O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), na 5ª edição do podcast “Diálogo com Othelino”, nesta segunda-feira (02), criticou as interferências do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), em instituições públicas brasileiras, essenciais para o bom funcionamento do estado democrático de direito.
Othelino Neto criticou Bolsonaro no caso do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), quando o transferiu do Ministério da Economia para o Banco Central (BC), por meio de Medida Provisória. “Parecem recados diretos em razão de que o órgão desagradou sua família quando lançou dados com relação à movimentação financeira suspeita de assessores do filho de Jair. Isso é um mau sinal para a sociedade. Não é admissível que um presidente da República promova vingança com relação às instituições”, acentuou.
O presidente da Assembleia Legislativa tratou também sobre a decisão de Jair Bolsonaro em relação à lista tríplice em que o Ministério Público Federal (MPF) indica os nomes de três candidatos ao cargo de procurador-geral da República. “Bolsonaro já avisou publicamente que não irá considerar a lista e, pior, promove um verdadeiro convite para diversos procuradores para que assumam compromissos com ele para que tenham a possibilidade de ser nomeados”.
“Essas instituições não merecem esse tipo de intervenção. São órgãos autônomos, que devem ser respeitados nas suas atribuições. Não estou dizendo que não cometem erros”, avaliou Othelino.
“De fato, o presidente da República foi eleito para interferir, mas para produzir a paz e o respeito às instituições do Brasil. Quando ele as desrespeita promove um desserviço ao país”, completou, referindo-se não só ao Coaf e ao MPF, mas também à Receita Federal e Polícia Federal (PF).
Homenagem a Alcione – A entrega da Medalha Manuel Beckman, maior honraria do Legislativo Estadual, à cantora, compositora e instrumentista Alcione Nazareth, proposta pelo deputado Wendell Lages (PMN), também esteve em pauta nesta edição do podcast. “Foi um reconhecimento àquilo que Alcione representa para a Maranhão, à música do nosso estado e do Brasil. Também por ela levar as belezas daqui para todo o país e o mundo”, disse Othelino Neto.
A solenidade foi prestigiado por parlamentares, governador do Estado, Flávio Dino (PCdoB), familiares e simpatizantes da cantora. “Aconteceu de forma muito alegre, com muita música, bem a cara da Alcione”, relatou o deputado.
O programa pode ser ouvido a qualquer hora e lugar – no computador, smartphone ou em outro aparelho com conexão à internet. Para ouvir, é necessário baixar o aplicativo Spotify ou o Soundcloud. Depois, basta buscar o nome do programa e dar play no episódio desejado. O programa também estará disponível nas redes sociais do presidente (Youtube, Instagram, Facebook e Twitter).
Portal Vermelho – A participação do governador do Maranhão, Flávio Dino, marcou o encerramento do 10º Encontro Nacional de Educação do PCdoB, neste domingo (1º/9), em São Paulo. Recebido com grande entusiasmo por um público de cerca de 350 pessoas, Dino prestou contas da política educacional de sua gestão, que acaba de completar 56 meses – ou pouco mais de 1.700 dias. Nesse período, além de garantir o maior piso salarial do País para professores, o governador entregou 986 obras na Educação.
Após cinco décadas de hegemonia local da família Sarney, a infraestrutura precária dos colégios não foi a única “herança maldita” que Flávio Dino recebeu. A qualidade do ensino despencava. O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) no Maranhão caiu de 3,1 para 2,8 no último ano da administração Roseana Sarney, que antecedeu o governo Dino. As frequentes greves de professores revelavam uma categoria cada vez mais desvalorizada e desmotivada. “Nos deparamos com uma tempestade perfeita, que nos exigia ‘disciplina revolucionária”, como dizem os comunistas – ou muita fé, como dizem os cristãos.”
Não havia tampouco colaboração entre o estado e os municípios. Mesmo os recursos federais foram escassos. Desde que chegou ao Poder Executivo maranhense, o governador enfrentou, primeiro, a recessão econômica do País, ainda sob a presidência de Dilma Rousseff (PT). Depois, a estagnação do PIB. Agora, para piorar, o boicote declarado do presidente “antiparaíbas” Jair Bolsonaro (PSL).
Educação e desenvolvimento
Aos professores, estudantes, pesquisadores e trabalhadores da educação que participavam do Encontro do PCdoB, Flávio Dino deixou claro que teve de fazer escolhas político-administrativas. “Chegamos a um ponto de exaurimento, e o estoque de mágica é finito”, diz. “Se eu tivesse investido, por exemplo, em asfalto, minha popularidade seria maior. Mas não houve receio de apostar diferente e fazer um governo popular, com perspectiva de desenvolvimento.”
