidatura de Eduardo Braide.
Estão com suas candidaturas garantidas até o momento, o comunicador Jeisael Marx (Rede Sustentabilidade) Bira do Pindaré (PSB), Eduardo Braide (PMN) e Neto Evangelista (DEM). Ainda tentam se viabilizar em seus partidos Rubens Júnior (PCdoB), Duarte Júnior (PCdoB), Yglésio Moisés (PDT) e Osmar Filho (PDT).
Com um amplo leque de ações sendo desenvolvidas em paralelo por toda a Ilha de São Luís, era mais que natural que a Secretaria de Estado das Cidades (Secid), hoje comandada pelo deputado federal licenciado Rubens Pereira Júnior (PCdoB), tivesse papel de destaque nas comemorações alusivas ao aniversário de 407 anos da capital maranhense.
Em dois dias, sim, dois porque um só não daria conta, a Secid entregou mais de 300 benefícios para a população ludovicense. Só com o Cheque Minha Casa foram 300 famílias da área do grande centro histórico beneficiadas com cheques de R$ 5 mil reais, recurso que será utilizado para reforma de seus lares, principalmente melhorias sanitárias.
A Secid entregou, ainda, um novo prédio que virou a sede permanente do Batalhão de Polícia Militar Tiradentes. Também viabilizou para a Secretaria do Trabalho e Economia Solidária um centro de formação, capacitação, preparo e inserção de trabalhadores no mercado de trabalho, o Centro de Iniciação ao Trabalho (CIT), e foi instalado em prédio histórico completamente recuperado pela Secid; e teve ainda a entrega da quadra na Praça Negro Cosme no Fé em Deus.
Em sete meses à frente da Secretária, Rubens Júnior demonstrou grande capacidade gerencial, definindo prioridades, propondo metas, e articulando recursos conseguiu acelerar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O gestor entregou benefícios reais para a população de São Luís, que darão ao longo de tempo retorno, seja financeiro ou na qualidade de vida da população.
Protagonista do maior conjunto de obras de reforma e requalificação promovida em São Luís nos últimos anos, contabilizando avanços nos setores sociais, educacionais e de saúde no Município, o prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) não mediu esforços em sua gestão para oferecer à população uma festa de aniversário memorável, que reuniu quase 200 mil pessoas em quatro dias de shows na Praça Maria Aragão. Um ciclo de espetáculos artísticos iniciado na noite de quinta-feira e encerrado neste domingo, quando se completou 407 anos de fundação da cidade, com a apresentação de César Nascimento, Alcione e Companhia Barrica.
A presença de grande público foi constante desde quinta-feira, quando o reggae tomou conta da Praça Maria Aragão, sob o comando de Fauzi Beydoun e a Tribo de Jah. A diversidade cultural teve lugar na sexta-feira com a banda Mesa de Bar e o ritmo arrocha. Um dos dias de maior público foi no sábado, com o show Terra de Adoração, que contou com a participação de mais de 50 mil pessoas.