O governo decidiu lançar projetos e iniciativas cuja verba não dependesse só do percentual do orçamento “carimbado” para a Educação. A fim de garantir que os professores maranhenses recebam o piso mais elevado do País, Dino destinou 100% dos recursos do Fundeb para a folha de pagamento. O caixa da infraestrutura escolar foi reforçado com um fundo estadual de investimento, no âmbito do Programa Escola Digna. Além de recursos do Tesouro, esse fundo é incrementado por operação de crédito do BNDES, parcerias com empresas privadas, entre outras fontes.
A inclusão é outra marca da gestão. Quando Dino assumiu o governo, o Maranhão não tinha nenhuma escola em tempo integral. Hoje, são 49. No ensino superior, o número de vagas em universidades públicas deve saltar de 3.540 em 2014 para 5.740 no começo de 2020. “A meta é dobrar até o fim do governo”, compromete-se Dino. O principal indutor da ampliação de oferta foi a criação da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul), instalada em Imperatriz, segundo maior município do estado, mas com campi também em Açailândia e Estreito.
Outros dois projetos enchem o governador de orgulho. O Cidadão do Mundo – uma espécie de versão maranhense do Ciência sem Fronteira –, financiou os estudos de 315 jovens pesquisadores brasileiros no Exterior. Já o Sim, Eu Posso, inspirado num programa cubano e executado junto a parceiros como o MST, tirou mais de 20 mil jovens, adultos e idosos do analfabetismo.
2022?
Os êxitos do governo e a aprovação popular a Flávio Dino alçam seu nome à condição de potencial candidato à Presidência da República em 2022. “Eu estou doido para disputar uma eleição de novo”, brincou o governador, admitindo a hipótese de disputar o Palácio do Planalto, depois de duas bem-sucedidas festões no Palácio dos Leões.
Pelo que se viu no Encontro de Educação, os comunistas abraçam a proposta. “O PCdoB planeja lançar uma candidatura à Presidência em 2022, e o Flávio Dino é um dos nomes que a direção já está discutindo”, afirmou o vice-presidente do Partido, Walter Sorrentino. Ao que o público reagiu com palavras-de-ordem: “Novo Brasil, novo destino / Meu presidente é Flávio Dino”; e “Um, dois, três / Quatro, cinco mil / Queremos Flávio Dino presidente do Brasil”.
Pesquisa do Datafolha, divulgadas nesta segunda-feira (2) pelo jornal Folha de São Paulo, revela que a reprovação do presidente Jair Bolsonaro continua subindo e passou de 33% para 38% na comparação com o último levantamento feito em julho.
Os dados colhidos pelo Datafolha agora mostram que popularidade do presidente está sendo corroída. A aprovação do governo Jair Bolsonaro também caiu de 33% em julho para 29%. No Nordeste, a avaliação do presidente piorou. No quesito ruim e péssimo o índice subiu de 41% para 52%. Já na região Sul a rejeição cresceu de 25% para 31%.
A rejeição maior continua sendo entre as mulheres: 43% do universo feminino o acham ruim ou péssimo, ante 34% dos homens. Outro dado significativo revelado pelo Datafolha é que 44% dos brasileiros não confiam na palavra do presidente, contra 36 que eventualmente acreditam eventualmente e outros 19% que confiam sempre.
O Datafolha quis saber ainda sobre a expectativa com o governo e obteve a seguinte resposta: 45% acreditam que Bolsonaro fará, enquanto 32% acham que fará uma administração ruim ou péssima.
Nesta nova sondagem, o instituto entrevistou 2.878 pessoas com mais de 16 anos em 175 município. (Com informações da Folha)
Enquanto o Movimento Enfermagem Independente comemora o diálogo estabelecido com o governo estadual, e afirma que não vai ter manifestação pública no momento, a base do Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Maranhão (SEEMA) cogitou o sequestro do governador Flávio Dino. A grave menção sobre o caso correu durante troca de mensagens entre os liderados da ex-presidente do Sindicato, Ana Léa dos Santos Costa.
O direito dos trabalhadores é legítimo, assim como a manutenção da assiste dia em Saúde da população na rede pública. Porém, a ameaça direcionada para o chefe do executivo é grave e precisa ser investigada.
ENTENDA O CASO – Na última sexta-feira (30), o governo gastou a bandeira da negociação com os trabalhadores da saúde, suspendeu a mudança na escala de trabalho da enfermagem de 36 horas e instalou a mesa de diálogo com o SEEMA e a Força Sindical do Maranhão. A reunião será, nesta segunda-feira (2), na sede do órgão.
Os trabalhadores da saúde afirmam que construíram uma agenda legítima para dialogar com o secretário estadual da saúde, Carlos Lula. Entretanto, o Movimento da ex-presidente do Sindicato, Ana Léa dos Santos, aponta em outra direção: a promoção do caos.
O Movimento Enfermagem Independente diz que: “A Nossa mobilização é legítima e todos devemos lutar contra a opressão, mas devemos ser inteligentes! Não vamos ganhar nada com agressividade nesse momento! Não sejam confundidos por pessoas que querem fazer manifestação com interesse eleitoral! Ou vocês acreditam em pessoas que estão há décadas presidindo nossos sindicatos e já estão de olho nas eleições do COREN?”.
Com o objetivo de dar transparência e participação popular ao processo de construção do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de São Luís (PDDI), o Governo do Maranhão apresentou, nesta sexta-feira (30), o Diagnóstico Territorial Participativo dos 13 municípios que compõem a região.
O Diagnóstico Participativo do PDDI é elaborado pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Programa Estratégicos (Sepe), Secretaria de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid) e Agência Executiva Metropolitana (Agem).
O documento faz uma análise dos 13 municípios pertencentes à Região Metropolitana da Grande São Luís, a partir dos eixos Territorial, Institucional, Econômico e de Mobilidade, além de ser exigência legal, de acordo com o artigo 35 da Lei Complementar Estadual N°174/2015.
De acordo com José Antônio Viana Lopes, assessor especial da Secid, essa é a última etapa de discussão e amadurecimento do Diagnóstico para a construção do PDDI. “O PDDI será um apoio aos municípios para que os mesmos possam articular políticas, programas e projetos em diversas áreas. Com esta etapa de estruturação do sistema de gerenciamento da gestão metropolitana, o Maranhão se destaca, avança com consistência, garante a discussão e a participação ampla da sociedade na organização da Região Metropolitana da Grande São Luís”, ressaltou José Antônio Lopes.
O presidente do Imesc, Dionatan Carvalho, apresentou o documento que compõe a análise da realidade dos municípios. “Este diagnóstico é parte integrante do processo de planejamento e gestão metropolitanos e constitui um instrumento de direcionamento para o desenvolvimento socioeconômico e ordenamento territorial. Como se trata de um diagnóstico participativo, tivemos a oportunidade de dialogar bastante com os gestores municipais e com a população, por meio das Oficinas de Leitura Comunitária e desta apresentação realizada hoje”, avaliou Dionatan Carvalho.
Com o Diagnóstico Participativo Sociodemográfico, Econômico e Territorial da Grande São Luís, estão sendo disponibilizados para a sociedade os dados e análises que constituirão subsídios para a formulação de políticas que reflitam a complexidade da Região Metropolitana e a consequente definição de projetos e ações estratégicas para o desenvolvimento regional.
Participação de Todos – O levantamento, também, é fruto de uma ampla discussão com gestores públicos municipais e instituições representativas da sociedade, conforme destaca o prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio. “Quero parabenizar o Governo do Maranhão pela iniciativa de diálogo com os gestores municipais, a fim de encontrar soluções integradas para a gestão da Região Metropolitana. Este é um momento muito importante para que possamos avançar, ainda, mais no desenvolvimento integrado das cidades da região”, afirmou o prefeito.
O presidente da Agem, Lívio Jonas Mendonça Corrêa, ressaltou o fortalecimento da Região Metropolitana, a partir do diálogo com todos. “Neste momento, não apenas apresentamos o diagnóstico, mas também ouvimos prefeituras e sociedade civil em suas demandas por políticas públicas, pois é importante se ter em mente que este planejamento conjunto é para toda a Região Metropolitana. Por isso, a relevância do envolvimento de todos os municípios”, destacou Lívio Corrêa.
Municípios – Elaborado pelo Imesc, o estudo disponibiliza informações e possibilita análises de base para a otimização do planejamento e gestão da Grande São Luís, composta pelos municípios de Alcântara, Axixá, Bacabeira, Cachoeira Grande, Icatu, Morros, Rosário, São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa, Presidente Juscelino e Santa Rita. Juntos, os municípios contam com aproximadamente 1.650 milhão de habitantes, concentrando 39% do PIB do Maranhão.
O secretário adjunto de Programas Estratégicos, Geraldo Carvalho, explicou a importância do debate em torno das prioridades de ação para os municípios. “A Região Metropolitana, com os treze municípios, tem um peso importante para o Maranhão, representando quase 40% do PIB do Estado. E a apresentação do diagnóstico pelo Imesc destaca pontos importantes como a questão do saneamento básico, meio ambiente e recursos hídricos, transporte, educação, saúde, entre outros”, salientou Geraldo Carvalho.
Cantos de louvor, orações e citações bíblicas marcaram, na tarde desta sexta-feira (30), no plenário da Assembleia Legislativa, a sessão solene em homenagem aos 50 anos da Renovação Carismática Católica (RCC) no Brasil. A solenidade foi proposta pela deputada Helena Duailibe (Solidariedade) e os trabalhos foram presididos pelo deputado Neto Evangelista (DEM).
A Renovação Carismática é um movimento da Igreja Católica que surgiu em meados da década de 1960, nos Estados Unidos, ramificando-se por todo o mundo. Chegou ao Brasil na cidade de Campinas (SP), por meio dos padres Haroldo Joseph Rahm e Eduardo Dougherty, expandindo-se rapidamente pelo país, em 1969. No Maranhão, chegou na década de 1980, tendo dentre seus precursores o missionário Francisco Batista, que destacou as ações da RCC como atos de fé, esperança, renovação cristã, busca da paz e encontro com Deus.
“Temos testemunhos de pessoas que estavam mergulhadas no álcool e nas drogas e que se recuperaram graças à Renovação Carismática. É um movimento forte que busca o fortalecimento da fé, da esperança, da comunhão e o encontro com o Senhor”, ressaltou Francisco Batista, que já foi presidente dos Conselhos Diocesano Estadual, Nacional e da América Latina.
Justa homenagem
Na concepção da deputada Helena Dualibe, integrante do movimento e que fez a abertura dos trabalhos, “essa é uma justa homenagem à Renovação Carismática, cujo movimento se respalda no Espírito Santo. Somos um grupo que prega o Evangelho e que, ao longo desses anos, mudou e salvou vidas vidas e continua nessa trajetória de transferir os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. A Renovação Carismática é de oração e também de muita ação”, resumiu.
Por seu lado, a presidente do Conselho Estadual da RCC, Isabel Cristina Borges Coelho Leal, ressaltou: “É uma alegria muito grande estar aqui na Assembleia Legislativa comemorando os 50 anos da Renovação Carismática. É um movimento muito forte, cujo objetivo é evangelizar e salvar almas. Isso é que mantém a nossa Igreja viva. O próprio Papa Francisco diz que esse movimento é uma corrente de graça dentro da Igreja”, assinalou.
Ao final da solenidade, o deputado Neto Evangelista parabenizou a colega Helena Duailibe pela iniciativa, destacando que foi uma solenidade muito bonita e emocionante. “Aqui é uma casa política, mas somos homens e mulheres ungidos por Deus. Esta é uma casa abençoada e, com toda certeza, será diferente após essa solenidade”, frisou o parlamentar.
O louvor de encerramento foi ministrado pelo presidente do Conselho da RCC da Arquidiocese de São Luis, Robert Araújo. Também prestigiaram a solenidade os deputados Ciro Neto (PP), o deputado licenciado Márcio Honaiser (PDT), atual secretário de Desenvolvimento Social, o secretário de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, e o ex-deputado Francisco Camelo, integrante da RCC.
Ao longo da semana sindicatos de enfermagem incendiaram profissionais da rede pública do estado contra a Secretaria da Saúde em razão de mudanças na jornada de trabalho. Nas redes sociais, os sindicatos chegaram a convocar os enfermeiros para um ato público na próxima segunda-feira.
No maior estilo ‘extintor de incêndio’, o secretário Carlos Lula surpreendeu a todos com a seguinte mensagem em sua rede social: “Estive reunido na tarde de hoje com a Força Sindical e o SEEMA e decidimos, em COMUM ACORDO, pela suspensão na mudança de escalas de enfermagem”.
Com os ânimos mais calmos, Secretaria de Saúde e Sindicatos entraram em consenso sem discussão e gritaria. “Sempre acreditei no diálogo como caminho para solução de dissensos”, diz o post de Carlos Lula.